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4 pecados mortais!... O cinismo, a hipocrisia, O velhaco e a cobardia!... Quatro pecados mortais, Sem um pingo de civismo, Que não sendo bem iguais Se deduzem em egoísmo. Cinismo e hipocrisia São dois parentes chegados. O velhaco e a cobardia, São outros, bem igualados. O cinismo é um punhal Na mão de alguns influentes. Um veneno tão mortal Nuns rostos tão sorridentes! Traz sempre a saliência Tentando muito através Da sua conveniência O medo de algum revés. O hipócrita, tal e qual, Todo o bem que outro faz Transforma este bem em mal Por ser nulo e incapaz. Um exímio fingidor Com paleio que nos seduz, Bazofeiro, impostor, Que só maldades produz. Os cobardes são em barda, Medrosos, feras sangrentas Que atacam à retaguarda De maneiras violentas. Tímidos e traiçoeiros, Perversos de fina arte. Atacam os seus parceiros E põem-se bem de parte. O velhaco é um traidor Que finge com certo cunho Encher o mundo de amor, Sempre de pistola em punho! Burlão e trampolineiro, Patife, muito manhoso, Bem vivo, muito matreiro, Um exímio mentiroso! Posso dizer, sem receio, Há tantos senhores bonitos, Deixando este mundo cheio Dos nomes aqui escritos. O cinismo, eterna manha, Principalmente usado Pelo político em campanha Como o seu escudo armado! Espalhado de maneira Como fosse coisa boa, Ele é a máscara, a viseira Que modifica a pessoa. Por não ter preparação, O hipócrita certamente Finge-se um sabichão, Amesquinha toda a gente! Armando as falcatruas Em tudo metendo o rabo, Anda aí por estas ruas Ao serviço do diabo. O velhaco é uma fera Muito viva, paciente, Que espreita sempre a espera Por um descuido inocente. São pessoas bem dispostas, Muito doces no falar. Mas, que atacam pelas costas Sem nada manifestar! O cobarde é um tafulho, Que grita e nada faz. Deita todos no barulho E foge bem lá p¹ra traz. Mas, faz-se ele logo gente Quando algo deu resultado. Corre de traz para a frente, Faz-se herói ali ao lado. Diferentes na sociedade, Os quatro armam quezília, Todos pensam na maldade, São todos uma família! Com carinhas de enterro, Meiguinhos sempre ao negar, Mas sempre metendo um ferro No peito de quem cramar! Presidentes, Senadores, Entre esta gente de caco Há sempre alguém meus senhores, Sendo hipócrita ou velhaco. Na fábrica, na oficina, No comércio por inteiro Há sempre gente maligna, Um velhaco alcoviteiro. PS Da hipocrisia ao cinismo, Do velhaco ao cobardão, Não é mais que um egoísmo Que vem do tempo de Adão. Continua o mundo assim, Cheio de velhacarias, Desde o tempo de Caim E chegou aos nossos dias!... Só que a desculpa é melhor; Erro do computador!... |
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