|
De novo, o aborto em Portugal!... Vamos bater na mesma tecla!... Muito se tem badalado Sobre o certo e o errado, No que é direito ou torto Da vontade da mulher, Quando ela quer ou não quer Fazer ou não um aborto! Primeiro, vamos à lei, Coisa que não encontrei Sobre os direitos humanos. Deixa muito a desejar, Esta ânsia de agradar A gregos e a troianos. Castiga a lei, hoje em dia, Os que matam sua cria Logo após de ser nascida. Mas a lei já não castiga A quem mata na barriga. (Não é também uma vida?) Eu não entendo os lamentos, Nem estes ajuntamentos De povo a reclamar Uma lei que causa danos Contra os direitos humanos, A lei de poder matar!... E juntam-se aos milhares Gente que vai aos altares, Comunga, bate no peito, Reza, fanaticamente, E não se lembra esta gente Que o feto tem seu direito! Não venham com estas ganas Falar nas cinco semanas Ou nas doze da formação. A verdade não é essa, A nossa vida começa Ao ter vida o embrião! Tudo seu princípio tem, E deste princípio vem A formação, o perfeito! Partindo daí obriga, Dentro ou fora da barriga Este feto ser aceito! Não sei quem a lei escusa? Quem não quer ser mãe não usa, Ou se defende a rigor. Pois quem sentir apetite E não quer parir, evite, Do modo que achar melhor. Vamos agora à mulher, Não precisa ela ter Que lutar, por sua vez. Antes ou quando bem queira, Há muita e muita maneira D¹ evitar a gravidez! Principalmente a casada, Que já esteja inteirada De filhos, falem os dois, Combinem coisa segura. Se não tem pílula n¹altura, Hoje, há a pílula depois! Mas não vai aqui parar, Há mais meios p¹ra se usar, Alguns, bem inofensivos P¹ra estas ocasiões. Porquê tantas confusões Confesso, não vejo motivos!... Como vêem, na verdade Não vejo necessidade De andar a mostrar o rosto. Mulher casada ou solteira Viva a vida como queira, Há pílulas p¹ra todo o gosto!... Política aí metida, Está bem compreendida, Que não vai muito distante. É um envolver de gente Desviando sempre a mente De algo mais importante! Quando não há um motivo, Bastante compreensivo Da oposição num governo, Gritam o direito, o torto Do aborto e mais aborto, Tem sido um tema eterno! Quando afinal a política, Que anda tão sifilítica, Por todas estas nações, Tentam com isto tapar O caos que estão a passar, Todas suas privações! Governo, nisto envolvido, Não forma nenhum sentido Porque o assunto que encerra É quem não quer emprenhar, Trate de se preparar Antes d'ir p'ró mar, em terra! Num caso d'ocasião, Não haver ali à mão A pílula que se queria, Creio que não há que assustar, Basta somente usar A pílula do outro dia. O resto, é fogo de palha, Uma teima que baralha E não tem nenhum tafulho. Um despregar duma tranca, Que de maneira bem franca, É só p'ra fazer barulho!... Calem-se com este aborto, Que só deixa em desconforto A mulher séria e honrada. Cada qual faça o que queira, C'oa pílula e de maneira Segura, boca calada! Havendo violação, Não calem sua razão, Contem a sua verdade. Não deixem o tempo correr. Quem pode isto resolver, Será a autoridade! Para certas criancinhas, Que se entregam louquinhas, A gargalhar, numa festa, Fazendo isto como moda, Coisa que lhes incomoda, Uma coisa que não presta. Que lhes sejam ensinados Caminhos apropriados E a verdade se diga. Lembrar, p'rá vida futura, Se a fruta não está madura, Faz sempre mal à barriga! Em casos excepcionais, Pertence aos tribunais Fazer justiça a quem erra. Ser a vítima ajudada, Bem tratada, compensada, Nos trâmites que a lei encerra! PS Em vez de aborto, pensar Em quem anda a mutilar Os orgãos sexuais De africanas crianças, Feitas entre umas festanças Pelas mães e pelos pais! Mutilação genital, Tira o desejo sexual, P¹ra toda a vida à mulher. Casada, ao fazer amor, É um dever, um favor, Sem sentir algum prazer! A criança é obrigada, A ser assim mutilada, Sem defesa e sem maneira. Aí entra a autoridade! No aborto, na verdade, Cada qual faça o que queira!... Com razão, ou sem razão, Esta é minha opinião!... |
|
Copyright © 1997/2001 The Portuguese Times
Autorizada a reprodução de artigos publicados nesta página desde que mencionada a origem