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Tudo o que se vai sabendo, É, vivendo e aprendendo!... Há um ditado distinto Que todos nós conhecemos E nos traz uma mensagem; Quem nasce traz o instinto, Mas o resto que sabemos Chega com aprendizagem! Mesmo no ventre materno O feto já vem sentindo, Algo aprendendo também Nos sons que vêm do externo, E mais o que vem ouvindo No ventre de sua mãe. Eu rogo à prenhe mãe Todo o cuidado preciso, Com a vida mal regrada, À criança faz bem Que se ponha de aviso, Ou vai ser enganada! A criancinha ao nascer É carente de amor, Carinho e muita afeição. Vem do berço a aprender, Aos poucos qual o valor Da boa educação! O bebé, dia após dia, Tenta destrinçar as cores, Tudo apalpa, leva à boca. O instinto é que o guia, Vai aprendendo os sabores, Levando à boca o que toca! Ao crescer se adivinha O que mais se vai passar Entre uma graça tamanha, A criancinha engatinha, Principia a andar E a partir tudo que apanha! Pensa alguém que é maldade, Mas são os seus pensamentos De criança reunidos. Muita curiosidade, Ânsia do conhecimento Usando os cinco sentidos! Depois, começa a andar, Umas passadinhas juntas, Trémulas, de perna aberta. E ao começar a falar, São perguntas, mais perguntas, Tudo é uma descoberta! Vem a idade escolar, Continua a aprender Cultivando a sua mente. Aí há que estudar Porque o ler e escrever Ajuda a seguir em frente! Aprendemos, afinal Porque o cérebro humano É um cérebro superior Ao de qualquer animal E muito mais soberano Seja de que animal for! Para se ter o saber, Tem que haver uma medida E não andar na louquice. Ter vontade de aprender Em todo o período da vida Até mesmo na velhice! Nossa caixa craniana Pode arquivar, quanto a mim Mais que um computador, Porque a cabeça humana, É um arquivo sem fim Feita pelo Criador! Está provado, bem provado, Quanto mais a gente sabe, Mais espaço o cérebro tem. Ele arrecada o passado, O presente, e Oinda cabe O que do futuro nos vem! É um erro, na verdade E anda na boca do povo Que o velho já não aprende. Aprender não tem idade, Seja velho, seja novo, Um cérebro são se defende! Tomem bem o meu conselho, Todos podem aprender Se têm gosto, afinal Não digam que burro velho, Não pode aprender a ler. Cérebro são, é sempre igual! Mas há outra aprendizagem, Que a escola não ensina E se aprende mutuamente. É o vício, a vadiagem, O uso da cocaína, Cervejas, vinho, aguardente. É nas escolas das ruas Que a criança ou o rapaz, Até o homem adulto, Aprendem as falcatruas, Tudo quanto se é capaz, Desde a maldade ao insulto! Aí a vida se joga, Numa luta bem constante, Que nos enoja e deprime. Se aprende a usar a droga Andar nas ruas errante, Pronto a praticar um crime! O cérebro humano é perfeito, Mas ao ser bem martelado, Vai até ao fanatismo, Incutindo dum tal jeito Deixando-o obcecado, Ignorando o abismo! É assim qu' estes droguistas, Da Al-Qaida em desmedida Dão voltinhas ao juizo. Fazem os seus terroristas, Homens bombas, dando a vida, Julgando ir p'ró Paraíso! São eles tão enganados, Cegos da realidade Por todo este mundo inteiro, Sem verem, obcecados, Se isto fosse verdade, Os chefes iam primeiro! O cérebro humano actual, Em qualquer categoria, Mudou muito de maneira. Anda voltado p'ró mal, Usando a sabedoria Para fundos d'algibeira! Hoje, um qualquer presidente, Disto, daquilo, do que seja, Concorre às posições Já levando em sua mente A mina aonde esteja A caixinha dos milhões! Quem na política hoje anda, Entre guerras e azares, Gasta somas que dão penas. Uns milhões em propaganda, P'ra receber uns milhares, Às vezes, umas centenas! PS Na vida, p'ra quem entende, Conforme ela vai rodando, Vai chegando a experiência, É vivendo que se aprende, E nos vamos cultivando Abrindo a inteligencia! Tudo quanto se vai vendo, Esta encefálica caixa, Como um cofre, arrecada. É vivendo e aprendendo Que se eleva ou se abaixa Ou, não se aprende nada! A técnica presentemente Anda aí muito activa À mercê da sociedade, Ensinando toda a gente. Pode ela ser instrutiva, Ou ensinar a maldade. Hoje em dia a internete É tão bem apetrechada Em todo o seu conteúdo, Ali tudo se reflecte Duma maneira estampada, Sendo uma escola de tudo! Coisas até que são perigo, Tudo ali vem retratado E em certas ocasiões Vejo coisas que eu não digo, Porque sou envergonhado, Não falo em malcriações!... Também não sou dos que impingem, Sou sério, mas não sou virgem!... |
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