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De novo... O Natal se aproxima!... Àrvores, luzes, brinquedos, Presépios e alindadas As casas, prendas, folguedos, Iguarias preparadas. O Natal se aproxima, Comércio, portas abertas, Cheio de povo que o anima Comprando as suas ofertas! Uma azáfama que se nota Pelas ruas em andanças, Desde a moça à velhota Às mais pequenas crianças. Já com frio e bem cobertas De loja em loja a entrar Buscando as suas ofertas Qu¹o Pai Noel as trará. Um robot para o Toninho, P¹rá Ana, duas bonecas E p¹ró Alfredo, um carrinho. O pai, um par de cuecas. Tudo está preparado P¹ra festejar o Divino, Desde o figo passado À mijinha do Menino! E até para quem gosta, Na noite da Consoada Há bacalhauzinho à posta Com a pinga da Bairrada. Mas, quem tem mesa abundante, Não esqueça, nem os seus, Qu¹a parte mais importante É o dar Graças a Deus. Agradecer ao Senhor Tod¹esta nossa riqueza, Saúde, Paz e Amor, Alegria, lauta mesa. Sem esquecer os que passam Este Natal tão santo Sem qu¹alguém algo lhes façam P¹ra que lhes enxugue o pranto. Quanta boca que não come Neste dia olha os Céus Sentindo o horror da fome E dando Graças a Deus! Se todos somos iguais, C¹uma vida p¹ra viver, Porque têm uns demais Outros de fome a morrer?! Vomita de gula o bruto Do rico cheio de iguarias. Morrem milhares por minuto De fome todos os dias! O Natal se aproxima, Com ele, a data marcada De dar amor e estima, Um dó por quem não tem nada. Porquê ser-se tão humano Só no Dia do Natal, Se todos os dias do ano A pobreza é sempre igual! Só no Natal se procura Dar à pobreza iguarias, Como mostrando a fartura Que nós temos todos dias! Para o Natal ser Amor, Ter um calor bem humano, Façam nascer o Senhor Todos os dias do ano! Para que o rico se dobre E desça do pedestal, Todos os dias vendo o pobre Com os olhos do Natal! Mirar o pobre d¹um jeito P¹ra qu¹as pobrezas horrendas Não tragam feras no peito Origem destas contendas. Tanta boca que não come E são milhões os famintos Sentindo os horrores da fome, A causa dos maus instintos. Quando um rico ajuda ao pobre Limou a unha crescida. Ficou rico, mas mais nobre Com alma enriquecida. P¹ró rico é uma faúlha, Qualquer esmola que faça E abre o fundo d¹agulha Onde o camelo não passa. Qualquer esmola dada De dentro do coração É um degrau da escada Caminho p¹rá salvação. Tem amor por toda a gente, Faz o bem que tu puderes, A tua conta corrente Está lá quando morreres! Tens lá contas a fazer, Na tua contabilidade, Conforme o deve e haver, Terás a Eternidade!S Quem de tal se descuidar A mesma ideia encerra: De que, quem quer ir p¹ró mar Previne-se bem em terra. NatalS Natal, em nosso pensar, É festa familiar Que cada família faz, Dando a todos muito amor, Sem ódios e sem rancor, Com muita alegria e paz. Natal, tempo de esperanças, Alegria das crianças Qu¹escrevem com tanto medo A Noel um bilhetinho E põem no sapatinho P¹ra que lhes traga um brinquedo. Natal, tempo de regalo, Que desde a missa do galo À ceia da Consoada, Das festas em todos os lares, E dos cantos populares, Nozes e massa sovada. Natal, não é só gozar, Comer, beber e cantar A fingir de satisfeito. É abrir o coração, A todos dar um perdão Vindo do fundo do peito! Natal, não é afinal Ao próximo fazer-lhe mal E pedir perdão no templo. É ter-se sempre em registo Desde o nascimento, Cristo E seguir o seu exemplo!... Basta olhar para as passadas E seguir-lhe as pegadas!... |
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