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"Faluas de Tejo", novo álbum dos Madredeus
"Faluas de Tejo" é o novo álbum da aventura Madredeus, a editar dia
14, onde
se acentua a ideia de Lisboa como cidade de partida e chegada, uma das
traves-mestras do grupo, explica Pedro Ayres Magalhães.
O tema de abertura "Lisboa rainha do mar" revisita a Lisboa das
descobertas,
"cidade parada no Tejo" que recorda um tempo "em que foi senhora
e do mar
rainha", como canta Teresa Salgueiro.
"Ainda não sei o tempo que o reinado durou, mas num tempo a senhora foi
dita
Rainha", canta a voz dos Madredeus que fala também de saudade e nostalgia
de
um tempo que "o vento levou".
Recentrando a temática na sua cidade natal há neste álbum, mais do que nos
anteriores, uma ressonância fadista.
Um dos temas intitula-se mesmo "Fado das dúvidas", não que haja a
guitarra
portuguesa ou um revisitar de lugares fadistas mas pelo que esta expressão
musical popular lisboeta inspira.
Em outros temas do disco, nomeadamente "Faluas do Tejo" ou "No
meu jardim
(semente à terra)", há reminiscências musicais fadistas, sem se tratar
de
fado.
Há assim, conforme afirma Ayres Magalhães, "a intenção da reflexão
existencial e a entrega dos sentimentos".
No tema "Lá fora" há uma confluência dos sons que se misturam em
Lisboa, o
seu fado mas também outras musicalidades vindas de África e América do Sul.
A capital portuguesa é porto de portos, como a definiu Pedro Ayres Magalhães
e logo ponto de confluências musicais e culturais várias.
Uma gesta que foi, segundo Pedro Ayres Magalhães, criadora "de uma
mitologia
civilizacional mais recente do que outras".
Na rota das caravelas de Quinhentos, os Madredeus quiseram viajar com as
suas canções transportando "uma mensagem sublime de progresso e encontro
universal", como afirma Ayres Magalhães.
Em 13 anos de digressões internacionais a "música Madredeus" fez-se
ouvir na
Europa, Américas e Japão e vendeu mais de três milhões de discos.
Os temas do álbum são já incluídos no repertório da digressão mundial que
começou quinta-feira em Espanha.
Com "Faluas do Tejo" os Madredeus prosseguem a senda de cantar em
português
procurando identificar "o canto da saudade com o canto optimista do coração
de toda humanidade".
"Uma saudade que é esperança" na voz de uma mulher que, tal como
Lisboa,
espera.

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