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De novo outra desgraça... Qual a causa?... A infidelidade!... De vez em quando se passa Uma infidelidade Qu'em abono da verdade É sempre uma loucura, Até mesmo uma desgraça, Acarretando sarilhos, P'ró pai, prá mãe, para os filhos. Que vida fora perdura!... Na mesma tecla batendo De novo venho à carga Numa altura bem amarga Repetindo o aqui dito. Pois confesso, não entendo Porque escolhem esta sorte Que provocou outra morte Por causa deste delito! Mais uma moça tão nova Foi agora assassinada, Pelo esposo acusada De uma infidelidade Que muitas levou à cova Com verdade ou com mentira. O ciúme e sua ira Não esperou a verdade!... É a infidelidade, Um abuso, este adultério Seja qual for o critério, D'homem ou mulher, na verdade, É uma acção muito feia. E há muita gente afinal Que acha isto normal Praticando volta e meia! Qualquer que seja o culpado, Ao seu cônjuge infiel, Representou um papel Bem feio e muito enojado, Envolvendo-se em sarilhos, Pondo em má situação, Além da sua união, O bem estar dos seus filhos! Homem que não se convença E anda p'raí à vontade Nesta infidelidade, Adquirindo a doença Crónica ou até mortal, A gonorreia, a sida, Que, nem só lhe leva a vida Como distribui o mal! Por mais que nos aconteça Isto de se variar, Trocar de mulher, mudar, É só dentro da cabeça. Sei qu' há mulheres divinais Que nos seduzem e afagam, Mas quando as luzes se apagam Elas são todas iguais!... Tanto homem que batalha, Como um demónio fossa, Tentando uma certa moça, Que por vezes cede e calha, Depois de tantas propostas De amor, tudo desaba. Quando o devaneio se acaba, O homem vira-lhe as costas! Há muita gente que goza Um amor cheio de esmero, Puro, verdadeiro, sincero, Do marido ou da esposa, Pai e mãe ou namorada, Sem precisar que cometa As provas de Julieta, S' é pessoa bem formada! Em abono da verdade Existe por este mundo Um êxodo nauseabundo De grande infidelidade, Dando a justiça a razão À mulher, quando culpada E o homem, sem fazer nada Tem que dar o seu quinhão! Há quem, num acto atrevido Digo; uma mulher casada, Escorrega na calçada, Sendo infiel ao marido. Com tudo premeditado, Já com um ou dois bebés, Que lhe vão firmar os pés, Garantindo um ordenado! No meio destes impecilhos Larga o marido a intrusa E ela à justiça o acusa De não sustentar os filhos, Que por lei é obrigado! Por esta lei doravante, Passa a ser o Zé Pagante E ela... com seu amado! São os filhos que penando Irão má vida passar. Mas é bem triste pagar E vendo os outros gastando. Depois, não há quem veja P'ra onde vai o dinheiro, Se p'rós filhos, p'ró parceiro, Ou seja lá pr'a quem seja! Quando um homem é culpado Por qualquer acto cruel, Abusivo ou infiel, Que seja bem explorado! Mas quando é a mulher Que abusa ou faz traição, Haja um pouco de atenção No modo de resolver! Há homem atraiçoado, Até bem boa pessoa, Que a mulher o atraiçoa Com tudo premeditado. Tem filhos, é garantido Que irá ser compensada Com uma certa mesada Dada pelo ex-marido! Toda esta infidelidade Da mulher e do marido É por não terem bebido O chá da moralidade, Este chá que se alcança, Se usa p'la vida fora Até velho, a toda a hora, Principiado em criança. Eu penso que hoje em dia, (Digo com certa excepção!) Perdeu o mundo a noção Do que a moral exigia. Hoje, são os moços guapos, Os de perucas ao vento, Que fazem um casamento Somente juntando os trapos! PS Há moças mal informadas, (Julgo que uma minoria!) Hoje, com mais sabedoria Que muitas mulheres casadas. Vão mudando de parceiro E quando pensam casar Não sabem em quem pegar Se o último ou o primeiro! Todos estão no sentido; O João, um belo moço, Pedro, mais forte, mais grosso, José, magro, mais comprido, Rui, um homem cheio de vida, Como bondade o Rolando E a química do Fernando Que me deixa enlouquecida! No homem, não é diferente, Ao deitar-se com a esposa Lembra-lhe a Rita, a Rosa, Todas vêm à sua mente. Como era linda a Antónia, A Berta, por seu estilo, Outras, por isto e aquilo, Quimérias na cachimónia! Pode qu' isto mal pareça, Mas só serve este joguete P'ra quem enfie o barrete Enterrado na cabeça. P'ros outros, tudo está bem! Mas vejam, por sim por não, O chapezinho na mão, A quem certezas não tem!... |
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