Portuguese Times Zé da Chica - Gazetilha




De novo em voga!...
A pena  capital,
a eutanásia e o aborto!

A vida nunca, irmãos meus,
Nos poderá pertencer,
É uma dádiva de Deus
Que Deus cobra quando quer!

A Lei de Deus é tida
Com livres arbítrios, iguais.
Por isso, quem poupa a vida
Dura mais e muito mais!

O livre arbítrio vem dar
Dois caminhos a seguir.
O nosso corpo estimar,
Ou então o destruir!

O matar, de qualquer jeito,
A Deus nunca satisfaz.
Ninguém tem este direito
E nem mesmo Deus o faz!

Somos nós no mundo, loucos,
Que, com tudo que se inventa,
Nos vamos matando aos poucos
E só depois se lamenta!

Nunca pensamos na perda,
No futuro da nossa sorte.
A não ser quando se herda
Dos pais, sentença de morte!

Estes pais, hoje drogados,
Que ao formar uma criança,
Não pensam os tresloucados
Que transmitem tal herança!

Mas vamos ao que convém,
Quem quer que no mundo esteja
Nenhum direito ele tem
De matar quem quer que seja!

Juízes, o tribunal,
Tem, para além da prisão,
Dado a pena capital
Seja qual for a razão.

Lutam todos pela vida
Só para a sobrevivência.
Quer seja curta ou comprida,
Sempre com muita prudência.

Dar castigo na verdade,
Pela morte cometida,
É tirar da sociedade,
Prender para toda a vida.

Este ser tão repulsivo,
Que tem tamanha tendência,
Por toda a vida cativo,
Vai ouvir a consciência.

Quem sabe, tempo passado,
Após muito ter sofrido,
Ele seja perdoado
Por se ter arrependido!?

Eutanásia, outra questão,
Outro modo de matar,
Dizem que, por compaixão,
Que  nos deixa a baralhar!

O que muita gente diz,
Que a morte foi por amor
E porque o doente quis.
Quis sim, porque tinha dor!...

Tirem a dor ao doente,
Acarinhem o seu sofrer,
Verão que vai ser diferente,
Não pensa mais em morrer!

Quem se sente bem na vida,
De certo que a vida adora.
Não toma qualquer medida
Que deite a vida fora!

Quem sempre estas leis arrastam
São alguns dos governantes,
Porque estes doentes gastam
Somas bem exorbitantes.

Eles como têm a massa,
Podem pagar tudo bem
E a eles não há quem faça
A eutanásia também!

Quem já fora da razão
Pede a morte, está cheio
De desespero, aflição
E não encontra outro meio.

P'ra mais não adiantar,
Isto é bem comparado
C'oa maneira de matar
Sem nunca se ser julgado!

Mas Oinda mais absorto,
É esta lei da vileza
Que lhe dão nome de aborto,
Quando é matar de certeza.

O aborto, actualmente,
Anda dentro duma inércia
Que confunde toda a gente
Dentro duma controvérsia.

Não é aborto chamado,
O nome, por sua vez
Dão-lhe um título engraçado;
"Interromper gravidez".

Indecisos sem saber,
Só p'ra nos deixar pensar
Se isto de interromper
Também não é abortar!

Cá no meu compreender,
O que a minha ideia alcança,
Abortar, interromper,
Ambos matam a criança!

MatarS só nos hospitais,
Fora não traz bom agouro.
Tal como os irracionais
Têm que ter seu matadouro!

Aborto, só vai servir
P'ra formar uma embrulhada
E o político discutir
Quando já não tem mais nada!

A despenalização
Do aborto é de pensar
Ser dada autorização
Da mãe o filho matar!

Mas depois, meu bom Jesus,
Se esta mãe não receia,
Mata após ter dado à luzS
Tem trinta anos de cadeia!...

É uma lei que intriga
Se esta lei passa agora,
Podem matar na barriga,
Não podem matar cá fora!...

Daí o meu desconforto,
Fazer uma lei passar,
Chamando a lei do aborto,
À lei de poder matar!...

Este caso bem pensado,
Analisado a rigor,
É crime premeditado
Pela mãe e o doutor!...

PS
Tenta-se abolir a pena
Capital aos seres viventes.
Cruelmente se condena
À morte aos inocentes!...

Desde que a pílula chegou,
No casal, sabem os dois,
Só quem quer é qu'emprenhou
Porque há a pílula depois!

E há muito mais com certeza
Que o casal tem p'ra defesa!...







      
      


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