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Por onde anda a consciência?!... O que agora se está vendo, A consciência actual Está bem modificada. Confesso que não entendo Hoje em dia quem faz mal Já não a sente pesada! Existe sempre a tendência Do que se faz e se diz, Haver sempre dentro em nós O peso da consciência, Que corta como um juiz, Como uma divina voz! Deve-se pensar primeiro Porque a consciência tem Uma força que derrama Sobre o nosso travesseiro. Se limpa, dormimos bem! Suja, rolamos na cama! Consciência é gravação Que Deus pôs dentro do peito Do humano ao ser moldado. Ela fala ao coração, Acusa o acto feito, O bem e o mal empregado! Prá consciência valer, Deve ela ser preparada Com muita perseverança. Quer seja homem ou mulher Tem de a trazer moldada, Usando-a desde criança. A consciência é um bem Que nos defende a alma, Por vezes, com muito esforço. Ao prejudicar alguém, O corpo jamais acalma, Daí nascendo o remorso! Quem o remorso sustenta Anda sempre num lamento Que o massacra e deprime. Uma força violenta, No íntimo em sofrimento, Lembrando a falta ou crime! Consciência é a razão Que limpa e desfaz a dor E evita a malvadez. Entendimento, a noção, Compreensão e amor, Pureza e honradez! A consciência é um nível, Um juiz sempre presente, Até mesmo nos ateus. Uma voz firme invisível Que incute em qualquer mente Sempre a palavra de Deus! "E força de Providência Presente no dia a dia Constantemente a dizer: - Só com limpa a consciência Há paz e muita alegria E vontade de viver! Por isso a consciência, Segundo os nossos tratos, A nossa poeira escova. Ela é a advertência, Diário dos nossos actos, Força que aprova e reprova! A consciência em nós É como um monitor Que avisa constantemente. Vem da alma a sua voz, Reclamando sempre amor, Carinho p'ra toda a gente! A consciência acalma Cada alma ao seu cuidado, Mesmo a dos fariseus. Por isso, corpo sem alma Pode viver descansado, Mas vive longe de Deus! Quem chegou a este mundo, E não lhe dão o amor Monitor da consciência, Entra num negro profundo, Cheio de ódio e rancor Sem qualquer condescendência. Será...quem sabe, sem querer, Se ninguém o ensinar Com amor que Deus existe, Um marginal qualquer, Mais um para caminhar Neste caminho bem triste. Olhem bem pela criança, Dêem-lhe amor e carinho, Digam-lhe como é querida. Mostram-lhe um mundo d¹esperança, Ensinando um bom caminho, Pondo Deus em sua vida! Ajudem, sem que se peça, Ao jovem descaminhado, Com a mão na consciência. P¹ra que jamais aconteça Ser o aqui viciado Devolvido à procedência. E, em vez destas prisões, Onde há tanto desacato E o jovem fica sabido, Façam-se instalações Tipo Casa do Gaiato P'ró jovem ser corrigido. Fechar jovens nas prisões São métodos ultrapassados Que, confesso, eu condeno. Prendem antes os patrões Que de cofres recheados Lhes impingem o veneno! Estes, sem condescendência Por tanto jovem que sofre, Andam p'raí à vontade. São os tais sem consciência Que, para encherem o cofre Definham a mocidade! A consciência existe Não se compra na verdade, Mas há quem, sem repugnância, Duma maneira bem triste Sacrifica a mocidade Levados pela ganância! Nascemos todos iguais, Envoltos em igual roupagem, Com fechada inteligência. O falar e tudo mais, Vem com a aprendizagem, Tal como a consciência. Quem nunca foi ensinado, Bem aprendido em bebé, Na sua adolescência, Pode ser um revoltado, Incrédulo, sem sentir fé Em Deus e sem consciência! Depois, prendem o rapaz E duma maneira atroz, Sem ver quanto ele padece, Mandam o jovem p¹ra trás, P'rá terra dos seus avós Que o moço nem a conhece! Afinal, quem é culpado Desta criancinha ser Tudo quanto ela é?! Ele, que não foi ensinado! Ou quem tinha este dever Com ele desde bebé! E fico pensando a esmo No que mais a mim me exalta Com todas as ocorrências. Matuto comigo mesmo: - Mas, afinal a quem falta As benditas consciências?!... Onde a consciência habita Nestes senhores que dispõem Dos cordelinhos da vida!? Quanto mais o povo grita, Mais impostos nos impõem Numa azáfama seguida. Pagamos com muita mágoa, Vai-se todo o nosso apuro, Num custo que desatina. A contribuição, a água, Luz, gás, óleo e seguro E agora, a gasolina! Ficamos sem um ceitil, Com a gasolina então Vamos entrar em falência. Desce o preço do barril, Sobe o preço do galão, (Isto é que é consciência!?...) Sempre que o povo calar, É pagar e não bufar!... |
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