Portuguese Times Zé da Chica - Gazetilha




Um mundo cheio de promessas,
Cada vez mais às avessas!...

De tudo um pouco!...

O mundo anda revirado,
Mesmo que não nos pareça
Vai dum lado ao outro lado,
Mudou dos pés p¹rá cabeça!

Um mundo cheio de lacraus,
Dando uma tamanha volta
De uns 180 graus,
Com gente à rédea solta!

Tudo fora do lugar,
Todos querem ser o rei
Hoje de pernas ao ar
Cheio dos ³fora da lei!²

Anda o mundo no sentido
Contrário ao que nos convém.
O homem anda invertido
Julgo qu¹a mulher também!

Já não se formam parelhas,
Repugna o homem o fruto,
Cheio de brincos nas orelhas.
A mulher,  fuma charuto!

O rapaz, na moda antiga
Fartava-se de andar
Atrás duma rapariga.
Hoje, ela é que o vai buscar!

A antiga educação
Tinha preceitos morais.
Agora, os preceitos são
Os filhos mandando os pais!

Uma mãe, antigamente,
Quase morria na data
Por ter um filho doente.
Hoje, a mãe o filho mata!

Os filhos muito temiam
Os pais e muito em segredo
Suas traquices faziam.
Hoje, são os pais que têm medo!

Todo o mundo se consome,
Com a fome, tão ingrata.
Se ninguém matar a fome,
É a fome que nos mata!...

Tenham sempre na presença
Que a doença não é boa.
Se não matam a doença,
Ela é que mata  pessoa!

Há tanto esforço na Terra
Contra esta guerra indecente.
Se não acabam a guerra,
Ela é que acaba c¹oa gente!...

São estas guerras apenas
Um fingido de razões
Que, p¹ra dar vida a centenas
Têm que matar milhões!

As grandes forças armadas,
Hoje já não fazem conquistas,
Andam bem atarefadas
Contra quatro terroristas!

É uma pessoa ingrata
O terrorista malvado,
Um maluco que se mata
Para agradar um tarado.

Político dá um tesouro,
Prometendo o que não tem.
Mas quando sobe ao pelouro
Não dá nada p¹ra ninguém!

Todo o político herda,
Com tanta promessa feita,
Dar ao povo c¹oa esquerda,
Mas, tirando c¹oa direita!

Para se ser presidente
O candidato apenas
Gastava antigamente
Em dólares,  umas centenas!

Hoje, não sei por que razões
P¹ra chegarem aos altares
Gastam eles uns milhões,
Só p¹ra ganhar uns milhares!...

Antigamente, à bola,
Só se podia jogar
Por amor à camisola.
Hoje, só a sabem puxar!

Agora existe o revés,
Um jogador competente,
Perito em pontapés...
Ganha mais que um presidente.

Quem tem esta habilidade,
Na vida não se consome
Em ter universidade.
Basta que assine o seu nome!...

Num mundo cheio de pressas,
Tão mudado que eu acho
Que anda tudo às avessas,
De cabeça para baixo!...

Dorme-se até de maneira,
Que penso ser um revés.
A mulher p¹rá cabeceira,
Homem, cabeça p¹rós pés!

PS
Cá por mim, não Ostou mudado.
Ao deitar, sou o primeiro
A dormir bem empinado,
Cabeça no travesseiro!

Porque eu gosto de dormir
E não quero que aconteça
De noite eu confundir
O rabo com a cabeça!...

Ps ao Ps
Quem não tinha que dizer,
Foi isto que se arranjou
E que eu pude escrever.
O resto, o vento levou!...

Se a ideia não me engana,
Será melhor p¹rá semana!...


      
      


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