Portuguese Times Zé da Chica - Gazetilha




Sua Santidade o Papa
descansa em paz!...

Depois do que já foi dito
Sobre Sua Santidade
Desde a justiça ao  Amor,
Confesso, fico aflito
Para escrever na verdade
Sobre este grande Senhor!

Mas após a sua morte,
O seu exemplo encerra
Que cumpriu sua missão.
Personalidade forte
Sua passagem na Terra
Foi uma nobre lição!

Vítima de atentados
Sofreu muito, muito embora
Perdoando sempre o mal
Aos criminosos tarados.
Morreu sim, na sua hora
E de morte natural!...

Morreu com missão cumprida,
Só quando o Pai lhe chamou
Para junto do Senhor.
Não foi sua a sua vida
Ele sempre a entregou
À paz, justiça e amor!

Fez um mundo mais feliz,
Parece até que cumpria
Algo vindo destinado.
Morreu quando Deus o quis,
E não foi num qualquer dia
Em que ele foi baleado.

Foi p¹ra junto do Senhor,
Depois da  missão cumprir,
Mas deixou suas pegadas.
A união,  paz,  amor,
Um bom caminho a seguir,
Toda a gente de mãos dadas!

Seu amor tão verdadeiro,
Queira Deus seja entendido
Por toda a humanidade.
Faça que o mundo inteiro
Por amor se torne unido,
Cheio de felicidade!

Agora, descansa em paz,
Quem sabe, com seu segredo
E o seu eterno amor.
O seu corpo ali jaz
Na Basílica de São Pedro,
Junto a Pedro, o Pescador!

Agora, sem mais entrave,
Vai haver um certo arranco
De cardeais, cujo sentido,
Se unem  num conclave
Com o fumo negro e branco
Até um ser escolhido!

Um conclave é, sabemos,
Uma assembleia feita
Em segredo ou à socapa,
Com os cardeais que temos,
Para saber quem se aceita
Entre eles p¹ra novo Papa!

Em reza com o Divino
Pedindo seja escolhido
Alguém bom em quem votar.
E que Deus lhes dê o tino
D¹escolher seu  preferido
Até dois terços chegar!

No voto, os cardeais
Pensam muito a preceito,
Pois, quem nomeado seja
Têm que ter um terço ou mais
Para poder ser eleito
Conforme a lei da igreja!

Ouvem-se eles mutuamente
E cada qual p¹ra seu lado
Lá na sua devoção.
Todos rigorosamente
Devem ser enclausurados
Sós, sem comunicação!

Esta lei, vem certamente
Como sendo algo novo
Naquele tempo antigo.
Vem do Papa Clemente
E imposta pelo povo
Aos cardeais por castigo.

Nas eleições para Papa,
Estava o povo fatigado
Com a tamanha demora.
Todos deitavam a capa
Mas, quanto ao pontificado,
Não havia fumo fora.

O povo então se juntou,
Os cardeais obrigando
A  pôr um fim à questão.
Na sala os enclausurou
As sua portas fechando
Até à resolução!

E também no dia a dia,
Cortavam na refeição,
Cada dia um bocadinho.
No fim já só se comia
Umas fatias de pão
Acompanhadas com vinho.

Daí o Papa apareceu,
E o que se passou não sei
Veio fumo branco p¹rá rua.
O certo é qu¹aconteceu
Que a coisa voltou lei
E ainda continua!

Que o novo Papa seja
Não só continuação,
Mas que resolva p¹ra bem
Do povo e da nossa Igreja
Coisas que ainda estão
Dependentes de alguém.

Os tempos estão mudados,
E o povo está à espera
Que a Igreja decida
Que os padres sejam casados
Acabar com esta era
Tão longa e adormecida.

Sabemos, não é segredo,
Deste receio muito triste,
Casar com mulher errada
E que perdura este medo.
Há tanta mulher que existe
Séria, pura, bem honrada!

Casar, não é um negócio,
Larga e pega, mão em mão.
Como  para aí se faz.
Tal como o sacerdócio,
Se vai é por devoção,
Amor que não se desfaz!...

O mundo todo é assim,
Há de tudo misturado
Seja lá qual for o sexo.
Existe o bom, o ruim,
Bem casado, mal casado,
Com nexo e os sem nexo.

Fala-se tanto em divórcio,
No homem e na mulher,
Que p¹ra mim, ela é igual.
Pode ir p¹ró sacerdócio,
Casar com quem bem quiser,
Dentro de certa moral!

Padres e sacerdotisas,
Casando-se mutuamente,
Creio que uma lacuna tapa.
Entre coisas improvisas
Acontecer certamente
Uma mulher ser o Papa.

Quem sabe, direito ou torto,
Sendo uma mulher que seja
Forte na religião
Resolva o caso aborto
Que actualmente a igreja
É que lhe põe o travão.

Se por cá ainda estiver
Eu irei pagar p¹ra ver!...




      
      


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