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À nossa querida Mãe!... É a Mãe, de qualquer jeito, A jóia que o mundo encerra, O ser mais nobre, perfeito Que Deus formou sobre a Terra. A Mãe que milénios fora Tem sido digna de hossanas, Por ser a progenitora De todas raças humanas. A Mãe um nome bendito Que tanta beleza encerra. É o anjo mais bonito De todos os anjos da Terra. A Mãe, a quem tanto devo E que me fez tão feliz, É tudo quanto eu escrevo Mais aquilo que se diz!... A Mãe é sempre a rainha. Pena que eu perdi a minha!... Quem impede a paz do mundo?!... Tanto esforço se faz Para se obter a paz, Nos quatro cantos da Terra. Milhares de reuniões Em resultado, as nações Gritam paz e fazem guerra! A ganância, o fanatismo, Incentiva o terrorismo, Faz levantar os humores. A vida continuando Todo o mundo trabalhando Para um cento de senhores! Uns querem a terra alheia, Outros, a barriga cheia Estômago muito inchado. Vivem uns esperneando E outros vão vomitando De gula, por todo o lado. Pobre, não é interesseiro Não quer do rico o dinheiro, Seus jantares, suas princesas, Mas sim viver como gente Ter uma vida decente, Com pão e vinho nas mesas! Já no século vinte e um, Não vejo avanço nenhum, Quanto ao entendimento. Hoje, já nada se faz, Somente se finge a paz Com guerras todo o momento! As guerras hoje são diferentes, São actos convenientes, Com maneiras duvidosas, Num terrorismo encoberto, Num lugar bastante incerto, Com armas silenciosas! É uma guerra cobarde, Ora se destrói ou arde Coisas que são tão perfeitas Chacinam os inocentes, Em actos bem comoventes, Coisas que jamais são feitas. Hoje em dia, sobre a Terra Há revoltas, faz-se a guerra, Somente porque alguém, Sem razão tenta e ousa Ser senhor de qualquer coisa Cujo direito não tem! E tendo ele a força, Não vai ter alguém qu¹o torça, Lhe faça entrar na razão. Tendo a força e o dinheiro, Grita para o mundo inteiro Com quatro pedras na mão! E quem a força não tem, Somente responde Amem, C¹ô estertor engasgado. Num interior em revolta, Mas a razão não se solta, Traz o seu leão fechado! Mas esta fera calada, Por vezes desaforada Começa a dar nas vistas. Perante a sua sorte, Sem qualquer temor à morte, Transforma-se em terroristas. Daí que, loucos, tarados, Cinco ou seis revoltados, C'oas mais bárbaras intenções, Se infiltram por terra dentro, P'ró sul, p'ró norte e P'ró centro, Fazendo tremer nações! Porque tomam tal medida, Um desprezo pela vida, Hoje, com tamanha lista. Penso verdadeiramente, Quem tiver vida decente Não se torna um terrorista1S Isto de viver sem nada, Com fome, boca calada, Traz muitas feras no peito. Quando os humores se revoltam, Então as feras se soltam, Procurando um outro jeito! Qualquer guerra, hoje em dia, Tem sempre uma fatia De interesses pessoais. Muitas vezes devaneios De quem tem os cofres cheios E ainda pretende mais! Cada guerra tem um fim, Um lucro que, cá p¹ra mim Vem de sangue misturado. Por orgulho, por vingança, Auxílio ou uma aliança, Ou um terreno invejado! Quando uma guerra ocorre, Quem a faz não é que morre, O pobre é que vai p¹rá frente E que recebe as metralhas. Se morre, entre medalhas, Dão-lhe um posto de tenente. Nunca as guerras são iguais! Por vezes, entre rivais, Algumas, como defesa. Políticas, religiosas, A força, gananciosas, Algumas, uma tristeza! Muitas feitas com orgulho, Entre um constante barulho, Para a soberba encobrir. Outras, feitas pela ira, Através duma mentira, Descobertas no porvir! Muitas destas guerras juntas (E confesso que são muitas!) Quase sempre são formadas Através d¹ alguém que encerra Querer fazer paz na Terra. Com as guerras declaradas! Uma paz sendo forçada Não pode servir de nada Nem suaviza a dor. A paz, na realidade Tem que trazer a verdade, Humanidade e amor! As guerrasS quem as preferem? São dois governos que as querem, Ou talvez uns dois mandões. Porque estão capacitados Que vão estar bem guardados, Das bombas e dos canhões! Afinal, ao fim ao cabo Pintei p¹ráqui o diabo E nunca disse o que queria. Rodei, fartei de falar, Sem nunca aqui vos contar Aquilo que pretendia. Não fujo mais à questão, Agora é: pão, pão, Queijo, queijo e mais não minto. Não vou fazer mais rodeios, Nem quero usar outros meios. Para exprimir o que sinto! A resposta que foi dada Não foi muito apreciada Mas, responde num segundo À pergunta que se faz: - Quem é que impede a paz Tão necessária no mundo! À pergunta que se encerra No, (quem é que quer a guerra?) Todos sabem, pelo visto. São os reis dos armamentos, Do petróleo e mais inventos Que venham lucrar com isto!... P'ra quem gosta e quem não gosta, É esta a minha resposta!... |
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