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Meter o nariz aonde não se é chamado!... É um velho predicado Que à boca cheia se diz Ter de meter o nariz Aonde não é chamado. Quase todos dão conselho De maneira matizada, Fingindo não saber nada, Sempre metendo o bedelho. Dizem que não são de intrigas, Mas vão sempre se metendo E, para irem sabendo, São pessoas muito amigas. Muita coisa que se diz, Está tão desconchavada Distorcida, estropiada, Qu'há que meter o nariz! Há aqueles que vasculham, Meiguinhos, cheios de bons tratos, Inventam, fazem boatos, As coisas todas embrulham. Intrigam, armam banzé, Depois, põem-se calados, Saem, rabos enrolados, Logo à primeira maré. Mas há gente intrometida, Que precisa, vez em quando, Algo dizer, apontando Sempre o dedinho na ferida. Alertando os descuidados E os senhores da incerteza, Que por terem pão na mesa Fingem-se desinteressados. Bobos e celebridades, Tem o povo em geral, Que saber o bem e o mal, Mas sempre as suas verdades. Por isso, agora o que eu fiz, Perante o mal que se passa, Com verdade e certa graça, Fui lá meter o nariz! Cá estou eu na minha vida, De apontar o bem e o mal, Lembrando sempre a moral, Deitando o dedo na f'rida! Posso às vezes estar errado, Mas a minha intenção É a boa educação, Um viver civilizado! Hoje, com certo desagravo Vou falar da triste sorte E o que eu penso sobre a morte Da triste Terri Schiavo. Primeiro eu vou falar De quem tinha a primazia, Ou melhor, a ousadia Da Terri mandar matar! Seria os pais, o marido? Mas se alguém era interessado Devia ficar de lado, Pois não formava sentido! Não foi lá muito sensato, A maneira escolhida Para lhe tirar a vida, Foi um puro assassinato! Se matar é intenção, Para quê fazer penar, Há que com tudo acabar Dando-lhe uma injecção!... Mas teve ela mais dez dias, Nuns sacrifícios bem loucos, Coitada, morrendo aos poucos, Sofrendo as agonias! Quanto à morte, não entendo, Ela viva não estava, O que é que se esperava Se ela não estava vivendo?! De que serve, podem crer Trazer vivo um moribundo Que já não está neste mundo? Só p'ra quem o quiser ver! Morreu Sua Santidade O Papa... E tudo está consumado!... São palavras pelo visto Ditas ao Pai lá na cruz Por Nosso Senhor Jesus, O Nosso Rei Jesus Cristo. Muito se diz em louvor Deste Papa viajeiro Que correu o mundo inteiro Levando a Paz e o Amor. Que uniu religiões, Com ensinamentos novos, Conseguindo unir os povos, Trazendo a paz às nações! Sempre aclamando o civismo, Com as palavras de Deus Transformou muitos ateus, Abalou o comunismo. Sempre a favor da vida, Criticando o desconforto Da eutanásia e o aborto E alertando p'rá sida. Morreu Sua Santidade, Acabou seu desafio, Deixando um grande vazio P'ra toda a humanidade. É bem digno de registo Todo o louvor que lhe é dado. Foi sempre um crente ferrado Pela Mãe de Jesus Cristo. Nos atentados, o Papa, Afirmou que foi Maria Quem o acudiu no dia, Cobrindo com sua capa. Já Lúcia, para ser franco, No seu segredo contava Como alguém baleava Um ser vestido de branco. E este ser não escapa À ideia que nos vem Que quem tais vestes tem Brancas, pode ser o Papa! Reza-se em alta voz Por a Sua Santidade. Melhor seria em verdade Que Ele reze por nós!... Porque ele entre os pecadores Creio que é um dos melhores!... |
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