Portuguese Times Zé da Chica - Gazetilha




Hoje... eu vou falar de desporto!...
Quer queiram quer não,
O Porto é Campeão!...


O Porto que vou falar,
Não irá ser na verdade
Um qualquer porto do mar
Ou mesmo um porto cidade!

Que ninguém fique absorto,
Mas nem entra na questão
O célebre Vinho do Porto,
Este Porto, também não!...

Vou-lhes falar em desporto,
Como vai de vento em popa
O grande clube Porto,
O Campeão da Europa.

Quem isto ler, se convença,
Qu¹aqui vai, para ser franco
Um pouquinho de doença,
Porque eu sou azul e branco!

O Porto, com a vitória,
Pôs uma página outra vez
De oiro na bela história
Do desporto português.

Para sermos verdadeiros,
Esta vitória, afinal
Não foi só para os tripeiros,
Foi p¹ra todo o Portugal!

Uma luta que honrou
O desporto, parte a parte,
Em qu¹o Porto nos mostrou
Técnica e muita arte.

Estou p¹raqui num fervor,
Contente, contando isto,
Quando já sabem de cor
Tanto lido como visto!

Mas assim, sinto conforto
Pelo brio que ele nos deu,
Viva o Porto, Viva o Porto,
O Campeão Europeu!

O Desporto em Portugal,
Do Sporting, do Benfica,
Aos clubes em geral,
Cada qual nos dignifica!

Não em futebol somente.
Nós somos, desde o hipismo,
Dos grandes presentemente
Até mesmo em atletismo!

Mas o Porto ao derrotar
O Mónaco, lá na Alemanha,
Pôs Portugal a gritar.
(Que bom é quando se ganha!...)

Luta de igual para igual,
Foi justa a nossa vitória,
Honras para Portugal,
P¹ró Porto, outra glória!

Por isso, direito ou torto,
Hoje, com todo o conforto,
Posso gritar, Viva o Porto...
Viva o Porto...Viva o Porto!...

Todo este meu clubismo,
Está cheio de fanatismo!...

E agora...
As desgraças
deste mundo!...

Com a maior discrepância
O que no mundo se passa,
A sua maior desgraça
Tem sido sempre a ganância.

Todo o mal qu¹o mundo encerra,
É quem a desgraça assome,
O cancro de tanta fome,
Origem de tanta guerra.

Ganância, o grade transtorno,
Que faz com que a cobiça
Mude a lei, dobre a justiça
Pelo chamado suborno.

Ganância,  até afoga
Sem moral e crueldade
Toda a nossa mocidade,
Através da sua droga.

Hoje, a ganância dos fortes,
Na ânsia de muito ter
E os seus cofres encher,
Não interessa quantas mortes!

Depois, com tanto civismo,
Humanos no lastimar,
Vêm eles perguntar
Porquê este terrorismo?!...

Gente que vive insegura,
Se entrega, morrendo a monte,
Sem ver nenhum horizonte,
Nenhuma vida futura.

Pois, quem tem vida formada,
Rico ou pobre, certamente,
Tendo um futuro em frente
Não dá a vida por nada!

Do modo que o mundo corre,
Desgraças por toda a banda,
O Oiro Negro é quem manda,
Por ele se vive ou morre!

Anda o mundo em chagas vivas,
Pelas mãos do monopólio
Do oiro negro ou petróleo,
Com tantas alternativas!

Alternativas tão boas
P¹ró mundo purificar,
Mas não se podem usar
Por causa de 10 pessoas!

      
      


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