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Rebola a Bola... Terrim... terrim...rim... Está?... Estou! Quem fala?!... Daqui é o Zé da Bola, Somente p¹ra perguntar Se você pensa em falar No desporto principal, Que dá volta a tanta tola, E a Europa, lés a lés, Perita em pontapés Lá está em Portugal!... Diga ao escrever seu Zé Que magia a bola tem, E que droga ela contém P¹ra dar volta a tanta mente. Se com tanto pontapé A Bola é escoicinhada, Depois de muito chutada, É sempre o povo que sente! Há muito aqui foi dito Mesmo pelo próprio Zé O que esta bola é Com sua força medonha. Aqui vai de novo escrito, Após primeira derrota, De Portugal, já se nota Uma ³claque² tristonha. Para que melhor responda Vou-lhes pedir atenção, Os onze da selecção Tem outros onzes em frente E a bola é redonda Rodando p¹ra cada lado, Por isso, o resultado Pode ser sempre diferente! A bola é o fantasma, Que deixa atarantado Um qualquer aficionado Que, em frente à televisão, De vista parada pasma, Olhando fixo a bola E as cores da camisola Que são da sua eleição! Ele gesticula e grita Em frente à televisão, Vê faltas que não o são, Diz coisas com pouca graça E aos poucos se excita, Briga com quem està ao lado, Nem qu¹ele fosse culpado Do que no campo se passa! Cria ambiente infeliz Perante quem o rodeia E sempre de boca cheia Pragueja em forte grito. Chama nomes ao juiz E à pobre da sua mãe Que culpa nenhuma tem Do mau uso do apito! Se seu clube não ganha Sai do campo alterado E muito mal-humorado. Mas a pobre da mulher Em casa é que tudo apanha Sofrendo naquela hora A bílis que ele põe fora, Sem de nada perceber! Verdade é que a malta Também vive arreliada Sem paciência p¹ra nada, Numa inacção de pasmar. Se o futebol lhe falta É coisa que mais lhe dana, Sem assunto p¹rá semana P¹ra poder tagarelar! Futebol, desporto rei. Dá ao povo este desporto Um lenitivo conforto Que até da vida faz parte. Tem regulamentos, lei, Para alguns, um meio de vida, De paga reconhecida Para quem possui tal arte! De princípio era um recreio, Praticado com vontade, Desde a nossa mocidade. Era uma diversão Sem interesse, com anseio. Sempre a acompanhar No perder e no ganhar A boa educação! O desporto com a bola, Agora é muito diferente, Jogava-se antigamente De moda desinteressada, Por amor à camisola. Hoje, o futebol faz parte Dum meio de vida, uma arte, Muito bem remunerada! Um atleta afamado, O clube que o anseia, Arremata, negoceia. Se a sua vida é jogar, Há que ser bem dedicado, Tem que cumprir muito bem, Dali é que lhe advém Onde o pãozinho ganhar! Se bem que isto, senhores O desinteresse traga, Seu clube, é o que paga, A camisa não interessa, Nem tampouco as suas cores. Vende a sua competência, Por sua conveniência. (Jogar por gosto, é conversa!...) Agora, é só esperar, Os dias estão correndo, Dia a dia iremos vendo Quem é que perde e quem ganha, Porque perder e ganhar, Não se esqueçam, é desporto! (Será grande o desconforto Se a nossa equipa apanha!...) Vamos ter fé e certeza Na selecção portuguesa!... |
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