Portuguese Times Zé da Chica - Gazetilha




Histórias!...
Hoje...  a história do Burro e o Elefante!...

Era uma vez!...
Tem sido muito falada
E com muita concorrência
A corrida à presidência
Do reino da bicharada,
Que depois de reunidos
Os bichos mais importantes,
Fora um dos elefantes
E um burro, os escolhidos!

Para além do concorrente,
Houve mais uns três rivais,
Como reis dos animais,
Concorrendo a presidente.
Discursaram pondo à rasa
Com tudo que é defeito,
Bateram tanto no peito,
Depois, fecharam-se em casa!

Não temos que estranhar,
Faz parte da bicharada
Andar sempre acompanhada
Duns cãezinhos de arrufar!
Cada partido é diferente,
Só que, todo arrogante,
Tem sido o elefante
O actual presidente.

Os burros têm tentado,
Mas o elefante zomba
E prega-lhes com a tromba
Pondo-lhes sempre de lado.
Mas, desta vez o jumento
Parece mais preparado,
Vai de livros carregado
E de popa para o vento!

Além disso a bicharada
Reparou que o elefante,
De tanto ser governante,
Tem barriga dilatada.
Há que tomar atitude,
Fazer uma sabatina,
Para apurar quem atina
Tratar-nos bem da saúde!

Já anda activa a claque
E o burro já reclamou
Que o elefante mandou
Todo o dinheiro p¹ró Iraque.
Tendo sido tão cruel,
Espremendo os Zés pagantes,
Ajudando os elefantes
P¹rós lados de Israel!

Sempre que o burro topa
O elefante de frente
Diz-lhe:< tu presidente,
Se nunca tu foste à tropa!?
Se bem que há que pensar:
< Na guerra, mata-se gente
E para se ser presidente
Não tem de saber matar!

E o burro a resmungar
Falando de entre os dentes,
Diz: tu tens as costas quentes,
Sempre pronto a assinar.
Após tantas coisas ditas,
Num lavar roupa constante,
Disse o burro ao elefante:
< Davas um bom corta-fitas!...

Um presidente assome
Dar bem cartas no baralho,
Angariando o trabalho,
Com ele evitando a fome!
Do reinado que lhe toca,
Não esbanjar o dinheiro
Mandando p¹ró estrangeiro
E em casa, cruzes na boca!...

O elefante se abeira,
Critica o burro:< que entendes,
Que sabes, que compreendes
De política estrangeira?!...
Disse o burro:< é imitar
Como tu o calendário,
De resto é o secretário,
Tu só tens  que assinar!

Diz o burro:<  és o mais forte,
O animal mais potente,
Que amedrontas toda a gente,
Mas tens um medo de morte
De bin Ladden e seus ratos,
Que nas tocas escondidos
São hoje os mais temidos
Nos seus gestos e seus tratos!

São ratos bem maltratados,
Que de maneira distinta,
Tal como os ratos de quinta
Quando se vêem forçados,
Perdem o nexo, o norte,
Matreiros, que pela mansa,
Para alcançar a vingança
Até se entregam à morte!

Disse o burro ao elefante,
Um presidente afinal
Precisa muito moral,
Não sei se tens o bastante!
De bom, não tens feito nada,
Só tens feito fome e guerra,
É esta ideia que encerra
Toda a nossa bicharada!

Agora, é boca calada,
À espera de chegar
O dia que vai votar
O grosso da bicharada.
Quem votar burro, está certo,
Vai num caminho acertado.
Porque o burro é bem letrado,
Consciencioso e esperto!...

Tem o elefante tendência
De pensar no venha a nós,
Com truques calar a voz
De quem tem mais experiência.
Ele faz qualquer razia,
Para seus fins alcançar,
E os cofres abarrotar
Ao  seu vice e companhia!

PS.
Certo é que é intrigante,
O que se vê e se sente
Cair em cima da gente,
(Isto é, do Zé pagante!)
Que ninguém já o afaga,
Espremido bem chupado,
Sacudido e escovado,
É ele que tudo paga!...

Pode parecer estranho,
Levaram-me o dinheirinho,
Deixaram-me tão limpinho
Que até já não tomo banho.
O preço da àgua e gás,
Nem dá p¹ra lavar os pratos,
Agora, é como os gatos,
A língua a limpeza faz!

Bem bom que não ando à míngua,
Porque ainda tenho língua!...

~

      
      


Voltar à primeira página desta edição

 Voltar à Primeira Página


Copyright © 1997/2001 The Portuguese Times
Autorizada a reprodução de artigos publicados nesta página desde que mencionada a origem