Portuguese Times Zé da Chica - Gazetilha




A meu modo de ver!...
Defender a Pátria amada, Sim!... Quando ela é atacada!...

A Pátria que tanto queremos,
Que amamos até morrer
E até lhe damos a vida,
É a terra onde nascemos,
Berço que nos vi nascer
A nossa terra querida!

É qualquer localidade,
Uma freguesia rural,
Onde nascemos por sorte.
Província, vila ou cidade,
A nossa terra natal
Que amamos até à morte!...

Às vezes a terra-mãe,
Sendo uma mãe indigente,
Com a pobreza que encerra,
Quer nos dar o pão, não tem,
E nós partimos em frente
Buscar o pão noutra terra!

Noutra pátria se radica,
Da mãe-pátria se afasta,
Seguindo outro caminho.
A tal pátria se dedica,
Apesar de ser madrasta
Dá-lhe todo o seu carinho!

Dá seu suor, seu saber,
Tudo que pode na vida,
A esta terra sonhada.
Até a vai defender,
Se a pátria for ofendida,
(Isto é, for atacada!)

Sou contra todas as guerras,
Revoltas sequestrações,
Este terrorismo imundo
Que anda por estas terras,
Deixando estas nações
Num nervosismo profundo!

Confesso, é deprimente
Uma guerra, quanto a mim
Só os governos envolve.
Combate-se ferozmente
E quando se chega ao fim
Só mortes, nada resolve!

Na guerra, sempre acontece,
A luta ser sempre igual
Quer de um ou outro lado
Matar quem não se conhece
Nem nunca  fez algum mal
Num acto feroz, errado.

E os que a guerra armaram,
Não andam p¹raí á solta,
Numa trincheira precária.
Bem seguros se quedaram,
Com muitos guardas à volta,
Sentados à secretária!

Não compreende o destino;
Quem mata, em qualquer nação,
Mesmo, às vezes em defesa,
Responde como assassino,
Preso, sem ter mais perdão.
Por praticar tal vileza.

Mas, confesso o meu pecado,
Quando tropa vai lutar,
Seja em qual for a campanha.
O mesmo homem, mas soldado,
Quanto mais gente matar,
Mais medalhas ele apanha!?...

Ninguém lhe chama assassino,
Por ter morto tanta gente.
E quando volta é içada
A bandeira e toca o hino,
Como um herói competente
Em frente duma parada!

Não dá p¹ra compreender,
Se este homem destrói,
Mata e chacina em massa,
Como é que podem ver
Neste homem um herói,
Curvar-nos quando ele passa?!...

Mas este mesmo senhor,
Depois de já ter passado
À sua vida normal,
Ainda cheio de rancor
De muito já ter lutado
Pratica um acto mortal.

Precisa seja lembrado
Ao dar ao homem o castigo
Há sempre que recordar
Que este homem foi treinado
P¹ra matar o inimigo
Antes de ele o matar!

Pois, com desgosto profundo
Sabemos que é assim,
O mundo é um desafio
Desde o princípio do mundo
Já do tempo de Caim
Matam-se a sangue frio!

Matam-se p¹raí em barda,
Em qualquer sangrenta guerra,
Muitas vezes bem à toa.
E o perdão, dá-lhes a farda,
(Perdão dos homens da Terra)
Porque Deus não lhes perdoa!...

Irá chegar o momento
De tudo que a gente faz,
Ser por Deus então julgado,
Que envolve o mandamento
Que lá diz:< Não matarás,
Na Bíblia escarrapachado.

A ideia duma guerra,
Nem com desculpas a rodo
Se eu defendo esta grei.
É de todos esta Terra,
A Pátria é o mundo todo,
E Deus é somente o Rei.

Outros reis e presidentes,
São Neros ou Salomãos,
Que de maneira ferrenha
Governam as suas gentes,
Uns ateus, outros cristãos,
Até que Cristo cá venha.

Desde o princípio do mundo,
Governos, autoridades,
Vêm desde o tempo antigo,
Dum modo tão nauseabundo
Fazendo as barbaridades.
(Recebe o povo o castigo!)

Antes sucediam guerras,
Por todas estas nações,
Tal como hoje, podem crer!
Para conquista de terras,
Diferentes religiões,
Ou possuir o poder!

Hoje, a conquista astronómica
É como uma guerra fria,
Da tal guerra das estrelas.
O medo da bomba atómica
Hoje em dia é que lhes guia
E lhes acusa as mazelas!

Ponham fim a estas guerras,
Venha a paz que se deseja,
Parem co¹a carnificina.
Em qualquer parte da Terra
Nenhuma guerra mais seja
Por óleo ou por gasolina!

Que todas estas nações,
E povos, cristãos, ateus,
De todos credos diferentes,
Lembrem qu¹as religiões
Todas têm o mesmo Deus,
Sejam crentes ou não crentes!

Que qualquer religião tome
Atenção, porque nos Céus
Só há um Omnipotente.
Cada religião, seu nome,
Mas é sempre o mesmo Deus,
Porque Deus, é um somente!

Pedreiros livres, ateus,
Todos têm pelo visto
Algo com que se agarrar.
Só que não lhe chamam Deus,
Nem  Pai Eterno, nem Cristo.
É um Deus, sem nome dar!...

Mas eu fugiu ao preciso,
Porque eu queria falar
Que este mundo actual
Pode ser um paraíso
Se o tal verbo amar
For para todos igual!...

Se todos derem as mãos,
Sem ganância e sem rancor,
Um Deus para toda a mente.
Vivendo como irmãos,
Cheios de graça e amor,
Sentindo o qu¹o irmão sente.

Eu sinto esta dor vincada,
Mas eu só, não faço nada!...







      
      


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