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Fiasco
O preço do petróleo domina as manchetes da semana, com os enervados
analistas afirmando que foi quebrada a barreira psicológica dos 50 dólares o
barril e ainda poderá chegar aos 70 dólares.
Num mundo que consome mais de 80 milhões de barris por dia, a alta do
petróleo provoca aumento dos preços e do desemprego.
Os EUA serão o país mais atingido e os consumidores podem ser obrigados a
pagar 112 biliões de dólares extra nas importações de petróleo este ano,
segundo as previsões do grupo de investimentos HSBC.
Tudo corre mal, a começar pelos quatro furacões sucessivos que reduziram a
produção de petróleo no Golfo do México, que produz normalmente 1,7 milhões
de barris por dia.
As coisas também vão de mal a pior no Iraque, segundo produtor mundial, como
uma produção de dois milhões de barris por dia.
Quando começou a invasão, em 20 de Março de 2003, o petróleo iraquiano
estava a 15 dólares o barril, mas agora custa cerca de 200 dólares devido ao
agravamento dos custos militares.
Antes da invasão, o Pentágono gastava 60 biliões de dólares anuais para
manter o seu dispositivo militar na Arábia Saudita e no Kuwait, agora gasta
80 biliões.
Para além dos custos humanos, a gasolina está cada vez mais cara nos EUA, na
Califórnia já chegou a $2.45 o galão e, deverá continuar a aumentar nos
próximos anos, pois não se vislumbra paz no Iraque.
A guerra do Iraque não acabou como o terrorismo, não libertou os iraquianos
de coisíssima nenhuma e veio encarecer a vida dos americanos.
Claro, como acontece com todas as guerras, algumas companhias americanas têm
tido lucros fabulosos como Iraque, caso da Halliburton, Chevron/Texas,
Unocal, Saic e Bechtel.
Unocal, Saic e Bechtel são de pessoas vinculadas ao Partido Republicano.
Halliburton foi dirigida pelo vice-presidente Dick Cheney antes de ser
chamado ao governo. E a conselheira de Segurança Nacional, Condoleeza Rice,
foi executiva da Chevron/Texas, mas tudo isto é mera coincidência.
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Os mais ricos
Bill Gates, fundador da Microsoft, lidera pela 11ª vez consecutiva a lista
de 2004 da revista Forbes dos 400 americanos mais ricos. A fortuna de Gates
chega a 48 biliões de dólares. Em segundo lugar está Warren Buffet,
especialista em investimentos financeiros, com 41 biliões. Paul Allen,
co-fundador da Microsoft, está no terceiro lugar. Michael Dell, dos
computadores Dell, está em nono e o dirigente da Oracle, Larry Ellison, em
décimo. Cinco posições entre as dez primeiras são ocupadas por integrantes
da família Walton, viúva e filhos de Sam Walton que abriu a primeira
loja
Wal-Mart em 1962 e hoje é a maior rede retalhista mundial. A riqueza
acumulada dos 400 mais ricos dos EUA ultrapassa um trilião de dólares. Outro
recorde é que dos 400 da lista, 313 são bilionários. O maior ganhador da
lista é o dono dos casinos Steve Wynn, que conseguiu duplicar a sua fortuna
e chegou a 1,3 trilião. O maior perdedor é Jeff Bezos, fundador da
Amazon.com, perdeu 800 milhões de dólares, mas manteve o 38º lugar na lista.
Teresa, $750M
A mulher do candidato presidencial democrata John Kerry, Teresa Heinz Kerry,
surge no 389º lugar da lista dos 400 mais ricos com 750 milhões de dólares,
segundo a revista Forbes, embora o Los Angeles Times estime a fortuna em
mais de um bilião. Se Kerry for eleito em 2 de Novembro, será a mais rica
família que até hoje entrou na Casa Branca. Teresa herdou a fortuna do
primero marido, senador John Heinz, morto num acidente de aviação. Tem três
filhos do primeiro marido, Chris e André, que tem colaborado na campanha do
padrasto e John Heinz IV, que não se interessa pela política e prefere o
anonimato. Segundo a revista Parade, embora tenha milhões, Heinz IV, 37
anos, é ferreiro em Bucks County, localidade rural da Pennsylvania, onde
mantém uma escola budista para adolescentes com problemas.
Candidatos gay
Jass Stewart, 33 anos, fez história: e o primeiro negro e o primeiro gay
(assumido) que se candidata a mayor de Brockton. Apesar da existência de
numerosa comunidade de origens africanas, nomeadamente cabo-verdianos,
Brockton nunca teve um mayor ou conselheiro municipal de cor. Natural de
Dallas, Stewart vive em Brockton desde 1999, é proprietário da firma Invent
Media Corp. e, tirando partido da lei que começou a vigorar este ano em
Massachusetts e reconhece o casamento de pessoas do mesmo sexo, Stewart e o
companheiro, Daniel Paul, casaram na passada primavera e adoptaram um menino
de 12 anos, Jajuan. Agora quer tirar partido do apoio do movimento gay e pôr
Brockton a competir com Providence, cujo mayor também é gay. O grupo gay
MassEquality decidiu apoiar legisladores que votaram a favor do casamento
gay e combater os que votaram contra. Um dos alvos foi o deputado Vincent
Ciampa, de Somerville, desalojado pelo estreante Carl Sciortino, 26 anos,
gay assumido e apoiado pelo MassEquality.
McGreevey à deriva
Com a carreira política em ruinas desde que anunciou, em 12 de Agosto, quer
era gay e tivera um caso extra-marital com um homem, o governador do estado
de New Jersey, James E. McGreevey, 47 anos, enfrenta um longo e difícil
caminho quando renunciar ao cargo que ocupa há dois anos e meio e deixará em
15 de Novembro. Vai tentar reorganizar a vida sentimental e profissional com
um apreciável corte nos rendimentos. O ano passado, McGreevey e esposa, a
portuguesa Dina Matos McGreevey, 38 anos, declararam ter ganho $230.892, a
maioria do salário anual dele de $157.000 como governador, de acordo com a
declaração de impostos de 2003. Dina é administrora do Columbus
Hospital,
em Newark e continuará a fazer isso. O marido tem um diploma em Direito da
Universidadse Georgetown e um mestrado em ensino por Harvard mas não será
fácil conseguir emprego. Normalmente, os ex-governadores são contactados
para aproveitar o nome, prestígio e contactos com empresas, mas ao decidir
anunciar publicamente que era gay e vivera uma vida dupla, James McGreevey
complicou ainda mais a vida. Mas deve haver algum lugar para ele na América.
Fé verde amarela
O Brasil não é só país exportador de jogadores de futebol, café e
telenovelas, está a exportar também igrejas e pastores evengélicos e os
números revelados pela revista Isto É são surpreendentes: há mais de 80
igrejas evengélicas brasileiras nos EUA, Canadá, Europa e África. A maior
multinacional brasileira da fé é a Igreja Universal do Reino de Deus, está
em mais de 80 países e possui rádios em Portugal e televisões no Brasil e
Moçambique além de transmitir as suas pregações por dois satélites da
Intelsat. As igrejas Internacional da Graça e Renascer em Cristo também
alugam espaço no satélite. Temos também a Igreja Sara Nossa Terra com
templos em Portugal, Inglaterra, Holanda, Bélgica e EUA (Atlanta, Newark,
San Diego e San Francisco). Nenhuma destas igrejas revela o número de fiéis.
E muito menos o montante arrecadado na evangelização de americanos,
europeus, asiáticos e africanos.
Win The Green
Win The Green ou Ganha o Verde é um novo concurso do canal KRCA-TV, de Los
Angeles, que sorteia um prémio insólito: o cartão verde de residente nos
EUA. O concurso, que chega a um milhão de lares, não sorteia cartões e nem
o
poderia fazer, uma vez que são emitidos pelos Serviços de Imigração.
O
prémio é na realidade ajuda legal durante um ano para pôr em andamento o
requerimento de residência não havendo garantia de obtenção do cartão. Os
concorrentes têm de vencer várias provas cretinas, como engolir larvas
depositadas em garrafas de tequlla (para os mexicanos é pitéu) ou tentar
agarra um porco encharcado em manteiga. O concurso apenas explora drama da
imigração ilegal e nem é recomendável que as pessoas nestas condições
participem, pois arriscam-se a ter agentes da imigração à espera à saída
do
estúdio.
FLORIDA
Depois de quatro furacões em menos de dois meses, o proprietário de uma casa
na Florida colocou à frente da sua casa o seguinte cartaz: "1 Charley, 2
Frances, 3 Ivan, 4 Jeanne, 5 Sale".
LAGO
Existe um lago em Massachusetts chamado
Chargoggagoggman-chaugggoggechau-bunagungagamaugg. Tradução: "Tu pescas
do teu lado. Eu pesco do meu lado. Ninguém pesca no meio".
GASTRONOMIA
Tradução de açordas para inglês, no The World Book Dictionary: "a
Portuguese
soup thickened with bread". E o livro "Jasper White's Cooking From
New
England" (Harper's Collins) inclui uma receita de "Portuguese Style
Steamed
Mussels".
LAJES
Donald D. Francis descreve a base ame-ricana das Lajes, nos Açores: "a
Marinha opera os aviões, o Exército dirige os barcos e a Força Aérea é
responsável pelos jardins".
TELEFONEMA
Pergunta de leitora não identificada: "Se as mulheres nos EUA fazem
o mesmo
trabalho que os homens ganhando menos 25 cêntimos por cada dólar que os
homens recebem, porque não empregam só mulheres?"
VAIAS
A última vaia do antigo primeiro ministro português, Durão Barroso, foi na
inauguração do novo estádio da Luz e o seu sucessor, Santana Lopes, já se
estreou com uma vaia menos monumental, mas mais musical. Foi no concerto de
Maddona.
POBREZA
Portugal é um país de consumidores e consumidos. O governo pretende prestar
assistência hospitalar de acordo com a algibeira do paciente e, se a moda
pega, os estudantes pobres pagarão menos do que os estudantes ricos das
escolas públicas e os condutores pobres pagarão menos portagem do que os
condutores ricos. Se tiverem carro.
Portuguese Men-of-War
Os jornais do Hawaii dão conta de que os portuguese men-of-war voltam a
atacar as praias do arquipélago.
Trata-se de gelatinosa e translúcida criatura da família das fisálias que
aparece nas tropicais águas do Pacífico, Índico e Atlântico.
Nos Açores chamam-lhe águas vidas e no Continente ganham o nome de
vinagreiras devido à cor que varia (rosa, azul ou violeta).
Esparramado em terra mais parece um nojento vómito, a nadar é como um saco
de plástico.
A despeito da aparência inofensiva, o portuguese men-of-war pode ser
perigoso. Os tentáculos expelem um veneno que os entendidos consideram
mais
tóxico que o da maioria das cobras.
A sorte para os humanos é que o portuguese men-of-war só injecta em doses
pequeníssimas mas que mesmo assim podem ser dolorosas.
Parece terem sido os nossos velhos aliados ingleses que se lembraram de
chamar portuguese men-of-war a estas incómodas criaturas.
A história remonta à éposa dos descobrimentos marítimos.
O pequeníssimo Portugal foi mais de um século a maior potência naval da
Europa, mas um dia ficou sob domínio dos espanhóis que pretendiam controlar
os oceanos e andavam às turras com os ingleses. Terá sido depois da
destruição da célebre Armada Invencível com que Filipe II sonhou
conquistar
a Inglaterra que começou a história do portuguese men-of-war. Foi a maior
frota de sempre mais de 300 navios, reunida no Tejo. Da esquadra faziam
também parte 31 navios portugueses, a maioria dos quais ficou no canal da
Mancha e, para maior desgraça começou a mania de chamar às fisálias
portuguese men-of-war.
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