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Coisas da bola... Os compadrios!... Neste Globo Celeste, Bola do mundo chamado, Que revolta tantas tolas E de farrapos se veste, Hoje, tão louco, esfarrapado, Entre alguns tipos de bolas. A bola, chamada mundo, Este globo ou esfera, Por humanos governado, Tornou-se tão nauseabundo, Que atravessamos a era De tudo apadrinhado! Hoje, democraticamente, P¹ra ser eleito, primeiro Há que se apadrinhar Da força da alta gente, E de quem tem o dinheiro, Para ensinar a falar! Não esqueçam, nas nações, Estes senhores do penacho, Que andam lá nos altares, Estragam muitos milhões, Para apanharem um tacho Que só pagam uns milhares!... E quem lhes deu tal quantia, Tem na mão este senhor Por ele bem bafejado. À espera do tal dia De receber o favor, Mas agora em triplicado!... Às vezes é de ter dó, Vê-los de mãos amarradas, De cordelinho esticado. Ninguém dá ponto sem nó, Todas estas somas dadas São pagas em triplicado. Não vou dizer algo novo, Lembrar qu¹o exorbitante E chorudo conteúdo É pago pelo Zé Povo. O pobre do Zé Pagante É quem no fim paga tudo! E quando existe um desvio, (Roubo não, que fica feio!) Estes nunca roubam, não! Por uns tempos cala o pio, Foi loucura, devaneio, Foi só uma tentação!... O compadrio, com estima, Encobre toda a verdade, Perante todo o seu povo. Deita-lhe a capa por cima, Lava toda a sujidade, E ele fica como novo! É o que agora acontece, Nem só co¹a bola do mundo, Mas com a do futebol, Que segundo o que parece, S¹esgravatam bem a fundo, Vai ter que aumentar o rol!... Gente que, (se é verdade!) É de se bradar aos Céus, Sempre tão moralizados. Gritando moralidade, Agora, valha-nos Deus, No suborno enterrados Lembra-me estes cortesãos, Aquele ditado antigo Do sacerdote devasso, Que dizia p¹rós irmãos: < Façam vocês o que eu digo, E não façam o que eu faço! Hoje, por todos os países, Há sempre que lamentar Estes senhores interesseiros. Bem pior, são os juizes, Que se deixam subornar, Por favores ou por dinheiros! PS De novo eu vou-lhes contar Como é tão infeliz O suborno dum juiz Que se deixa subornar. Com tantas facilidades, Como sejam meretrizes, Hoje se compram juizes, De todas as qualidades! P¹ra esta gente interesseira, É bater em ferro frio, Pois não têm nenhum brio, Só lhes interessa a carteira. Contra esta garotice, Vou tornar a insistir, Voltando a repetir O que há tempo aqui disse. Um juiz, p'ra quem pensar, O que ele é na verdade, E a responsabilidade Que ele tem ao julgar, Tem que ser um Salomão, Justo, justo, muito justo, Qualquer que seja o seu custo, Sempre ao lado da razão! Mas os há, infelizmente Que se trocam por dinheiro, E algum menos interesseiro, Só por vinho ou aguardente. Também há os valdevinos, Que sendo uns incompetentes, Castigam os inocentes Libertando os assassinos. Estes são nos tribunais, Mas há os tipo reinol Que reinam no futebol, Àrbitros e outros mais, Que pela ignorância Da responsabilidade, Impõem sua vontade Mostrando a sua importância! Dão motivo a divergência Com zaragata infernal, Às vezes, sem ser por mal, Mas sim por incompetência. Do nada fazem mistérios, Dando má reputação D¹alguns juizes que são Ainda justos e sérios! Quanto ao público que assiste Aos erros imperdoáveis Dos árbitros indesejáveis E que no fim não resiste Sem gritar nomes grotescos, Deve ser aconselhado Por alguém mais moderado A ir tomar uns refrescos!... Deste modo, ao fim ao cabo, Não se resolve a questão, Vem a briga, a discussão E depois é o diabo, No meio de tanto barulho Envolvem-se outras pessoas, Que sabemos que são boas, Mas também vão no embrulho!... Vai haver novos desvios, Tal como a Casa Pia, Ainda no dia a dia, Já cheia de compadrios, Que depois de tanta volta E de muito remexido Vai ficando esquecido, Com os culpados à solta! Não quero o mal p¹ra ninguém, Este não é meu desejo, Só digo aqui o que eu vejo E as notícias que contêm Nos meios de informação, Um enrolar de pessoas Que ainda as julgo bem boas, Mas não sei se são ou não!... Aberto o fruto, acontece Que se há podre, aparece!... À última hora!... No hotel, bem sentado, Sem esforço ou aflição É o Porto campeão, O que já era esperado. Mas o Leiria teimou Que havia de anticipar E o título lhe entregar Quando ao Sporting ganhou!... E hoje, com todo o conforto, O Campeão, é o PORTO!... |
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