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A meu modo de ver!... Defender a Pátria amada, Sim!... Quando ela é atacada!... A Pátria que tanto queremos, Que amamos até morrer E até lhe damos a vida, É a terra onde nascemos, Berço que nos vi nascer A nossa terra querida! É qualquer localidade, Uma freguesia rural, Onde nascemos por sorte. Província, vila ou cidade, A nossa terra natal Que amamos até à morte!... Às vezes a terra-mãe, Sendo uma mãe indigente, Com a pobreza que encerra, Quer nos dar o pão, não tem, E nós partimos em frente Buscar o pão noutra terra! Noutra pátria se radica, Da mãe-pátria se afasta, Seguindo outro caminho. A tal pátria se dedica, Apesar de ser madrasta Dá-lhe todo o seu carinho! Dá seu suor, seu saber, Tudo que pode na vida, A esta terra sonhada. Até a vai defender, Se a pátria for ofendida, (Isto é, for atacada!) Sou contra todas as guerras, Revoltas sequestrações, Este terrorismo imundo Que anda por estas terras, Deixando estas nações Num nervosismo profundo! Confesso, é deprimente Uma guerra, quanto a mim Só os governos envolve. Combate-se ferozmente E quando se chega ao fim Só mortes, nada resolve! Na guerra, sempre acontece, A luta ser sempre igual Quer de um ou outro lado Matar quem não se conhece Nem nunca fez algum mal Num acto feroz, errado. E os que a guerra armaram, Não andam p¹raí á solta, Numa trincheira precária. Bem seguros se quedaram, Com muitos guardas à volta, Sentados à secretária! Não compreende o destino; Quem mata, em qualquer nação, Mesmo, às vezes em defesa, Responde como assassino, Preso, sem ter mais perdão. Por praticar tal vileza. Mas, confesso o meu pecado, Quando tropa vai lutar, Seja em qual for a campanha. O mesmo homem, mas soldado, Quanto mais gente matar, Mais medalhas ele apanha!?... Ninguém lhe chama assassino, Por ter morto tanta gente. E quando volta é içada A bandeira e toca o hino, Como um herói competente Em frente duma parada! Não dá p¹ra compreender, Se este homem destrói, Mata e chacina em massa, Como é que podem ver Neste homem um herói, Curvar-nos quando ele passa?!... Mas este mesmo senhor, Depois de já ter passado À sua vida normal, Ainda cheio de rancor De muito já ter lutado Pratica um acto mortal. Precisa seja lembrado Ao dar ao homem o castigo Há sempre que recordar Que este homem foi treinado P¹ra matar o inimigo Antes de ele o matar! Pois, com desgosto profundo Sabemos que é assim, O mundo é um desafio Desde o princípio do mundo Já do tempo de Caim Matam-se a sangue frio! Matam-se p¹raí em barda, Em qualquer sangrenta guerra, Muitas vezes bem à toa. E o perdão, dá-lhes a farda, (Perdão dos homens da Terra) Porque Deus não lhes perdoa!... Irá chegar o momento De tudo que a gente faz, Ser por Deus então julgado, Que envolve o mandamento Que lá diz:< Não matarás, Na Bíblia escarrapachado. A ideia duma guerra, Nem com desculpas a rodo Se eu defendo esta grei. É de todos esta Terra, A Pátria é o mundo todo, E Deus é somente o Rei. Outros reis e presidentes, São Neros ou Salomãos, Que de maneira ferrenha Governam as suas gentes, Uns ateus, outros cristãos, Até que Cristo cá venha. Desde o princípio do mundo, Governos, autoridades, Vêm desde o tempo antigo, Dum modo tão nauseabundo Fazendo as barbaridades. (Recebe o povo o castigo!) Antes sucediam guerras, Por todas estas nações, Tal como hoje, podem crer! Para conquista de terras, Diferentes religiões, Ou possuir o poder! Hoje, a conquista astronómica É como uma guerra fria, Da tal guerra das estrelas. O medo da bomba atómica Hoje em dia é que lhes guia E lhes acusa as mazelas! Ponham fim a estas guerras, Venha a paz que se deseja, Parem co¹a carnificina. Em qualquer parte da Terra Nenhuma guerra mais seja Por óleo ou por gasolina! Que todas estas nações, E povos, cristãos, ateus, De todos credos diferentes, Lembrem qu¹as religiões Todas têm o mesmo Deus, Sejam crentes ou não crentes! Que qualquer religião tome Atenção, porque nos Céus Só há um Omnipotente. Cada religião, seu nome, Mas é sempre o mesmo Deus, Porque Deus, é um somente! Pedreiros livres, ateus, Todos têm pelo visto Algo com que se agarrar. Só que não lhe chamam Deus, Nem Pai Eterno, nem Cristo. É um Deus, sem nome dar!... Mas eu fugiu ao preciso, Porque eu queria falar Que este mundo actual Pode ser um paraíso Se o tal verbo amar For para todos igual!... Se todos derem as mãos, Sem ganância e sem rancor, Um Deus para toda a mente. Vivendo como irmãos, Cheios de graça e amor, Sentindo o qu¹o irmão sente. Eu sinto esta dor vincada, Mas eu só, não faço nada!... |
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