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Fahrenheit 9/11
A Palma de Ouro do Festival de Cannes, o mais prestigioso
festival europeu
de cinema, foi atribuida sábado passado ao realizador americano Michael
Moore pelo seu filme Fahrenheit 9/11.
O filme é um panfleto contundente às políticas do presidente George W. Bush
no Iraque e na luta contra o terrorismo e já tinha recebido o prémio da
Federação Internacional de Críticos de Cinema.
Moore denuncia a manipulação da opinião pública após os atentados do 11
de
Setembro de 2001 para invadir o Iraque e atender aos interesses de grupos
económicos e levanta as supostas relações entre as famílias Bin laden e
Bush.
Alguma imprensa viu no prémio mais uma contestação francesa à guerra do
Iraque, mas embora o prémio seja francês, o júri, presidido por Quentin
Tarantino, era constituido por quatro americanos e apenas um francês.
Michael Moore é um cineasta que consegue juntar jornalismo e comédia e os
seus filmes têm o mérito de desagradarem tanto à direita conservadora como
à
esquerda endinheirada.
Os dois primeiros foram Roger e Eu e The Big One, ambos contra duas grandes
multinacionais (General Motors e Nike) e deram-lhe fama, mas pouco proveito.
Há dois anos, com Tiros em Columbine, no qual denunciou o comércio de armas
nos EUA após o massacre do liceu de Columbine, ganhou um Oscar e 120 milhões
de dólares.
A Miramx, subsidiária da Walt Disney Co., produziu Farenheit 9/11 e quando
teve conhecimento de que o filme atacava George W. Bush recusou entrar com
mais dinheiro e tentou impedir a sua exibição na véspera de eleições
presidenciais, mas depois da Palma de Ouro não vai ser fácil e Moore quer
que a estreia seja no feriado do 4 de Julho.
Farenheit 9/11 pretende avaliar as reacções dos americanos aos atentados de
11 de Setembro de 2001 e à guerra do Iraque. Em Washington, Michael Moore
andou atrás de congressistas com esta pergunta provocativa: "Não há
muitos
congressistas com filhos no Iraque. Na verdade há apenas um. Talvez vocês
devessem ter enviado os vossos filhos primeiro. O que acham desta ideia?"
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Kerry & Guterres. Socialistas europeus e democratas americanos
nadam nas
mesmas águas ideológicas. António Guterres vai estar presente, na qualidade
de presidente da Internacional Socialista (IS), na convenção do Partido
Democrata que consagrará a candidatura do senador John Kerry à Casa Branca.
Segundo o semanário Expresso, a deslocação de Guterres a Boston insere-se
no
estreitamento de relações da IS com os democratas americanos, num processo
acelerado ultimamente com a perspectiva de vitória do senador nas eleições
de Novembro. Nesse sentido, uma delegação da IS liderada por Guterres vai
reunir-se com elementos da candidatura de Kerry em Roma, nos primeiros dias
de Julho e está previsto novo encontro durante a convenção, que decorrerá
entre 26 e 29 do mesmo mês. Enquanto isso, não há meio de George W. Bush
convidar o seu amigo Durão Barroso para um fim de semana no rancho do Texas.
Verão americano. Cerca de 35 milhões de americanos preparam-se para
ir para
férias ao volante dos seus carros com a gasolina ao preço recorde de mais de
dois dólares o galão e muitos analistas consideram isso extremamente
perigoso para George W. Bush em ano de presidenciais. Mas se os americanos
se queixam pagando dois dólares por um galão, que são três litros e meio,
que dirão os portugueses, pagando quase dois dólares só por um litro. O
preço da gasolina afecta toda a gente, menos os árabes, que têm o petróleo
mas viajam de camelo. A verdade é que se Bush se meteu na guerra do Iraque
por causa do petróleo, como admitem muitos analistas, então não resultou. A
culpa não era do Saddam. Os verdadeiros terroristas do Médio Oriente são a
Exxon, Shell, BP e Texaco, multinacionais que dominam o negócio do petróleo.
Gastam milhões a construir um pipelina para levar água aos árabes.
Universidades. Já estudaram na Universidade de Yale, New Haven, Conn.,
cinco
presidentes dos EUA: William Taft, Gerald Ford, Bill Clinton e os Bush, pai
e filho. Nas eleições de Novembro estarão frente a frente dois antigos
alunos de Yale. Bush filho, classe de 1968 e John Kerry, classe de 1966 e
que faz questão de esclarecer que, embora tenham passado ambos por Yale, têm
visões diferentes da América. Yale orgulha-se dos seus cinco
presidentes,mas perde para a Universidade de Harvard, que já deu sete
presidentes, um dos quais John F. Kennedy. Por sinal, George W. Bush é o
único presidente que pode orgulhar-se de possuir diplomas de Yale e Harvard,
embora não tenha sido aluno brilhabte. Tanto que, em Yale, a sua alcunha
entre os colegas era o Suflé - não tinha nada na cabeça, para além do
cabelo.
Teresa. Teresa Heinz Kerry pode ser a próxima primeira dama dos EUA e
começa a ser muito solicitada para entrevistas. Barbara Walters quis ouvir a
mulher
do candidato presidencial democrata no programa 20/20, da ABC. Conhecida por
não ter papas na língua, Teresa revelou que já encarou a necessidade de
fazer um aborto devido a problemas do feto, mas acabou por abortar
naturalmente. Contudo, defende que a mulher é senhora do seu corpo e, se
entender abortar, deve poder fazê-lo. Admitiu que recorre a Bowtok,
injecções que eliminam rugas, mas negou que o marido o faça. No início do
ano, Kerry divulgou que, em 2003, teve 300 mil dólares de rendimentos e
pagou 90 mil taxas federais e estaduais. Na entrevista, Teresa recusou
divulgar os seus impostos, alegando que o candidato é o marido e não ela,
mas veio fazê-lo dias depois: em 2003, Teresa Heinz Kerry teve 5 milhões de
dólares de rendimento e pagou 587 mil dólares em taxas federais e 163 mil em
taxas estaduais.
Casamento. Realizou-se sábado em Madrid o casamento do princípe
herdeiro de
Espanha, Felipe de Bourbon com a ex-apresentadora da TV Letizia Ortiz
Rocasolano. Não foi o primeiro casamento da noiva, que é divorciada, mas
pela primeira vez um futuro rei de Espanha casou com um plebeia. E também
pela primeira vez um motorista de táxi, avô da noiva, assistiu a uma
recepção no palácio real da Moncloa.
Aviso. O governo dos EUA lançou um aviso aos cidadãos americanos que
queiram
deslocar-se a Portugal durante o Euro 2004. O comunicado do Departamento de
Estado refere que as autoridades portuguesas estão alerta contra eventuais
ataques, mas recomenda grande precaução aos americanos que tencionem ir a
Portugal. Cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém, mas quem
se deve acautelar contra ataques são Luis Filipe Scolari e Gilberto Madaíl,
caso de Portugal não fique pelo menos nos três primeiros lugares.
Protesto. Os agentes da PSP que trabalham nos aeroportos portugueses
queixam-se de que os efectivos são poucos para garantir segurança e, para o
provar, decidiram dia 14 aplicar uma regra que em circunstâncias normais
nunca aplicam: vistoriar as bagagens de mão de um em cada dez passageiros.
Resultado, só no aeroporto de Lisboa, seis voos partiram com atraso. Os
polícias dizem que se vistoriassem sempre as bagagens haveria atrasos 365
dias por ano no aeroporto de Lisboa. Quer então dizer que não inspeccionam
devidadmente as bagagens?
Concordata. A Igreja Católica e o estado português assinaram dia 18
nova
concordata. O Papa João Paulo II completava nesse dia 84 anos e o
primeiro-ministro Durão Barroso, que se deslocara ao Vaticano para
assinatura do documento, aproveitou para lhe oferecer um registo do Senhor
Santo Cristo, que trouxera de Ponta Delgada, onde se deslocara dois dias
antes para assistir à tradicional procissão. As imagens do encontro (e da
prenda) foram transmitidas pela CNN para todo o mundo e Adelino Ferreira
teve oportunidade de ver em Macau, através da CNN de Hong Kong.
Carros. Talvez não saiba, mas o conselho municipal de New Bedford
suspendeu
por um ano a emissão de licenças para venda de carros usados. A cidade já
emitiu mais de 140 licenças de carros usados e está convertida num imenso
junkyard.
Turismo. O magazine USA Weekend colocou Provincetown, cidadezinha na
extremidade do Cape Cod, em Massachusetts, em quinto lugar da lista dos 10
destinos de verão preferidos pelos americanos. P'town, como dizem os locais,
é considerada a cidade balnear perfeita. É ultrapassada por Las Vegas e
Times Square em New York, mas bate a Disneyland na Califórnia e coloca
Massachusetts no mapa de verão. Por sinal, uma sondagem conduzida pela UMass
Dartmouth apurou que tem aumentado o número de turistas que passam por New
Bedford, mas a única dificuldade é convencê-los a parar. Acontece que a
maioria dirige-se precisamente a P'town.
Homenagem. Recordou-se a semana passada o tereceirense Francisco Moniz
Barreto Corte Real, que, em Maio de1895, foi da Terceira a São Miguel num
barquinho de papel. Depois de outras aventuras fixou-se em New Bedford, onde
foi pescador e, mais tarde, tornou-se carpinteiro e mudou-se para a ilha de
Martha's Vineyard, onde faleceu com 71 anos, a 16 de Outubro de 1939. Está
sepultado no cemitério de Edgartown e Miguel Corte Real, de New Bedford,
tentou há tempos convencer a direcção da Casa dos Açores da Nova
Inglaterra
a colocar na campa do destemido Francisco uma placa a recordar a sua viagem,
mas ainda está à espera da resposta.
Investimento. O governo da Tailândia pretende investir no futebol e
propõe-se adquirir 30 por cento da equpa britânica do Liverpool. A decisão
é
considerada pioneira, mas em Portugal não constitui novidade. Os casos mais
conhecidos são o governo da Madeira, que há anos investe dinheiros públicos
no Marítimo e no Nacional. O governo dos Açores também tem investido no
Santa Clara. E temos finalmente os investimentos das câmaras de Felgueiras,
Marco de Canavezes, Guimarães e Gondomar nos clubes locais, mas a única
compensação tem sido os presidentes irem parar à prisão.
Toponónimos. Nos primórdios do século passado, a comunidade alemã em
Newark, N.J. era influente e muitas artérias tinham nomes alemães. Veio a I
Guerra
Mundial (1914-18), Newark baniu os topónimos alemães e ficou renitente aos
topónimos estrangeiros, nomeadamente portuguees. Hoje, a comunidadse
portuguesa é (quase) tão influente como eram os alemães há 90 anos, mas a
rua dos portugueses, Ferry Strett, apenas se torna Avenida Portugal nas
celebrações do 10 de Julho. A única excepção de topónimos lusófonos é
a
Peter Francisco Square.
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Reticências...
Hoje temos frases célebres de algumas celebridades como Albert Einstein,
fisico: Há apenas duas maneiras de viver a vida. Uma é pensar que nada é um
milagre. A outra é pensar que tudo é um milagre...
Fred Astaire, actor: A velhice é como tudo. Para ser bem sucedido tem que se
começar ainda jovem...
George Simenon, escritor: Adoro a vida e não temo a morte. Apenas prefiro
morrer o mais tarde possível...
Robert Frost, poeta: Passei a cortar o cabelo a mim próprio. Fartei-me de
barbeiros porque falam muito. E sobretudo sobre o cabelo que me está a cair...
Louis Armstrong, músico: Músicos não se reformam. Apenas param de tocar
quando não há mais música dentro deles...
Normam Chandler, escritor: A coragem é uma coisa estranha, nunca podemos
estar certos dela...
Albert Schweitzer, missionário: Um homem faz apenas aquilo que pode, mas se
o fizer diariamente, pode dormir à noite e fazer outra vez no dia seguinte...
Ferreira Moreno
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