Portuguese Times Zé da Chica - Gazetilha




Casar...
A civil, religiosamente,
ou juntar os trapos?!...

O casar, antigamente,
Era bastante diferente
E cheio de obrigações.
Andava-se num pé só,
Para poder dar o nó,
Com tantas complicações!

Conquistar a rapariga,
Já de si, na moda antiga
Era uma dificuldade.
As pesquisas eram muitas,
Com perguntas, mais perguntas,
Sobre a moralidade.

A família da noivinha,
Olhava se o noivo tinha
A fama de ser garoto.
As famílias bem olhadas,
Se boas e abastadas
E o noivo, se era devoto!

Também o noivo olhava
S¹antes ela namorava
Noivinhos em quantidade.
Tudo quanto ela fazia
E se ela possuia
Ainda a virgindade!

Lado a lado o passado,
Era todo explorado
No homem e na mulher!
A partir deste momento
Se falava em casamento
P¹ra uma data qualquer!

Era assim antigamente,
Casar era tão difrente
Do casamento actual.
A mulher comprometida
Dava o nó por toda a vida
E o homem, também igual!

Homem e mulher, dando o nó,
Formava uma carne só
Uma vida bem unida.
Só em caso especial
Se desunia o casal,
Casados por toda a vida!

Para o divórcio se dar,
Tinha que se apresentar
Uma razão bem provada.
Desde uma traição qualquer
Do homem, ou da mulher,
Ou a mulher maltratada!

Isto era antigamente!
Sabemos que actualmente
Já está tudo mudado!
Há p¹raí muita mulher
Que faz do homem o que quer,
Deixando-o bem mal tratado!

Mas o que vamos falar,
Há três modos de casar,
Que são moda actualmente.
Tal como o casal deseja,
À civil, pela igreja,
Juntar os trapos somente!

Pela igreja, na verdade
Traz mais responsabilidade,
E muita inconveniência.
Depois de comprometido,
Fica Deus ali metido,
E o peso da consciência!

P¹ra quem é religioso,
O divórcio o traz nervoso,
Desfez-se um sacramento.
A não ser haver critério
Dum motivo muito sério,
Pondo fim ao casamento!

Também se casam aos mil,
Um casamento civil,
Somente papel passado!
Perante a autoridade
São casados de verdade
Perante Deus, um pecado!

Quando é para o divórcio,
Aí é como um negócio,
Que se fez a esctritura.
Vão os dois ao tribunal
E põem um ponto final
Só com uma assinatura!

Não há nenhuns impecilhos,
Desde que não hajam filhos
São processos resolvidos.
Se os há, muda o destino,
Porque aí, fia mais fino,
Há os filhos envolvidos!

Divórcio é uma desgraca,
Mesmo sem filhos se passa
Uma série de confusões.
Se há filhos, nem se pregunta,
É uma desordem junta,
Cheia de contradições.

Para fugir aos cuidados,
Estão sendo muito usados,
Uns casamentos guapos.
Ele quer, e ela gosta,
Um ao outro se encosta,
Basta só juntar os trapos!

Não há festa na família,
Nem precisa de mobília,
Tudo vem de aluguer.
As rendas, têm a tendência
De virem da assistência,
Ou d¹outro lado qualquer!...

A ideia original,
Porque ao juntar-se o casal
Muita contradição poupa.
É um pensamento esperto,
Se a união não dá certo,
Leva o saquinho da roupa!

Assim jamais os casais
Tem de ir p¹rós tribunais
Pagar caro advogados.
As esperas que eu confesso
Junta às custas do processo,
Deixa os casais derrotados!

Quer o homem ou sua amada
Que escorregue na calçada,
A falta é menos medonha.
O caso não é tão sério,
Já não se chama adultério,
Chama-se pouca vergonha!

Mas, p¹ra se viver descansado,
O melhor será casado
Porque, com Deus lá metido,
Em qualquer separação,
Ele será um travão,
Para a mulher ou marido!

Se for só civilmente,
Isto, para muita gente,
É só um papel passado.
Mas, só com este papel,
Ainda lhes sabe a fel,
Um caso bem demorado!

Somente os trapos juntando,
Durando ou não durando
Esta união, se avisa
Qualquer dos dois companheiros
Podem mudar de parceiros
Como quem muda a camisa!

Não há responsabilidade,
Nem perante a autoridade,
Ou religiosamente.
Pode até em qualquer hora,
Ter um dentro e outro fora,
Ele ou ela certamente!...


PS
Sei que há muita mulher,
Vivendo assim e que quer
Muito ao seu companheiro.
Que o estima e respeita
Como casada, sujeita
À vida, o dia inteiro.

Como há homens de respeito,
Que também do mesmo jeito
Suas vidas são  normais.
Pessoas novas, idosas,
Que adoram suas esposas,
Formando belos casais!

Na minha comparação
Há que haver uma excepção,
Da maioria que é séria,
A qual dou o meu apoio.
Há sempre no trigo o joio
A retratar a miséria!...

Com papel, ou sem papel,
Precisa é ser-se fiel!...



      
      


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