"Aqui não mamas nada"
o novo sucesso de Marc Dennis

Depois dos sucessos "Daddy", "Superman", "Verde e Vermelho", "Lá vai o
Varela" e outros, Marc Dennis, um dos mais populares artistas portugueses
nos EUA e Canadá, acaba de criar um outro sucesso com o título "Aqui não
mamas nada", com letra de sua autoria e música baseada no sucesso italiano
"L'italiano".
Gravado nos estúdios Digital Wave, de Fall River, tendo por colaboradores
Rob Leonardo na bateria e percussão e misturas e ainda Milton Frizado, nos
arranjos, o disco contém 9 temas, todos de autoria de Marc Dennis, a saber:
"Aqui não mamas nada", "Não quero só fazer amor", "O teu anel de casamento",
"Quando eu morrer", "Hully Gully Português", "I want to thank you", "Eu vou
sobreviver", "Se tu me amasses" e "Aqui não mandas nada" (versão do
primeiro).

Em entrevista concedida ao PT a semana passada, Marc Dennis, que resolveu
reformar-se da sua profissão de professor dedicando-se agora a tempo inteiro
à música, afirmou que o disco tem sido realmente um grande sucesso, tanto
nos EUA como no Canadá, onde tem actuado mais assiduamente nos últimos
tempos.

"Numa só semana vendi 2 mil peças e desde que o disco foi lançado já vendi 4
mil discos e agora acabo de receber nova remessa com mais dois mil
exemplares, o que denota que as pessoas gostaram deste tema, que, diga-se,
pode vir a ser o meu disco mais vendido de toda a minha carreira, se bem que
ainda não tenha ultrapassado o sucesso do Varela", começou por nos dizer
Marc Dennis, confidenciando que o tema pode ser uma "febre", que dá forte
para mas passa, contrariamente a outros que são obrigatórios no seu
repertório de actuações.

"Decidi gravar uma outra versão deste tema para as rádios, que é "Aqui não
mandas nada", mas constanto que estas rodam o original", salienta ainda Marc
Dennis, que tem sido muito solicitado para espectáculos, tanto na Nova
Inglaterra como ainda no vizinho Canadá.
"Vou cantar em Agosto próximo ao Canadá, onde tenho actuado frequentemente
durante os últimos anos e dias depois estarei na ilha de São Miguel, para
actuar nas festas dos Fenais da Ajuda e em São Vicente Ferreira e
possivelmente noutros locais", diz-nos Marc Dennis, adiantando que desta vez
actua apenas com playback instrumental. "Claro que prefiro actuar
acompanhado por um conjunto, só que por vezes não há possibilidades
financeiras de quem me contrata e então faço o show sozinho, mas em grandes
espectáculos levo sempre banda, como é caso de Rabo de Peixe, onde aquela
boa gente me acarinha de uma forma espectacular e prefere investir um pouco
mais para ter um palco cheio", esclarece Marc Dennis.
Os espectáculos do homem natural de Povoation Village, St. Michael Island
são sempre repletos de vida, emoção, muita alegria e uma empolgância
recíproca, que tanto parte do palco como do público. "Gosto de ver toda a
gente a cantar, a dançar e enfim a ser parte integrante do meu espectáculo,
porque é assim que eu concebo um espectáculo, em que o público entra nele e
eu saio do palco e canto junto deles, sempre que possível, com um repertório
baseado praticamente nos temas dos meus onze álbuns já gravados, alguns dos
quais há muitos anos, como é o caso de Superman, Daddy, Quem é que eu sou,
Verde e Vermelho, Promises, Saudade de Você, O meu coração, Adeus S. Miguel
e outros", afirma.
A popularidade de Marc Dennis começou a ganhar dimensão tanto nas
comunidades, sobretudo nos EUA (Nova Inglaterra, New Jersey, Califórnia) e
Canadá (Toronto, Winnipeg, Montreal, Mississauga, Hamilton, Brampton, Laval,
onde já actuou) como ainda na terra de origem, onde nos últimos cinco anos
actuou quatro vezes.
"Já não me lembro as vezes em que actuei nos Açores, mas posso no entanto
recordar os primeiros dois espectáculos na ilha de S. Miguel, em especial o
segundo, em 1977, em que em poucas horas esgotámos a lotação do Teatro
Micaelense e em que curiosamente me pediram para cantar só em inglês e me
proibiram de cantar em português, numa época algo conturbada a nível social
e político. Foi um espectáculo verdadeiramente empolgante e onde deixámos as
nossas marcas, tanto eu como os Atlantis", recorda Marc Dennis, que ainda
hoje canta com o mesmo entusiasmo que em 1975, quando surgiu para o mundo
artístico com o seu conjunto Baby Blue, tendo pouco depois mudado o nome
para Atlantis, por sugestão de colegas da escola. "Recordo que o nosso
primeiro álbum em inglês incluia os temas Going for a walk, Daddy, Superman
e muitos outros e dedicávamo-nos mais a tocar outros géneros musicais, como
o rock, o que era próprio da juventude e agora que estou um pouco mais
maduro e com experiência da vida, estou a voltar às minhas raízes, a cantar
em português... são as diferentes fases da vida por que uma pessoa passa",
esclarece Manuel Mota, nome de baptismo.

Sobre o actual momento da falta de conjuntos musicais, Marc Dennis é de
opinião de que grande parte da "culpa" é dos Dj's, que fazem bem um trabalho
de casamento ou festas de noivado, com preço mais barato e com um repertório
musical mais variado e actual. "Penso que os DJ's são a principal razão para
que alguns conjuntos deixassem de actuar mais frequentemente, os quais
também não se defenderam devidamente em termos de versatilidade musical, ou
seja, poderiam ter-se preparado para outro tipo de espectáculo em que não é
muito aconselhável o uso de um DJ e quem não toca muito frequentemente, pelo
menos para pagar algumas despesas, acaba de desanimar e desistir e penso que
essa foi a razão principal para se constate hoje a falta de conjuntos
musicais", sublinha.
Para além de actuar com regularidade para as comunidades portuguesas dos EUA
e Canadá, Marc Dennis dedica ultimamente o seu tempo a produzir novos
valores luso-descendentes. "Neste momento estou a trabalhar com uma jovem
natural da ilha de S. Miguel e que reside há alguns anos nesta área.
Trata-se da Ana Lisa, uma jovem dotada de uma excelente voz, que impressiona
e que, se for bem orientada, pode conseguir uma excelente carreira artística
na nossa comunidade", afirma, adiantando ser muito importante saber orientar
jovens valores artísticos. "Quero apenas ajudar e ser útil com os meus
conhecimentos e já que estou a falar em orientar e ajudar aqueles que
começam a dar os primeiros passos para a música, o conselho que lhes dou é
que variem de compositores, não usem sempre o mesmo num disco, para não
cantarem tudo igual, da mesma forma e do mesmo estilo, na certeza de que na
variedade está a riqueza artística", explica Marc Dennis, que termina
dizendo: "Tenho o mesmo entusiasmo de há alguns anos atrás e enquanto eu
levar isto como forma de entretenimento e não como um trabalho que tenho de
fazer é sinal de que estou aqui para durar durante mais tempo, pelo menos
enquanto me quiserem ouvir e ver", conclui.


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