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ELIZABETH MEDEIROS HOGUE
Luso-americana cantora profissional de ópera
Elizabeth Medeiros Hogue é uma jovem luso-americana que se destaca no mundo
do espectáculo, especificamente na ópera, esse género musical dramático que
combina música e teatro.
Natural de San José, Califórnia, é filha de Aires e Barbara Medeiros, que
durante largos anos fixaram-se na Califórnia e agora residem em Fairhaven,
MA. Reside actualmente no estado de Virginia e esteve a semana passada em
gozo de férias nesta área, tendo ainda tempo para uma saltada à redacção do
PT, dando-nos conta dos seus projectos.
"Actualmente estou com a Virginia Opera Association e interpreto o
personagem principal, "The Queen of the Night", da peça "Magic
Flute", de
Wolfgang Amadeus Mozart, acompanhada musicalmente pela Virginia Symphony
Orchestra, ópera alemã mas cantada em inglês", começou por nos dizer
Elizabeth Medeiros Hogue, cantora profissional de ópera, para explicar logo
de seguida que "esta peça é um dos maiores desafios para uma cantora
soprano, uma vez que exige muito da voz e temos de estar permanentemente
preparados".
Os jornais da área reconhecem publicamente o talento desta jovem
luso-descendente, que se tem evidenciado no mundo da ópera. O "Free
Lance-Star", de Fredericksburg, Virginia, num artigo assinado por Lucia
Anderson, refere que: "Elizabeth Hogue é excitante no seu papel de Queen
of
the Night, não apenas a representar como a cantar: o tremendo esforço quase
acrobático da sua potente voz requer oxigénio e ela consegue isso muito bem.
Espectacular".
Elizabeth Medeiros Hogue foi um dos personagens do clássico "O Barbeiro de
Sevilha", de Rossini (três actos) levado à cena pela companhia de teatro
Virginia Opera em 2002 e 2003, em exibição em Norfolk, Richmond e Fairfax,
no estado de Virginia. Elizabeth é Berta e conseguiu da crítica os mais
altos elogios, não só pela espectacularidade da sua potente voz como ainda
pela arte de saber representar.
Um dos jornais do estado de Virginia, o Daily Press, dá mesmo evidência à
actuação da nossa jovem luso-americana, citando (a tradução é nossa):
"Talvez a mais agradável surpresa da noite tenha sido a soprano Elizabeth
Medeiros Hogue no personagem de Berta, a criada de D. Bartolo. Hogue tem
estado associada com a Virginia Opera durante larga temporada como corista
(coros teatrais) e desempenhando muito bem o seu papel em personagens como
Donna Anna, Amélia e Tosca, estreando-se na Terceira Criada em "Elektra".
Durante o primeiro e segundo actos ela simplesmente reage e canta em
conjunto. Contudo, no terceiro acto, sozinha em palco, ela é evidencia-se
com a gloriosa Il vecchietto cerca moglie. Hogue canta com um tom escuro e
melancólico e domina o palco com a confiança de uma autêntica diva.
Esperamos ouvi-la mais vezes..."
Elizabeth juntou-se à Virginia Opera no início de 2002 participando na peça
"Elektra", como uma das criadas. Tem participado ainda noutras produções,
nomeadamente "Don Giovanni", como Donna Anna; "A Masked Ball"
(como Amélia)
e como protagonista em "Tosca".
Tem-se evidenciado em peças de teatro musicado, designadamente através de
produções de Gilbert e Sullivan. Em Abril de 1997, ainda no estado do Maine,
actuou numa peça de Alan Spaalding com o actor Ron Raines, da telenovela
"Guiding Light".
Estudou música no New England Conservatory of Music e teatro em San José,
Califórnia.
Foi-lhe atribuída a bolsa de estudos "Lillian Nordica Scholarship"
sendo
ainda distinguida com o primeiro lugar em "N.A.T.S." (National
Association
for Teacher's of Singing), em Boston e Maine.
Ainda na Califórnia, nos primeiros anos da sua juventude, Elizabeth fez
parte da Banda Portuguesa de San José, tocando clarinete. Ganhou concursos
em San José, destacando-se o primeiro lugar conseguido como figura principal
na obra "Pirates of Penzeance".
"Comecei a cantar e a exercitar a minha voz quando tinha apenas 13 anos de
idade, no teatro infantil, envolvendo-me mais tarde no teatro musicado e
ópera. Numa determinada altura foi vocalista de um conjunto de música pop,
para além de ter cantado em produções como "Homem de La Mancha",
"My Fair
Lady", "Oliver", "West Side Story" e muitos outros, na
San Jose State
University", afirmou numa entrevista concedida ao PT em Janeiro de 1997.
Para Elizabeth, cantar ópera é muito mais difícil do que qualquer outro
género musical.
"Cantar ópera é muito mais difícil do que cantar rock, country ou outros
géneros musicais. Há pequenos pormenores na ópera que terão de ser bem
assimilados. Acho que é tudo uma questão de técnica. Temos de ensaiar
constantemente a voz. Aliás, penso que em todos os géneros musicais, para se
manter uma boa voz há que ter ensaios constantemente. Recebo lições de voz
em New York. Temos de estar sempre preparados. É como ser um atleta. Em
palco não podemos ter distracções, a ópera exige muita concentração. Sem
microfones em palco temos que ter cuidado na maneira como produzimos o som
da voz para chegar em boas condições à plateia. Treinamos isso também. Na
ópera temos que ter cuidado com os sons e atitudes, ou seja: se é uma peça
dramática, temos que expressar ou transmitir esse dramatismo na voz",
explica.
Para além de papel principal em "Queen of the Night", Elizabeth tem
concertos de opereta (canto e diálogo) previstos para Novembro e Dezembro
deste ano, interpretando o papel principal em "Merry Widow".
Contudo, como grande projecto e para satisfação desta jovem
luso-descendente, em 2006 deverá cantar em Rheno, Nevada.
"Vou desempenhar o papel principal em "MacBeth", com a Nevada
Opera, peça de
autoria de Shakespeare e uma composição musical de Verdi. Estou muito
contente, porque é a primeira vez que irei actuar fora da área de Virginia.
Ainda não temos datas mas tudo indica que será uma digressão de um mês a
acontecer na Primavera de 2006", confidencia-nos Elizabeth Medeiros Hogue,
em entrevista concedida na redacção do PT na passada sexta-feira.
Elizabeth tem actuado com frequência na área da Virginia. Ainda no passado
mês de Junho efectuou dois grandes concertos.
O sonho de um dia ser cantora profissional de ópera tornou-se realidade, mas
para além do horizonte pode haver outros mais altos e arrojados sonhos... O
futuro começa agora para esta jovem luso-descendente!

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