Portuguese Times Zé da Chica - Gazetilha



O porquê...e de onde parte o terrorismo?!...

Os terrorismos, sabemos
São actos bem repugnantes
Que praticam seres humanos.
Dos pecados mais extremos,
Cujos seres mais tratantes,
Os usam fazendo danos!

É o acto mais cruel,
O mais cobarde, cretino,
Qu¹envenena a humanidade,
Como cobra cascavel.
Fanático, valdevino,
Escarro da sociedade!

Terroristas são ralé,
Todos eles são iguais,
Assassinos misturados.
Uns são fanáticos da fé,
Outros são profissionais,
Guerrilheiros contratados!

São peritos em alardes,
Curvam-se à fé de mãos postas,
Num íntimo cheio de vilezas.
Cobardes, muito cobardes,
Só atacam pelas costas,
As pessoas indefesas!

O terrorista é esperto,
Nunca dá a sua cara,
Nem diz a sua razão.
Tudo prepara encoberto,
Engenha, estuda, prepara,
Até à destruição!

Mas deixa-me apreenssivo,
Numa certa confusão,
A causa de um tal porte.
Pensei muito no motivo
E não encontro a razão,
P¹ra se fazer tanta morte!

Qualquer motivo, qu¹em suma
O terrorista apresenta,
Traz sempre inconvenientes.
Nunca  há razão nenhuma,
P¹ra uma cena sangrenta,
Abrangendo os inocentes!...

Nada há que justifique
Tanta morte e sofrimento,
Como em Espanha, coitados.
Se existe algum despique
Com um governo, o intento
Seja só contra os culpados!

É um ódio à distância,
Que aumenta no dia a dia,
Neste mundo tão cruento,
Ódio que a ignorância,
Com náuseas ou com azia,
Vinga-se a todo o momento.

Morrem uns fanatizados,
Matando, quem tudo ignora,
E estava ali na altura
Outros são pagos, comprados
P¹ra matar a qualquer hora,
Numa tamanha loucura!

Se bem que há opressão,
Povos que são oprimidos,
Usados e abusados.
Todos eles p¹ra mim são;
Uns tristinhos, sem ouvidos,
³Tape² na boca, calados!

Pois estes seres sobre a Terra,
Nem podem sequer gritar.
Quando a fome os apoquenta,
Mandam-lhes armas de guerra
P'rós governos os calar,
Duma maneira nojenta!

É hoje esta  injustiça,
O cancro de todo o mundo,
Dentro da democracia.
Tendo a razão na cobiça,
No poderio nauseabundo
Que se vê no dia a dia!

Os terroristas são vários,
Todos cheios de vil coragem,
Por todas estas nações.
Vai desde os incendiários
À já velha sabotagem
De comboios e aviões!

Creio que ninguém esqueceu
A grande carnificina
Em que foram atingidos
E de que modo, Deus meu,
Buenos Aires, Argentina,
Argélia, Estados Unidos.

Em Oklahoma, Japão,
Sri Lanka, Inglaterra,
Também foi acto cruel.
Sem olhar à confusão,
Daquela imparável guerra,
Palestinos e Israel!

Há mais e que por desdita,
Praticados co'a astúcia,
Que o terrorismo despoja.
Desde a Arábia Saudita,
Da Índia, Colômbia, Rússia,
O Quénia e o Camboja!

Sabemos que há muitos mais,
Que a minha velha cabeça
Não recorda no momento.
Em actos irracionais,
Creio que basta esta remessa
Para mostrar o intento!

Porquê tanto ódio na Terra!
Gente que morre gritando
Paz, amor, compreensão.
Porquê no mundo esta guerra,
Famintos, loucos lutando
Por um miolo de pão!?...

O pobre com seu não ter
Cheio de apetite,  não come,
Vendo o rico encher a mula.
Qualquer dos dois vai morrer!
Um, não tem e morre à  fome,
O outro... morre de gula!

Que pense bem a riqueza,
E faça o pobre ter
Ao menos  seu alimento.
Quantas vezes, em defesa,
Ele morre a combater
Por quem lhe quita o sustento!

Neste mundo revoltado
Cheio de ódios e vinganças,
Cujo motivo ninguém vê.
Que procurem com cuidado,
Evitem estas matanças
Estudem  bem o porquê!...

Acalmem estes ferozes
De íntimo tão nauseabundo,
Sem um pingo de moral.
E alertem estes algozes
Qu¹andam anexando o mundo
Pelo sonante metal.

Haverá paz na verdade,
Sem guerras ou terrorismos,
Por todo este mundo inteiro.
Quando houver liberdade,
Sem mentiras e cinismos
E a ganância no dinheiro!

Vai haver paz de certeza
Quando o lobo e o cordeiro
Se encontrarem em paz,
Sentados na mesma mesa
E não haja um terceiro
A preferir Barrabás!...

Quando todos presidentes
Viverem com a verdade.
Vai haver paz, sim senhor
Há quatro letras potentes
Que salvam a humanidade
Quando juntas, são Amor!

No Amor, não há cinismos,
Todos vivem por igual,
A verdade está presente.
Não há guerras, terrorismos,
É eliminado o mal,
Ajudam-se mutuamente!

É isto que é preciso
P'ró mundo ser Paraíso!...



      
      


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