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Sua Santidade o Papa descansa em paz!... Depois do que já foi dito Sobre Sua Santidade Desde a justiça ao Amor, Confesso, fico aflito Para escrever na verdade Sobre este grande Senhor! Mas após a sua morte, O seu exemplo encerra Que cumpriu sua missão. Personalidade forte Sua passagem na Terra Foi uma nobre lição! Vítima de atentados Sofreu muito, muito embora Perdoando sempre o mal Aos criminosos tarados. Morreu sim, na sua hora E de morte natural!... Morreu com missão cumprida, Só quando o Pai lhe chamou Para junto do Senhor. Não foi sua a sua vida Ele sempre a entregou À paz, justiça e amor! Fez um mundo mais feliz, Parece até que cumpria Algo vindo destinado. Morreu quando Deus o quis, E não foi num qualquer dia Em que ele foi baleado. Foi p¹ra junto do Senhor, Depois da missão cumprir, Mas deixou suas pegadas. A união, paz, amor, Um bom caminho a seguir, Toda a gente de mãos dadas! Seu amor tão verdadeiro, Queira Deus seja entendido Por toda a humanidade. Faça que o mundo inteiro Por amor se torne unido, Cheio de felicidade! Agora, descansa em paz, Quem sabe, com seu segredo E o seu eterno amor. O seu corpo ali jaz Na Basílica de São Pedro, Junto a Pedro, o Pescador! Agora, sem mais entrave, Vai haver um certo arranco De cardeais, cujo sentido, Se unem num conclave Com o fumo negro e branco Até um ser escolhido! Um conclave é, sabemos, Uma assembleia feita Em segredo ou à socapa, Com os cardeais que temos, Para saber quem se aceita Entre eles p¹ra novo Papa! Em reza com o Divino Pedindo seja escolhido Alguém bom em quem votar. E que Deus lhes dê o tino D¹escolher seu preferido Até dois terços chegar! No voto, os cardeais Pensam muito a preceito, Pois, quem nomeado seja Têm que ter um terço ou mais Para poder ser eleito Conforme a lei da igreja! Ouvem-se eles mutuamente E cada qual p¹ra seu lado Lá na sua devoção. Todos rigorosamente Devem ser enclausurados Sós, sem comunicação! Esta lei, vem certamente Como sendo algo novo Naquele tempo antigo. Vem do Papa Clemente E imposta pelo povo Aos cardeais por castigo. Nas eleições para Papa, Estava o povo fatigado Com a tamanha demora. Todos deitavam a capa Mas, quanto ao pontificado, Não havia fumo fora. O povo então se juntou, Os cardeais obrigando A pôr um fim à questão. Na sala os enclausurou As sua portas fechando Até à resolução! E também no dia a dia, Cortavam na refeição, Cada dia um bocadinho. No fim já só se comia Umas fatias de pão Acompanhadas com vinho. Daí o Papa apareceu, E o que se passou não sei Veio fumo branco p¹rá rua. O certo é qu¹aconteceu Que a coisa voltou lei E ainda continua! Que o novo Papa seja Não só continuação, Mas que resolva p¹ra bem Do povo e da nossa Igreja Coisas que ainda estão Dependentes de alguém. Os tempos estão mudados, E o povo está à espera Que a Igreja decida Que os padres sejam casados Acabar com esta era Tão longa e adormecida. Sabemos, não é segredo, Deste receio muito triste, Casar com mulher errada E que perdura este medo. Há tanta mulher que existe Séria, pura, bem honrada! Casar, não é um negócio, Larga e pega, mão em mão. Como para aí se faz. Tal como o sacerdócio, Se vai é por devoção, Amor que não se desfaz!... O mundo todo é assim, Há de tudo misturado Seja lá qual for o sexo. Existe o bom, o ruim, Bem casado, mal casado, Com nexo e os sem nexo. Fala-se tanto em divórcio, No homem e na mulher, Que p¹ra mim, ela é igual. Pode ir p¹ró sacerdócio, Casar com quem bem quiser, Dentro de certa moral! Padres e sacerdotisas, Casando-se mutuamente, Creio que uma lacuna tapa. Entre coisas improvisas Acontecer certamente Uma mulher ser o Papa. Quem sabe, direito ou torto, Sendo uma mulher que seja Forte na religião Resolva o caso aborto Que actualmente a igreja É que lhe põe o travão. Se por cá ainda estiver Eu irei pagar p¹ra ver!... |
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