Portuguese Times Zé da Chica - Gazetilha




As Mães...
e suas metamorfoses!...
A Mãe, a Mulher e a Rapariga...

A Mãe...
Após tanto ter falado,
Tudo dela já ter dito,
Vejo-me agora obrigado
Dizer algo já escrito!

Uma Mãe bem preparada,
P¹ra que verdade se diga,
Deve ser elucidada
Já desde qu¹é rapariga!

Mãe, nome que não esquece,
Já vem de Deus oriundo.
Quando dado a quem merece,
É o mais belo do mundo!

Mãe, amor belo e profundo,
Jóia pura tão querida,
Origem d¹eu vir ao mundo,
Princípio da minha vida.

A Mãe é sagrado templo,
Que distribui com carinho
Aos filhos o bom exemplo
Indicando o bom caminho.

Ser Mãe é santo dever,
Com ele a mulher reparte
Uma parte do seu ser,
(Somos o ser desta parte!)

A Mãe três letras apenas
Qu¹é num conjunto formado
Das palavras mais pequenas
Com maior significado.

Mãe, este bendito cofre
De bondade e de perdão,
Que por amor tudo sofre
Com tanta resignação.

Mãe, um ente de amor,
Melhor jóia que se herde,
Que triplica o valor
Quando esta jóia se perde.

A Mãe, tão pura sensata,
Se festeja o seu Dia,
Sempre escolhendo a data
Neste mês de Maria!

Maria, a Imaculada,
Que tantos nomes lhe dão.
De Fátima, D'Anunciada,
Do Carmo e Conceição.

De Lourdes, dos Aflitos,
Ou Senhora da Agonia.
Se bem que, nomes bonitos,
Mas o seu nome é Maria.

Não vou aqui evocar
Maria, a Mãe de Cristo,
Para poder comparar
Com outras mães pelo visto.

Segundo o meu entender,
O que escrito aqui vem,
É como eu posso ver
Uma extremosa Mãe!...

A Mulher...
A Mulher, anjo de graça
Que faz da casa querida
Doce ninho onde se passa
O melhor tempo da vida.

Mulher, nome tão querido,
Leva uma vida sujeita
Sempre fiel ao marido,
Que às vezes não a respeita!

É um anjo encantador
Formado por Deus p¹ra ser
Fontenário do Amor
Onde o homem vai beber!

Alma pura, benfazeja,
Fazendo parte da vida.
Aonde quer que esteja,
Sempre lembrada e querida.

Mulher nome tão profundo,
Figura linda e soberana,
Único ser neste mundo
Que propaga a raça humana!


A Rapariga...
Eu peço muita atenção
Ao que aqui vou dizendo,
Porque há muita excepção
Sobre o que estou escrevendo!

Quem quer ser Mãe preparada,
P¹ra que verdade se diga,
Deve ser elucidada
Já desde qu'é rapariga.

Altas horas nos caminhos,
Em vez da casa, às sonecas,
Já a brincar com noivinhos
Na idade das bonecas!

Vivem na ignorância,
Neste vivório à vontade,
No período da sua infância
Até à tal puberdade.

É nesta altura, talvez,
Que as amigas lhes impingem,
Sem a menor sensatez
O incómodo de ser virgem!

Até é um truque antigo,
Dito assim desta maneira:
- Ninguém vai sair contigo,
P'ra dar um passeio de freira!...

E para não ser diferente,
Entrega-se ela à festa,
Como coisa deprimente,
Que lhe impede e que não presta!

E daí as mocetonas,
Após feita a asneira,
Como um frasco de azeitonas,
Custa tirar a primeira!

E ao casar, tomem sentido,
Nas núpcias o que se passa.
O que se entrega ao marido
Já não tem a mesma graça!

PS
Pode o homem admirar
Qualquer mulher pela rua,
Mas, quando p'ra se casar,
Prefere que seja só sua.

Digo com sinceridade,
Milhões de mulheres ditosas
Casaram sem virgindade
Sendo exemplares esposas!

Mas há homem que actua
Querendo a mulher só sua!...


      
      


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