No New Jersey Performing Arts Center, a 29 de Maio
Soprano Elisabete Matos, mezzo-soprano Margaret Jane Wray e o maestro luso-americano Larry Mendes em espectáculo comemorativo dos 30 anos da Revolução do 25 de Abril

Numa promoção da Portuguese American Leadership Council of the U.S.
(PALCUS), em colaboração com a Fundação Bernardino Coutinho e inserido nas
celebrações comemorativas do 30º aniversário da Revolução de 25 de Abril de
1974, realiza-se um grande concerto no sábado, 29 de Maio, no New Jersey
Performing Arts Center, em Newark, com início pelas 8:00 da noite.
O concerto conta com a colaboração da soprano portuguesa Elisabete Matos e
da mezzo-soprano norte-americana Margaret Jane Wray, acompanhadas por uma
orquestra constituída por executantes dos melhores agrupamentos do género da
área metropolitana de Nova Iorque, dirigida pelo maestro luso-americano
Larry Mendes e ainda os grupos corais Richmond Choral Society e Arcadian
Chorale, de 140 elementos.
Elisabete Matos, natural de Braga, tem actuado nas melhores casas de ópera
na Europa, tendo graduado na Fundação Gulbenkian, em Lisboa. Concluiu os
seus estudos na "Madrid School of Singing" e já foi várias vezes distinguida
e premiada em concursos de Paris e Viena. Começou a sua carreira
representando "Pamina" em "Die Zauberflote" com a Orquestra Sinfónica de
Bratislava e ainda representando "Contessa" em "Le Nozze di Figaro", em
Cordoba, Jerez e Granada, Espanha.
Todo este sucesso levou Elisabete Matos a cantar ópera nas mais famosas
salas do mundo e em peças clássicas como "Dona Elvira" em "Don Giovanni" no
Hamburg Staatsoper, "Marigaila" em "Divinas Palabras", no Madrid Teatro
Real, ao lado do famoso Placido Domingo; "Los Gavilanes", no Madrid Teatro
Real; "Elvira" em "Don Giovanni", no Teatro São Carlos, em Lisboa e "Dolly"
em "Sly by Wolf Ferrari", em Washington, juntamente com José Carreras, e
noutras salas famosas de Itália, França e Espanha.
Por sua vez, Margaret Jane Wray é uma das mais famosas cantoras de ópera com
actuações em salas como Metropolitan Opera, La Scala, Milão, The Bavarian
State Opera, em Munique, Berlin State Opera, The Théâtre Royal de la
Monnaie, em Bruxelas, L'Opera Bastille, Frankfurt Opera e L'Opéra de Nice,
tendo ganho vários prémios na América do Norte e Europa, em colaboração com
grandes figuras da música contemporânea, nomeadamente Daniel Barenboim,
Maris Janssons, Seiji Ozawa, Kwun Chung e James Conlon.
O historiador, autor de várias obras e director do Conselho de Relações
Internacionais, Dr. Kenneth Maxwell falará abordará o tema do nascimento da
democracia em Portugal.
Por sua vez, o maestro luso-americano Larry Mendes, com grande experiência
musical como maestro, vocalista e como instrumentista, é presentemente
director musical da "Our Lady Queen of Angels Church" em Manhattan, NY. Tem
dirigido vários concertos, muitos dos quais com a participação de famosos
músicos de renome mundial, tanto em oquestras como grupos corais. Vai
dirigir a orquestra que para este espectáculo assume o nome de Portugal
Carnation Festival Orchestra. Mais conhecido pelas suas funções de muitos
anos como responsável pelas operações internacionais da Newsweek Magazine,
Larry Mendes tem-se mantido ligado à música clássica, arte que começou a
cultivar aos 9 anos de idade.
Como maestro começour por dirigir em 1971 a Chicago Symphony Orchestra, na
estreia de "Theodora" de Handel. Dirigiu ainda, em concertos especiais,
membros da Chicago Symphony Orchestra e da Netherlands National Opera, em
Amsterdão, sendo ainda director musical e maestro da estreia em Chicago e da
peça Mass, de Leonard Bernstein.
Tem-se envolvido ainda na música sacra, levando-o a dirigir inúmeras
orquestras nas igrejas de Nova Iorque, interpretando peças como "A Paixão de
S. João", de Bach, Stabat Mater, de Pergolesi, a Via Cruéis, de Liszt, a
Paixão de Billings e Suor Angélica, de Puccini.
Sob a sua direcção, a Portugal Carnation Festival Orchestra interpretará no
dia 29 de Maio a "Ressurreição", de Mahier, que Larry Mendes considera "não
só uma das obras primas da música ocidental, mas também muito própria para a
celebração dos 30 anos de democracia em Portugal", lembrando a
"ressurreição" da democracia no nosso país.


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