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Casar... A civil, religiosamente, ou juntar os trapos?!... O casar, antigamente, Era bastante diferente E cheio de obrigações. Andava-se num pé só, Para poder dar o nó, Com tantas complicações! Conquistar a rapariga, Já de si, na moda antiga Era uma dificuldade. As pesquisas eram muitas, Com perguntas, mais perguntas, Sobre a moralidade. A família da noivinha, Olhava se o noivo tinha A fama de ser garoto. As famílias bem olhadas, Se boas e abastadas E o noivo, se era devoto! Também o noivo olhava S¹antes ela namorava Noivinhos em quantidade. Tudo quanto ela fazia E se ela possuia Ainda a virgindade! Lado a lado o passado, Era todo explorado No homem e na mulher! A partir deste momento Se falava em casamento P¹ra uma data qualquer! Era assim antigamente, Casar era tão difrente Do casamento actual. A mulher comprometida Dava o nó por toda a vida E o homem, também igual! Homem e mulher, dando o nó, Formava uma carne só Uma vida bem unida. Só em caso especial Se desunia o casal, Casados por toda a vida! Para o divórcio se dar, Tinha que se apresentar Uma razão bem provada. Desde uma traição qualquer Do homem, ou da mulher, Ou a mulher maltratada! Isto era antigamente! Sabemos que actualmente Já está tudo mudado! Há p¹raí muita mulher Que faz do homem o que quer, Deixando-o bem mal tratado! Mas o que vamos falar, Há três modos de casar, Que são moda actualmente. Tal como o casal deseja, À civil, pela igreja, Juntar os trapos somente! Pela igreja, na verdade Traz mais responsabilidade, E muita inconveniência. Depois de comprometido, Fica Deus ali metido, E o peso da consciência! P¹ra quem é religioso, O divórcio o traz nervoso, Desfez-se um sacramento. A não ser haver critério Dum motivo muito sério, Pondo fim ao casamento! Também se casam aos mil, Um casamento civil, Somente papel passado! Perante a autoridade São casados de verdade Perante Deus, um pecado! Quando é para o divórcio, Aí é como um negócio, Que se fez a esctritura. Vão os dois ao tribunal E põem um ponto final Só com uma assinatura! Não há nenhuns impecilhos, Desde que não hajam filhos São processos resolvidos. Se os há, muda o destino, Porque aí, fia mais fino, Há os filhos envolvidos! Divórcio é uma desgraca, Mesmo sem filhos se passa Uma série de confusões. Se há filhos, nem se pregunta, É uma desordem junta, Cheia de contradições. Para fugir aos cuidados, Estão sendo muito usados, Uns casamentos guapos. Ele quer, e ela gosta, Um ao outro se encosta, Basta só juntar os trapos! Não há festa na família, Nem precisa de mobília, Tudo vem de aluguer. As rendas, têm a tendência De virem da assistência, Ou d¹outro lado qualquer!... A ideia original, Porque ao juntar-se o casal Muita contradição poupa. É um pensamento esperto, Se a união não dá certo, Leva o saquinho da roupa! Assim jamais os casais Tem de ir p¹rós tribunais Pagar caro advogados. As esperas que eu confesso Junta às custas do processo, Deixa os casais derrotados! Quer o homem ou sua amada Que escorregue na calçada, A falta é menos medonha. O caso não é tão sério, Já não se chama adultério, Chama-se pouca vergonha! Mas, p¹ra se viver descansado, O melhor será casado Porque, com Deus lá metido, Em qualquer separação, Ele será um travão, Para a mulher ou marido! Se for só civilmente, Isto, para muita gente, É só um papel passado. Mas, só com este papel, Ainda lhes sabe a fel, Um caso bem demorado! Somente os trapos juntando, Durando ou não durando Esta união, se avisa Qualquer dos dois companheiros Podem mudar de parceiros Como quem muda a camisa! Não há responsabilidade, Nem perante a autoridade, Ou religiosamente. Pode até em qualquer hora, Ter um dentro e outro fora, Ele ou ela certamente!... PS Sei que há muita mulher, Vivendo assim e que quer Muito ao seu companheiro. Que o estima e respeita Como casada, sujeita À vida, o dia inteiro. Como há homens de respeito, Que também do mesmo jeito Suas vidas são normais. Pessoas novas, idosas, Que adoram suas esposas, Formando belos casais! Na minha comparação Há que haver uma excepção, Da maioria que é séria, A qual dou o meu apoio. Há sempre no trigo o joio A retratar a miséria!... Com papel, ou sem papel, Precisa é ser-se fiel!... |
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