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NOTAS BREVES
- Pianista Maria João
Pires actua no Brasil
A pianista portuguesa Maria João Pires actua esta semana em São Paulo,
abrindo a temporada de concertos de 2004 da Sociedade de Cultura Artística.
Maria João Pires apresentou-se ontem e hoje acompanhada pelo músico
brasileiro Ricardo Castro para um recital a quatro mãos e interpretações a
solo de obras de Schubert, Chopin e Schumann no Teatro Cultura Artística. Do
programa do concerto, fizeram parte nomeadamente as Sonatas opus 35 e 58 de
Chopin, os Estudos Sinfónicos opus 13 de Schumann e a Fantasia em fá menor
para piano a quatro mãos de Schubert.
Os dois pianistas, que se conhecem desde 1990 e se estrearam a duo em
Belgais em Novembro de 2002, têm tido ao longo dos anos um repertório muito
semelhante, tendo ambos gravado as mesmas obras nos mesmos períodos das suas
vidas.
O duo tem uma extensa lista de projectos musicais, entre os quais a gravação
do seu primeiro CD nesta Primavera europeia para a editora Deutsche
Grammophon.
Galardoada em 2002 com o Prémio Internacional do Conselho de Música da
UNESCO, Maria João Pires é considerada a melhor pianista portuguesa de todos
os tempos e um dos 72 "grandes pianistas" do século XX em todo o
mundo.
Dona de uma rara sensibilidade artística, a pianista portuguesa, de 60 anos,
natural de Lisboa, tocou pela primeira vez em público em 1948, aos quatro
anos, e é uma especialista em Beethoven e Mozart.
O seu reconhecimento internacional surgiu depois de ter obtido em Bruxelas o
Primeiro Prémio do Concurso Bicentenário de Beethoven, em 1970.
A intérprete é convidada regularmente pelas melhores orquestras e salas de
concertos de todo o mundo, apresentando-se regularmente na Europa, nos
Estados Unidos, no Canadá, no Japão e em Israel.
Entre os seus mais recentes trabalhos discográficos, destacam-se
nomeadamente "Moonlight" (com Sonatas de Beethoven), "Le Voyage
Magnifique"
(com os Improvisos de Schubert), "Nocturnos" (com obras de Chopin), ³Trios²
(de Mozart) e o "Concerto de Schumann para Piano e Orquestra", com a
Orquestra de Câmara da Europa.
- Pedro Abrunhosa e os Bandemónio tocam em Budapeste e Paris
Pedro Abrunhosa vai participar, com os Bandemónio, no megaconcerto
"Eurokoncert", que assinala, dia 30, em Budapeste, a integração da
Hungria
na União Europeia. Abrunhosa tocará também com a sua banda em Paris a 10 de
Junho, no âmbito das nas comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das
Comunidades.
Tanto em Budapeste como em Paris, os Bandemónio apresentarão o espectáculo
"Momento 2003/2004", de que fazem parte, além das canções ao seu último
álbum, as mais consagradas canções dos três álbuns anteriores.
Além de Pedro Abrunhosa, a formação actual dos Bandemónio inclui Edgar
Caramelo (saxofones), Cláudio Souto (teclados), Alexandre Almeida
(guitarras), João André (baixo e contrabaixo) e João Nuno na bateria e
percussões.
- Caetano Veloso lançou álbum de versões "A Foreign Sound"
Cole Porter, Bob Dylan e Kurt Cobain são três dos compositores escolhidos
por Caetano Veloso para o seu novo álbum de versões intitulado "A Foreign
Sound", editado na passada sexta-feira. Gravado no Rio de Janeiro, com a
direcção de alguns dos temas assinada por Caetano Veloso e Jacques
Morelembaum, "A Foreign Sound" apresenta 23 temas de variados géneros,
do
rock ao musical americano do "easy listening" à folk.
Caetano Veloso é uma das referências da música brasileira e um dos mais
profícuos desde os tempos dos "Doces Bárbaros" e do tropicalismo,
tendo
editado álbuns como "Bicho" (1977), "Outras Palavras"
(1981), "Fina Estampa"
(1994), "Livro" (1998) e "Eu Não Peço Desculpa" (2002),
com Jorge Mautner.
- Mio Masouda, o fado com sotaque japonês
Mio Masouda, tem 24 anos, nasceu em Quioto, no Japão, está a estudar em
Portugal há seis meses e quer ser fadista. É licenciada em Sociologia e
Antropologia pela Universidade de Quioto, mas o sonho de ser fadista levou-a
a aceitar uma bolsa de estudo de um ano patrocinada pelo Rotary Club, uma
rede que promove o intercâmbio internacional de estudantes.
Hoje vive na Mouraria, seis anos depois de ter ouvido o fado pela primeira
vez.
"Eu ouvi um disco da Amália quando tinha dezoito anos. Fiquei apaixonada
pela música portuguesa e por cantar o fado." Mio é uma mulher
sentimental,
diz que a admiração pelo fado não se explica e é universal.
"O fado é uma música que se comunica com a alma e as pessoas fazem silêncio
porque respeitam o fado. É uma música muito especial neste mundo".
As noites de Mio Masouda são passadas a cantar em casas de Fado nos bairros
típicos de Lisboa. Um dia sonha seguir os passos de Amália Rodrigues ou
Hermínia Silva. "Canto muitos fados de Amália, mas estou a aprender fados
castiços".
A adaptação a um país muito diferente como Portugal não foi difícil. Mio
garante que as diferenças entre o distante Japão onde nasceu e Portugal são
poucas. O amor ao fado e ao mar aproximam os dois países.
"Quando cheguei a Lisboa pela primeira vez não senti muitas diferenças
porque Portugal está muito ligado ao Japão pelo mar. São dois povos unidos
ao mar." Antes de embarcar nesta aventura portuguesa, Mio Masouda estudou
português no Japão com a ajuda de alguns livros e amigos que também gostavam
de fado.
Mio diz que é muito versátil e canta com a mesma intensidade música
africana, samba do Brasil ou jazz de Nova Orleães.
Agora espera lançar um disco, cantado em português sem sotaque e com letras
e músicas da sua autoria.
- Maurício Mattar lança disco em Portugal
O actor e cantor brasileiro Maurício Mattar, que está a viver em Portugal há
cerca de dois meses, lançou segunda-feira um novo CD intitulado "Meu
Segundo
Disco", garantindo querer dedicar-se à carreira como cantor. "Estou já
fixado em Portugal e quero focar todos os meus esforços na minha carreira
como cantor", disse o músico brasileiro.
"Meu Segundo Disco" tem 10 canções - a maioria das quais da autoria
do
próprio Maurício Mattar -, sendo que o primeiro "single" de trabalho
será
"Tonteia".
"Adoro todas as músicas do meu disco, são como filhas para mim e foi um
processo cheio de prazer poder gravar as minhas composições, fazer os
arranjos da forma como quero e acredito", disse Mattar.
O cantor já tem sete álbuns editados no Brasil - o primeiro lançado em 1994
e intitulado "Muito Romântico" -, mas dois últimos são, segundo
sublinhou,
diferentes dos demais.
- Bob Dylan actua em Julho no Festival Vilar de Mouros
O músico norte-americano Bob Dylan regressa a Portugal em Julho para actuar
no Festival de Vilar de Mouros, anuncia o site oficial do cantor na
Internet. A actuação de Bob Dylan no festival minhoto fecha a digressão pela
Europa, com passagem pelo Reino Unido, Itália, França e Espanha, onde tem
previstos seis concertos.
A dupla britânica Chemical Brothers também vai actuar no Festival de Vilar
de Mouros a 16 de Julho.
Bob Dylan, 62 anos, é um dos compositores cruciais a partir da década de
1960, cuja criatividade influenciou dezenas de músicos desde o rock à pop, à
folk e ao country-rock.
"Time out of mind" (1997) e "Love and theft" (2001) são
dois dos mais
recentes álbuns do intérprete de "Blowin'in the wind".

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