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EUA vs UE
A União Europeia (UE) cedeu finalmente às exigências de Washington e
aprovou
a transferência de dados pessoais de passageiros do espaço comunitário
europeu que viajam para os EUA.
Depois do 11 de Setembro de 2001 e com objectivo de prevenir atentados
terroristas, os EUA decidiram reforçar o controlo sobre os estrangeiros que
entram no país e passaram a exigir os dados pessoais dos passageiros que
viajam em companhias aéreas estrangeiras que aterram em aeroportos
americanos.
Em Março de 2003, os EUA decidiram impor aos cidadãos da UE as medidas que
já exigiam a viajantes de outras nacionalidades e, embora tenha sido
assinado na altura um pré-acordo, a medida causou certo mal-estar entre as
duas partes,
O Parlamento Europeu manifestou-se contra, alegando que a medida é um
atentado à privacidade dos cidadãos e recorreu ao Tribunal Europeu de
Justiça, para comprovar ou não o respeito da legislação sobre a protecção
de
dados.
O recurso deu origem a um braço de-ferro, em que o português António
Vitorino defendeu os interesses europeus na qualidade de comissário europeu
responsável pelos Assuntos Internos.
Mas os americanos têm razões para exigir as impressões digitais e
fotografia
dos visitantes à chegada ao país e a UE acabou por ceder. O acordo foi
assinado há duas semanas. Vitorino considera que está longe de ser perfeito,
mas admite que ou se aceita esta alternativa ou será o caos.
Entre os 34 dados pessoais exigidos, estão perguntas sobre identidade,
morada, e-mail, data de reserva e data da viagem, forma de pagamento do
bilhete, número de telefone e número do cartão de crédito.
Mas algumas perguntas não fazem sentido, como esta: tipo de alimentação do
visitante?
Será que o facto de um tipo comer ou não costeletas de porco determina se é
ou não terrorista?
Imigrantes vivem mais
Muitos americanos xenófobos estão convencidos de que os imigrantes vêm para
os EUA doentes e a morrer de fome, mas um surpreendente estudo conduzido por
investivados do National Institute of Health e agora divulgado no Canadian
Journal of Public Health, revela que são mais saudáveis e vivem mais tempo
do que os naturais.
Os imigrantes têm os trabalhos mais duros que os americanos rejeitam,
habitam casas insalubres e desconfortáveis e têm pouca assistência médica.
Ainda assim os imigrantes vivem em média mais três anos do que os
americanos: a esperança de vida de um imigrante é de 78 anos e de um
americano de 75.
A diferença verifica-se em todas as raças, mas acentua-se na raça negra:
negros oriundos da Guiné ou de Angola, por exemplo, vivem em média mais nove
anos do que negros nascidos nos EUA.
O estudo, abrangendo o período de 1986 a 1994, revela que os americanos
negros têm a esperança de vida de 64 anos, enquanto que os negros nascidos
no estrangeiro residentes nos EUA vivem em média até aos 73 anos.
Contudo, se os mesmos indivíduos continuassem nos países de origem,
morreriam provavelmente antes de atingir 50 anos, pois seriam ainda mais
pobres e teriam menos cuidados médicos do que têm nos EUA.
O modo de vida é o principal factor da longevidade.
Os imigrantes fumam três vezes menos do que os americanos, bebem menos, são
menos obesos e fazem mais exercício. Como tal, é menor o número de cancros
no pulmão, cirrose e tromboses.
A obesidade é o grande problema dos americanos e mata quase tanto como o
fumo: 30% dos americanos são obesos, mas apenas 22% dos imigrantes têm esse
problema.
Outro facto: o imigrante tem que ser física e mentalmente mais activo para
se integrar na sociedade americana e esse exercício também contribui para a
longevidade.
O problema é que, depois de integrado, o imigrante tende a ganhar os vícios
americanos - fuma mais, bebe e ganha peso.
De qualquer modo, salário de imigrante não dá geralmente para grandes
vícios.
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MACAU. A história do jogo em Macau remonta a 1847, quando o governo
português iniciou o licenciamento de "casas de jogo" num esforço
de angariar
receitas para os cofres públicos afectados pela ocupação inglesa de Hong
Kong, que passou a dominar a navegação na região e a recolher taxas desse
mesmo domínio, com prejuízos para Macau. Entre 1851 e 1863, o então
governador, capitão Francisco Guimarães, consolida Macau como centro de
jogo, com alguma sorte pelo meio, já que o purintanismo britânico impediu a
legalizção do jogo em Hong Kong. Nessa época, a maioria das casas de jogo
ofereciam apenas o "fan tan", jogo tradicional chinês disputado com
botões.
Em 1937, o governo decidiu conceder o monopólio do jogo à companhia Tai
Heng, liderada por Fu Lou-iong e Kou Ho-neng, que ganharam muito dinheiro,
mas pouco contribuiram para o desenvolvimento do turismo macaense. Em 1961,
o governo português pôs novamente o jogo a concurso e a concessão foi ganha
por um grupo de empresários de Hong Kong liderado por Stanley Ho, com a
promessa de investir na indústira do turismo, mas que viria a inaugurar
apenas em 1970 o Hotel/Casino Lisboa. Em 2002, já depois da transferência da
administração do território para a China, as autoridades decidiram pôr
termo
ao monopólio de 40 anos e duas empresas de Las Vegas, Sands e Wynn Resorts
Ltd. obtiveram licenças para construir um número ilimitado de
casino-resorts. A Wynn prepara-se para iniciar a construção de um
empreendimento de 550 milhões de dólares, com 580 quartos. A Sands inaugurou
o mês passado o Sands Macau, que é uma amostra de Las Vegas com toques asiáticos.
Os jogadores das slot machines, por exemplo, ganham se alinharem "oito"
de sorte e não os "setes", devido às superstições asiáticas. Os
homens de Las Vegas tinham há muito Macau debaixo de olho. É o único local
na Ásia com jogo legalizado à distância de cinco horas de voo de três biliões
de pessoas, quase metade da população mundial, enquanto Las Vegas está à
mesma distância de apenas 450 milhões de pessoas. Os 12 pequenos casinos de
Stanley Ho geraram 3,5 biliões de dólares de receitas de jogo o ano passado;
os 44 casinos de Las Vegas conseguiram 4,8 biliões em 2003.
Toda a gente concorda que o jogo em Macau é negócio da China.
NATURALIDADE. O Jornal luso-Americano de Newark,, N.J. apurou que o site do
sendor John Kerry na internet (www.johnkerry.com)
não refere a origem
portuguesa da mulher, mencionando apenas que Teresa Heinz Kerry "nasceu e
cresceu em Moçambique, na África Oriental". Com efeito, Maria Teresa
Thierstein Simões Ferreira nasceu a 5 de Outubro de 1939 em Lourenço Marques
(actual Maputo), filha de José Simões Ferreira, médico natural de Coimbra e
Irene Thierstein, oriunda de uma família abastada de Malta. Mesmo que
prefira assumir-se como moçambicana, Teresa não deixa de ser portuguesa.
Outra celebridade que assume publicamente o nascimento moçambicano é Carlos
Queiroz, ex-treinador do Real Madrid, mas nem por isso é menos português,
cidadania que consta da sua certidão de nascimento.
CABO-VERDE. Jonatham Schempp, de Somerville, quer por força conhecer Cabo
Verde e resolveu fazê-lo da maneira mais económica: foi ao porto de Fall
River e meteu-se num caixote que devia seguir no navio que faz viagens
regulares para aquele arquipélago africano. Porém, deu conta dos intentos a
um amigo que ficou preocupado e decidiu alertar a polícia. Jonatham foi
retirado do caixote e ainda bem para ele, pois a viagem demoraria pelo menos
um mês e corria o risco de não sobreviver. Passou dez dias na prisão, mas já
está em liberdade e não desiste de Cabo Verde. É tão chato com esta ideia
que devia era ter-se metido num envelope e ter tentado ir pelo correio.
ROCK IN RIO. Está a decorrer em Lisboa o Rock in Rio, festival de rock que
contou sábado com Paul McCartney. Os organizadores estavam a contar com 350
mil pessoas, mas aparecera, apenas 70 mil. O certame começou no Rio de
Janeiro, já chegou a Lisboa e o promotor, Roberto Medina, pretende
realizá-lo também em New York e Sidney em 2007. Medina sonha coisas em
grande pôs há anos Frank Sinatra a cantar para 170 mil pessoas no Rio de
Janeiro.
GISELE. A supermodelo Gisele Bundchen esteve dia 26 de Maio em Boston, em
visita promocional na loja Victoria¹s Secret, no Copley Place e assistiu
depois ao jogo do Red Sox. Inspirada em Cindy Crawford, Cameron Diaz e
Charlize Theron, que foram modelos antes de se tornarem actrizes, Gisele, 23
anos, prepara a estreia cinematográfica em ³Taxi², onde contracena com
Jimmy
Fallon e Queen Latipah. A brasileira namora há anos o actor Leonardo Di
Caprio, mas não há meio dele decidir casar e ela acautela o futuro.
NOMES. A loura actriz Gwynneth Paltrow, casada com Chris Martin, da banda de
rock Coldplay, deu recentemente à luz uma menina a que pôs o nome de Apple
(Maçã). Não se sabe se foi homenagem à fruta, à cidade de New York ou à
antiga gravadora dos Beatles, mas os nomes originais estão na moda e a mania
começa como pessoal do rock: o falecido Frank Zappa deu às filhas o nome de
Dweezil e Moon Unit; Bob Geldog chamou às meninas Pixie, Fifi Tribelle e
Peaches. David Bowie e o falecido Ringo Star deram aos herdeiros nomes de
herói de ficção científica, Zowie Bowie e Zak, respectivamente; Bono, do
U2,
deu ao filho o nome de Patricius. Jon Bon Jovi baptizou o filho de Romeo. O
pessoal do cinema também tem preferência por nomes de imperadores romanos: o
filho de Vivexa Paulin chama-se Magnus; o de Elle Macpherson é Aurelius; o
de Mary Louise Parker, é Atticus; o de Cate Blanchard é Roman e o de Gena
Davis é Reza, neste caso homenagem a imperador persa. Woody Allen deu ao
filho nome mais musical de Satchmo, em homenagem ao trompetista Louis
"Satchmelmouth" Armstrong, mas Rachel Griffths baptizou o rebento
como
Banjo, enquanto os tenistas Andre Agassi e Stefri Graft optaram por chamar
Jazz ao filho. Por sua vez, o futebolista David Beckham, do Real Madrid e a
amada a esposa Victoria, ex-Spice Girl, decidiram dar o nome de Brooklyn ao
filho, já que o mesmo foi concebido neste bairro novaiorquino. Tudo muda e
John, Mary e afins já não são nomes que se dêem.
TESTAMENTO. Aberto o testamento de António Champalimaud, o homem que a
revista Forbes classificou como a 153ª maior fortuna do mundo. Falecido a 8
de Maio, em Lisboa, Champalimaud deixou mais de dois mil milhões de euros a
cinco filhos e 21 netos. A fortuna compreende a oitava maior cimenteira
brasileira e ainda três fazendas com um total de 40 mil hectares no Brasil e
uma participação de 2,14% no Banco Santander Central Hispano, o maior banco
espanhol e que garante uma renda anual de 30 milhões de euros de dividendos.
Em Portugal, Champalimaud desfizera-se de todo o património e só
conservava
a Quinta da Marinha, propriedade que se estende de Cascais a Sintra e
representa uma fortuna. Champalimaud nunca se deu bem na terra onde nasceu e
teve problemas com a ditadura e com a democracia, optando duas vezes pelo
exílio. Da primeira vez, nos anos 60, durante o regime de Marcelo Caetano,
radicou-se no México e fez talvez o único negócio da sua vida em que foi
enganado: resolveu comprar parte de uma ilha nos EUA, a Isla de Las Mujeres,
ao largo de Miami, mas a documentação era falsa e saiu-lhe a ilha Consumel.
HISTÓRIA. Charles Frederick Hart foi um canadiano naturalizado americano que
se interessou pelo Brasil. Estudou ciências em Harvard e em 1895 visitou
pela primeira vez o Brasil numa expedição científica que se prolongou por
15
meses. Fez ainda mais quatro expedições e na última em 1874 e a convite do
imperador D. Pedro II, para criar a Comissão Geológica do Império. Mas
contraiu febre amarela e morreu em 1878, com 38 anos. Deixou cinco livros
sobre o Brasil, ensaios e um dicionário da língua tupi. Mas todo este
trabalho só agora começou a ser conhecido dos brasileiros e americanos, com
a publicação do livro "Hart: Expedições pelo Brasil Imperial",
em português
e inglês.
PUBLICIDADE. O futebolista britânico David Beckham, 29 anos, do Real Madrid,
que já tinha lucrativos contratos publicitários com o refrigerante Pepsi,
sapatilhas Adidas, telemóveis Vodafone, fixador Brylcream e óculos Police,
assinou a semana passada contrato de 10 milhões de dólares com a
multinacional americana Gillette para promover a M3Power, gilete de barbear
com bateria que será lançada este mês na Europa (ao preço de $14.99) e em
Julho nos EUA, onde a Gillette tem um problema: a maioria dos americanos não
sabe quem é Beckham. Mas a Gillette não está preocupada: 60% do negócio da
empresa é na Europa e América Latina, onde o futebol é desporto de multidões
e o inglês é uma celebridade. Para promoção nos EUA, a empresa conta que
os
americanos se interessem pelo facto de Beckham ser casado com uma ex-Spice
Girl.
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Reticências...
O custo de vida é a única coisa que desafia as leis da gravidade: sobe
sempre e nunca volta a descer...
Não há melhor dieta do que comer apenas aquilo que podemos pagar...
Há uma dieta que resulta melhor que qualquer outra: chama-se alto preço da
comida...
Hoje em dia toda a gente sofre de uma nova doença chamada "custofobia"
e que
é o medo do aumento dos preços...
Ao preço a que carne de suino chegou, chamar porco a alguém tornou-se mais
um elogio do que um insulto...
Um bife em qualquer restaurante custa hoje 25 cêntimos a dentada...
A maioria das pessoas já não pode comer em restaurantes, mas algumas vezes
podemos parar à porta e cheirar o aroma...
Ferreira Moreno
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