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Os 2 John's e George Bush Na corrida à Presidência!... Nada ainda se segura, Mas já se sente a magia Dos John¹s que estão lutando, Numa rua ainda escura, Uma nova dinastia Já se vai adivinhando. Note-se tal afluência Em toda a América em geral, Desde o sul até ao norte. John Kerry à Presidência, John Edwards, afinal Será o seu braço forte. Bush anda pelas altas, De faca e queijo na mão, Dedo firme a apontar Aos concorrentes as faltas, Com uma pedra na mão Que não a pode atirar! A corrida continua E os John's, por sua vez, Elogiam seu passado. E lá vão de rua em rua, Cada qual grita o que fez De bom no tempo atrazado! Bush, cuidadosamente, Vai fazendo o seu joguete, Para impatar as corridas. Se atira um tiro p'rá frente, A bala faz ricochete, Vai-lhe abrindo velhas f¹ridas! Todos são tão pontuais, Sempre na hora precisa, Tão meigos, tão pacientes. Políticos, todos iguais, Sem gravata e em camisa, Enganando os inocentes. Apertos de mão a rodos, Enchem o povo de esperanças, Vão pintando um mar de rosas. Prometem o mundo a todos, Beijam todas as crianças, Até as mulheres idosas! Falam dos tempos passados, Prometendo ajuda ao fraco. Têm a chave da verdade, Aumentos p¹rós reformados, Bom bacalhau a pataco, E ajuda à Terceira Idade! Mostram ter tudo na mão, São os senhores dos futuros E afirmam de certos modos Baixar a contribuição, Garantindo uns bons seguros De doença, para todos! Quanto a Bush, o prometer, Não pode porque chegou O peso à consciência. Só se quizer abater Tudo quanto ele aumentou Quando entrou p¹rá presidência! Os John¹s fazem promessa De dar ao povo agasalhos. E, ao braço trabalhador, Após eleições começa A abrir novos trabalhos, Pagando-lhes seu volor! Tabém já foi prometido Acabar c¹oa jigajoga Que o povo inteiro deprime. E que o povo seja ouvido, Sobre o roubo, sobre a droga, A fome e até o crime! Todos são muito devotos, Deitam toda a atenção, Desde o caso mais miúdo. Para obterem os votos, A nada dizem que não, Prometem resolver tudo! Se reina um republicano E vendo-o no pedestal Um democrático tenta Lá chegar, há um plano Armado, contra este tal, Uma história fraudulenta! Nesta história sempre topa Que se agarram ao critério, À arma mais usual. Do ir ou não ir p¹rá tropa, Acusar-lhe de adultério, Ou de homossexual! Quem quer que queira acusar O outro de ter errado Sem que lhe acusem de nada. Não pode a pedra atirar, Limpo do mesmo pecado, De consciência lavada!... Se algum há, digam, vos peço, Que eu saiba, não conheço!S A crise em Portugal... Ou és por mim, ou contra mim!... Num aguenta-me que eu caio, A política em Portugal Está sofrendo alguns danos. O Presidente Sampaio, Não agradou afinal A gregos e a troianos. Todos partidos clamavam Aceitar a decisão Se vinda da Presidência. Mas estes que aceitavam, Como a resposta foi não, Mudaram sua tendência. Eu não sei com que razão Ferro Rodrigues zangado Mostrou-se muito sentido. Pedindo a demissão, Do Conselho de Estado E também do seu Partido! Também se mostrou sentida, Ana Gomes, por seu lado, Falou, falou descontente, Dizendo-se arrependida De ter em Sampaio votado, Quando foi p¹ra Presidente. Dos muitos que discordaram, Disse o Alegre:< eu noto Uma derrota indecente. P¹ra todos quantos votaram E que deram o seu voto A Sampaio p¹ra Presidente! No PS, há azares, Com alguém perdendo o tino De tal modo que eu acho Que agora João Soares, O Sócrates e o Vitorino, Todos vão querer o tacho!... A esquerda, na verdade, Gesticula, berra, grita, Mas tem que engolir em seco. Foi-se a oportunidade, Agora o resto da fita É falar para o boneco! No PSD então, Santana Lopes em frente, É envelope fechado. Deus queira que o Don João Se faça um bom Presidente, Um ministro dedicado! Paulo Portas, certamente P¹ra governar à vontade, Seria um mar de rosas Dar-lhe uma pasta decente, Ministro da antiguidade, Ou de acções religiosas! O que vai acontecer, Temos que pagar p¹ra ver!... |
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