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Entrou o Novo Ano... Vamos arregaçar as mangas!... Vamos, boquinhas caladas, Dum modo bastante humano, De mangas arregaçadas Enfrentar o Novo Ano. Há que abrir os corações, Num perdoar mutuamente, Sem ódios, opiniões, Dando amor a toda a gente! O mundo não reparou, (Estes senhores da guerra!) Que a Natureza mostrou A força que ela encerra. Vejam senhores da ciência Como um assopro nos mares Destrói e com mais potência Que as bombas nucleares! A ciência que se emprega No mundo, todo o saber, Só avança e só chega Até onde Deus o quer! Tudo o que o mundo alcança Quando chega ao infinito, A ciência não avança, Daí já está tudo dito!... Até hoje, quem bem pensar, Os senhores d¹ inteligência, Nada fazem sem buscar De Deus um pouco d¹essência. Qualquer invento activo Q¹um cientista inventou, A base é sempre algo vivo Que Deus é que o criou!... A ciência é badalada Com tudo qu¹éla contém. Mas fazer algo do nada, Só Deus fez e mais ninguém! Mas vamos arregaçar As mangas, ver toda a gente Praticando o verbo amar No indicativo presente! Vamos todos de mãos dadas, Cheios d¹amor, pelo visto Tentar seguir as pegadas Que pisou o Jesus Cristo! Elas são no conteúdo; Não resolver nada a esmo, Amar a Deus sobre tudo, Ao próximo como a si mesmo! Toda esta Lei do Senhor Se resume em dar AMOR!... Agora!... Um balanço a 2004!... Sentei-me no meu descanso E pensei: < como vai ser O que hoje vou escrever Deste ano a terminar? Resolvi dar um balanço A este ano passado Que, confesso o meu pecado, Deixa muito a desejar! Um ano de poucas graças, S¹é que teve coisas boas Em todo este mundo inteiro P¹ra muito poucas pessoas Cujo as graças foi dinheiro. O resto, tudo desgraças, Incluindo o ³El Niño² Qu¹anda mudando o destino De todo este mundo inteiro! Ele tem-se encarregado De chuvas torrenciais, Ciclones, vendavais, Cheias e atrocidades, Deixando o mar revoltado Ceifando populações, Derrubando povoações, Galgando vilas, cidades! A sua ferocidade Vem de causa bem falada, Causando esta virada Mundana, climatérica, Sendo a nossa sociedade, Nossos grandes magnatas Culpados mudando as datas Da dita limpeza esférica. Mas lembrem bem que este ³Niño² Que causa tanta desgraça Por onde quer que ele passa Deixando o pranto profundo, Dão-lhe um nome pequenino Mas ele é grande, tão grande, Monstruoso, que se expande Em redor de todo o mundo! ³El Niño² é uma criança E já nos faz tanto mal E o que vai ser afinal Se o deixarem crescer?! Aí é que ele alcança Uma bem temível força Que nada há que o torça Ou que o possa suster. Há quem afirme não ser Desta vez o tal ³El Niño². A Natureza, o destino, Não sei bem qual a razão. Algo têm que fazer, Seja quem seja o culpado, O mundo está revoltado C¹o lixo e a poluição! Um ano de triste entrada, Dum Natal pouco devoto, Com um terrível maremoto Que fez uma mortandade. Tanta nação derrubada, Tanto luto e tristeza Criminando a Natureza Por esta calamidade! Todo o ano, até saída, Foi um ano mal fadado, Entre um mundo revoltado, Com maremotos, vulcões, Ceifando já tanta vida Na fracção de um minuto, Enchendo de pranto e luto Gente de todas nações! Para além destas vilezas, Assassinos, açougueiros, Magarefes, interesseiros, Ganâncias, muitas cobiças, Doenças, fomes, pobrezas, Medos e inseguranças, Abusadores de crianças, Falsidades, injustiças! Foi um ano pouco terno, Para alguns, bem infeliz, Mesmo até neste país Que é a terra prometida, Há gente no seu governo, Com o maior desplante Preterindo o imigrante Estragando a sua vida! Dos primeiros habitantes (A não ser os indianos, Ditos ³true americanos²) Legalmente genuinos, O resto são imigrantes Duma qualquer geração. Portanto, nesta nação, Somos todos peregrinos!... Não há menos, nem há mais... Nós somos todos iguais!... |
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