Portuguese Times Zé da Chica - Gazetilha




De novo...
O Natal se aproxima!...

Àrvores, luzes, brinquedos,
Presépios e alindadas
As casas, prendas, folguedos,
Iguarias preparadas.

O Natal se aproxima,
Comércio, portas abertas,
Cheio de povo que o anima
Comprando as suas ofertas!

Uma azáfama que se nota
Pelas ruas em andanças,
Desde a moça à velhota
Às mais pequenas crianças.

Já com frio e bem cobertas
De loja em loja a entrar
Buscando as suas ofertas
Qu¹o Pai Noel as trará.

Um robot para o Toninho,
P¹rá Ana, duas bonecas
E p¹ró Alfredo, um carrinho.
O pai, um par de cuecas.

Tudo está preparado
P¹ra festejar o Divino,
Desde o figo passado
À mijinha do Menino!

E até para quem gosta,
Na noite da Consoada
Há bacalhauzinho à posta
Com a pinga da Bairrada.

Mas, quem tem mesa abundante,
Não esqueça, nem os seus,
Qu¹a parte mais importante
É o dar Graças a Deus.

Agradecer ao Senhor
Tod¹esta nossa riqueza,
Saúde, Paz e Amor,
Alegria, lauta mesa.

Sem esquecer os que passam
Este Natal tão santo
Sem qu¹alguém algo lhes façam
P¹ra que lhes enxugue  o pranto.

Quanta boca que não come
Neste dia olha os Céus
Sentindo o horror da fome
E dando Graças a Deus!

Se todos somos iguais,
C¹uma vida p¹ra viver,
Porque têm  uns demais
Outros de fome a morrer?!

Vomita de gula o bruto
Do rico cheio de iguarias.
Morrem milhares por minuto
De fome todos os dias!

O Natal se aproxima,
Com ele, a data marcada
De dar amor e estima,
Um dó por quem não tem nada.

Porquê ser-se tão humano
Só no Dia do Natal,
Se todos os dias do ano
A pobreza é sempre igual!

Só no Natal se procura
Dar à pobreza iguarias,
Como mostrando a fartura
Que nós temos todos dias!

Para o Natal ser Amor,
Ter um calor bem humano,
Façam nascer o Senhor
Todos os dias do ano!

Para que o rico se dobre
E desça do pedestal,
Todos os dias vendo o pobre
Com os olhos do Natal!

Mirar o pobre d¹um jeito
P¹ra qu¹as pobrezas horrendas
Não tragam feras no peito
Origem destas contendas.

Tanta boca que não come
E são milhões os famintos
Sentindo os horrores da fome,
A causa dos maus instintos.

Quando um rico ajuda ao pobre
Limou a unha crescida.
Ficou rico, mas mais nobre
Com alma enriquecida.

P¹ró rico é uma faúlha,
Qualquer esmola que faça
E abre o fundo d¹agulha
Onde o camelo não passa.

Qualquer esmola dada
De dentro do coração
É um degrau da escada
Caminho p¹rá salvação.

Tem amor por toda a gente,
Faz o bem que tu puderes,
A tua conta corrente
Está lá quando morreres!

Tens lá contas a fazer,
Na tua contabilidade,
Conforme o deve e haver,
Terás a Eternidade!S

Quem de tal se descuidar
A mesma ideia encerra:
De que, quem quer ir p¹ró mar
Previne-se bem em terra.

NatalS
Natal, em nosso pensar,
É festa familiar
Que cada família faz,
Dando a todos muito amor,
Sem ódios e sem rancor,
Com muita alegria e paz.

Natal, tempo de esperanças,
Alegria das crianças
Qu¹escrevem com tanto medo
A Noel um bilhetinho
E põem no sapatinho
P¹ra que lhes traga um brinquedo.

Natal, tempo de regalo,
Que desde a missa do galo
À ceia da Consoada,
Das festas em todos os lares,
E dos cantos populares,
Nozes e massa sovada.

Natal, não é só gozar,
Comer, beber e cantar
A fingir de satisfeito.
É abrir o coração,
A todos dar um perdão
Vindo do fundo do peito!

Natal, não é afinal
Ao próximo fazer-lhe mal
E pedir perdão no templo.
É ter-se sempre em registo
Desde o nascimento, Cristo
E seguir o seu exemplo!...

Basta olhar para as passadas
E seguir-lhe as pegadas!...







      
      


Voltar à primeira página desta edição

 Voltar à Primeira Página


Copyright © 1997/2001 The Portuguese Times
Autorizada a reprodução de artigos publicados nesta página desde que mencionada a origem