Portuguese Times Zé da Chica - Gazetilha



O terrorismo
É uma quinta coluna
Que não há ninguém que a puna!...

C¹oas guerras que vão fazendo,
Truques muito bem pensados,
Tudo se vai aprendendo,
Sendo os truques bem gravados.

Foi na guerra mundial,
Que Hitler e sua comuna,
Tinha exército universal,
Chamado Quinta Coluna.

No mundo distribuídos,
O turista, o engenheiro,
Entre os povos distraídos,
Armados no mundo inteiro!

Himmler, chefe da Gestapo,
Gobbles, Goring,  o ministro
Julgavam estar no papo,
Mas acabou em sinistro.

Mas vamos aos terroristas,
Este ³gang² nauseabundo,
Qu¹anda bem a dar nas vistas,
Espalhados pelo mundo.

O mundo anda assombrado
Envolto em grande bruxedo.
De tão medroso, assustado,
Chega a ter medo do medo!

Amedrontar é a moda,
Hoje, só quando se persegue,
Ou se pressiona a roda,
É que algo se consegue.

Um exército disfarçado,
Sem voz mas, com fé ferina,
Que parece desarmado.
Usando armas em surdina!

E não há a quem se puna,
Está no mundo formada
A tal Quinta Coluna
Pela Gestapo inventada.

Por onde andam, não sei!...
E é isto que faz pensar
Que não há força nem lei
Capaz de poder travar!

Não são muitos, são bem poucos,
Mas, espalham o terror
Como fanáticos e loucos,
Sem sentir qualquer pavor.

Cobardes e sem juízo,
Matam-se a gargalhar,
Pensando no Paraíso
Que lá irão encontrar!

O certo é que o terror,
Depois, no seu conteúdo,
Faz-nos andar num horror,
A termos medo de tudo!

Medo que nos amofina,
Aonde quer que se esteja,
No carro, a pôr gasolina,
Como estar dentro da igreja.

Andamos sempre em tensão,
Desconfiados, em brasa,
Quer dentro dum avião,
Ou mesmo dentro de casa!

Mesmo até num restaurante,
Passeando num jardim,
É um viver excitante,
Esperando algo ruim!

Até nos supermercados,
Mesmo em qualquer transporte,
Andamos desconfiados,
Como quem fugindo à morte!

Vão sendo alguns apanhados,
Mas ainda são bem poucos,
Uns, de cérebros lavados
E outros, uns vermes loucos!

Agora, a Inglaterra,
É que foi sacrificada.
Aonde tanto inocente
Morreu, sem culpa de nada.

Estes cobardes, dementes,
Com toda a sua vileza,
Só atacam inocentes
Que não têm qualquer defesa!

Porque os terroristas são,
Como nós já bem sabemos!
Sem pátria e religião
E a moral, é a que vemos!...

Se o mundo está interessado
A pôr fim nesta contenda,
Combatam por todo o lado,
Cada nação se defenda.

Se não tiverem,  fiel,
A nação acolhedora,
Um  Al-Qaeda sem quartel,
Os cérebros são postos fora!

Presos estes indigentes
Para serem castigados,
Junto com estes dementes
Que os trazem bafejados.

Quando se deitar a mão,
Dêem bem a recompensa,
Que a espada de Salomão
Seja dura na sentença!

Que o castigo seja forte
E a eles não sejam dados
Qualquer sentença de morte,
Mas sim trabalhos forçados!...

Dar a morte é muito leve
Para tão grandes pecados,
Por isso, a justiça deve
Dar-lhes castigos pesados.


PS
Pedir para castigar,
Não devo, mas pelo visto,
Ao verdugo perdoar...
Creio que foi somente Cristo!

Pois foi somente Jesus
Que sofreu, sendo inocente
E teve a morte de cruz
Morrendo por toda a gente.

Somente o que não come,
Que de fome não resista,
Sentindo o horror da fome,
Vai-se tornar terrorista!

Eu alvitro novamente
Que a coisa se tornou séria.
Dêem pão a esta gente
A viver numa miséria.

Esta gente também come
E o seu sofrer é profundo.
Lembrem, o horror da fome
Faz dum santo um vagabundo!

Não quero fazer alarde,
Mas, se algum de nós abusa
E só vai comer mais tarde,
Logo o estômago acusa!...

Por isso, há que pensar,
Saciando a fome aos poucos,
Terroristas, vão ficar
Somente os que forem loucos!...

Mas estes pobres, coitados,
Têm isto como vício.
E só podem ser curados
Internados num hospício!...

Dizem que o hospício agora
Não é lá dentro, é cá fora!...






      
      


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