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De novo em voga!... A pena capital, a eutanásia e o aborto! A vida nunca, irmãos meus, Nos poderá pertencer, É uma dádiva de Deus Que Deus cobra quando quer! A Lei de Deus é tida Com livres arbítrios, iguais. Por isso, quem poupa a vida Dura mais e muito mais! O livre arbítrio vem dar Dois caminhos a seguir. O nosso corpo estimar, Ou então o destruir! O matar, de qualquer jeito, A Deus nunca satisfaz. Ninguém tem este direito E nem mesmo Deus o faz! Somos nós no mundo, loucos, Que, com tudo que se inventa, Nos vamos matando aos poucos E só depois se lamenta! Nunca pensamos na perda, No futuro da nossa sorte. A não ser quando se herda Dos pais, sentença de morte! Estes pais, hoje drogados, Que ao formar uma criança, Não pensam os tresloucados Que transmitem tal herança! Mas vamos ao que convém, Quem quer que no mundo esteja Nenhum direito ele tem De matar quem quer que seja! Juízes, o tribunal, Tem, para além da prisão, Dado a pena capital Seja qual for a razão. Lutam todos pela vida Só para a sobrevivência. Quer seja curta ou comprida, Sempre com muita prudência. Dar castigo na verdade, Pela morte cometida, É tirar da sociedade, Prender para toda a vida. Este ser tão repulsivo, Que tem tamanha tendência, Por toda a vida cativo, Vai ouvir a consciência. Quem sabe, tempo passado, Após muito ter sofrido, Ele seja perdoado Por se ter arrependido!? Eutanásia, outra questão, Outro modo de matar, Dizem que, por compaixão, Que nos deixa a baralhar! O que muita gente diz, Que a morte foi por amor E porque o doente quis. Quis sim, porque tinha dor!... Tirem a dor ao doente, Acarinhem o seu sofrer, Verão que vai ser diferente, Não pensa mais em morrer! Quem se sente bem na vida, De certo que a vida adora. Não toma qualquer medida Que deite a vida fora! Quem sempre estas leis arrastam São alguns dos governantes, Porque estes doentes gastam Somas bem exorbitantes. Eles como têm a massa, Podem pagar tudo bem E a eles não há quem faça A eutanásia também! Quem já fora da razão Pede a morte, está cheio De desespero, aflição E não encontra outro meio. P'ra mais não adiantar, Isto é bem comparado C'oa maneira de matar Sem nunca se ser julgado! Mas Oinda mais absorto, É esta lei da vileza Que lhe dão nome de aborto, Quando é matar de certeza. O aborto, actualmente, Anda dentro duma inércia Que confunde toda a gente Dentro duma controvérsia. Não é aborto chamado, O nome, por sua vez Dão-lhe um título engraçado; "Interromper gravidez". Indecisos sem saber, Só p'ra nos deixar pensar Se isto de interromper Também não é abortar! Cá no meu compreender, O que a minha ideia alcança, Abortar, interromper, Ambos matam a criança! MatarS só nos hospitais, Fora não traz bom agouro. Tal como os irracionais Têm que ter seu matadouro! Aborto, só vai servir P'ra formar uma embrulhada E o político discutir Quando já não tem mais nada! A despenalização Do aborto é de pensar Ser dada autorização Da mãe o filho matar! Mas depois, meu bom Jesus, Se esta mãe não receia, Mata após ter dado à luzS Tem trinta anos de cadeia!... É uma lei que intriga Se esta lei passa agora, Podem matar na barriga, Não podem matar cá fora!... Daí o meu desconforto, Fazer uma lei passar, Chamando a lei do aborto, À lei de poder matar!... Este caso bem pensado, Analisado a rigor, É crime premeditado Pela mãe e o doutor!... PS Tenta-se abolir a pena Capital aos seres viventes. Cruelmente se condena À morte aos inocentes!... Desde que a pílula chegou, No casal, sabem os dois, Só quem quer é qu'emprenhou Porque há a pílula depois! E há muito mais com certeza Que o casal tem p'ra defesa!... |
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