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Em Outubro
Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo apresenta
"Amaramália" em New York
A Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo desloca-se em Outubro a New
York, para realizar oito espectáculos com o bailado "Amaramália",
homenagem à saudosa Amália Rodrigues, actuando de 12 a 17 no Joyce Theater.
O bailado "Amaramália Abandono" é uma nova versão para a
Companhia
Portuguesa de Bailado Contemporâneo (CPBC), da trilogia coreografada por
Vasco Wellenkamp sobre fados de Amália Rodrigues para três grandes
companhias europeias, nomeadamente para o "Grand Theatre de Geneve",
em
1990, com o título "Fado Amaramália", para o Teatro Nacional da
Croácia, em
1992 e, a convite de "Lisboa Capital da Cultura 1994", para o Ballet
Gulbenkian, em 1994.
A Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo foi fundada em 1999, sob a
direcção artística de Vasco Wellenkamp e de Graça Barroso com o apoio do
Ministério da Cultura, da Câmara Municipal de Lisboa e da Câmara Municipal
de Cascais.
Desde a sua criação, a CPBC conquistou, no plano nacional, uma posição
marcante nas actividades culturais dos municípios de Lisboa e de Cascais,
participantes da sua fundação. Ainda no plano nacional tem apresentado, com
regularidade anual, espectáculos em todo o território nacional.
No plano internacional estreou-se em Abril de 1999 no Festival de Niterói,
Brasil, integrada nas comemorações dos 500 anos dos Descobrimentos, nesse
ano dedicado à cultura portuguesa.
No ano seguinte apresentou-se no Festival Internacional do Rio de Janeiro,
Brasil e em 2002 actuou em Espanha, nomeadamente em Madrid, Valência. Em
2003 actuou em Roma, Itália.
Do repertório da CPBC fazem parte obras de coreógrafos portugueses e
estrangeiros, destacando-se entre eles: Vasco Wellenkamp, Nils Christe, Rui
Lopes Graça, Rita Judas, Gagik Ismailian, Henri Oguike, Nathalie Bard,
Tindaro Silvano, David Fielding, Rami Lavi e Darshan Singh Buhller.
A companhia tem recebido os melhores elogios parte da crítica da
especialidade nos países onde tem actuado, designadamente na Croácia,
Hungria, Espanha, Suíça, França, Luxemburgo, Grã-Bretanha, Itália e
Brasil.
Segundo Vasco Wellenkamp, sobre "Amaramália Abandono" - "este
meu fado será, sobretudo, uma homenagem à voz que o tornou universal: a voz
de Amália que
se fez lamento, dor e pranto do nosso povo", para ainda acrescentar sobre
este espectáculo:
"Vejo-o numa projecção imaginária como se de uma cerimónia sem tempo
e
personagens definidas se tratasse. O seu espaço tanto pode ser a geometria
obscura das vielas e das tabernas de Lisboa, habitada na penumbra das noites
sem luar, como uma janela debruçada sobre a claridade de um lugar sem nome.
É uma visão estritamente poética. E é, justamente, a expressão poética,
como
fio condutor, que me guiará nesta nova versão coreográfica".
E sobre o fado, Vasco Wellenkamp adianta:
"As hipóteses sobre a origem do Fado são muito diversas. Para uns, as
suas
raízes estão no Oriente e nas canções dos escravos levados para o Brasil,
para outros, nasceu ao ritmo murmurante das vagas e foi depois cantado por
marinheiros nos Cais de Lisboa. Escolho a segunda versão, gosto desta imagem
de um fado nascido no alto mar. No entanto, o que me importa é a verdade
emocional e a força dramática com que chegou até nós".
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