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A vida e a morte!... Quadra do poeta e escritor Urbano Mendonça Dias: Quem não tem filhos no mundo, Não chore por nunca os ter, O desgosto mais profundo É ter e depois perder!... A Vida... A vida, este primor, Que por vezes acontece Formar-se, se algo esquece No acto se consumando. Outras vezes por amor, Com festas e alegrias, Se vêem contando os dias Nos nove meses passando! Quando nasce indesejado, Trazendo o desconforto E não fizeram o aborto, Decerto, logo ao nascer, O bebé é rejeitado, Entregue a uma pessoa Que lhe adora, abençoa, Por filhos não poder ter! Mas se é feito por amor, Com cuidado e muito tino, Como manda o figurino, Durante a gravidez, Cumprindo tudo a rigor, Este bebé na verdade Será a felicidade Do casal que o fez!... Esta criança nascida Tratada como um anjinho Com tanto amor e carinho, Enquanto à mercê dos pais. Depois, seguem sua vida, Conforme o entendimento, Companhias e o momento De quererem ser iguais! Seguem uns o bom caminho, Outros, o caminho errado Do crime e do pecado, Outros não querem mais nada, Só droga, tabaco e vinho, O roubo, a prostituição, Tendo como oração Uma maldade estudada! Mas, isto é a minoria, O resto da mocidade Enchem de felicidade Pais e mães em todo o mundo. Até que lhes chega o dia Em que a malvada doença Lhes vem cortar a sentença Com um desgosto profundo! A doença não perdoa, Velho, novo, rico ou pobre, Não há nada que a dobre Quando ela quer dizimar. Seja qual for a pessoa, Muito fraca, muito forte, Se a doença for de morte. Ela tem mesmo de andar!... Mas quem quer que perca a vida, Por doença ou acidente, Ou um descuido somente, Vivendo cabeça tonta Entre droga e a bebida, Sempre a fugir do seu norte. Aí se entrega à morte, Por de si não tomar conta! A morte vamos culpando, Quando um defunto se chora Sem recordar muito embora Que a pessoa se entrega. Silenciosa, espreitando, Ela a ninguém ilude. Quem não cuidou da saúde, Aí é que a morte chega!... Dizem que a morte é malvada Que anda de rua em rua, Ossuda, de foice nua, Transformada em acidente, Pelos cantos disfarçada Em tabaco ou cocaína, Pólvora, arma assassina, Em vinhos e aguardente! Mas há casos analíticos, Que podem culpar os pais, Por álcool e coisas mais Como sejam elementos Drogados ou sifilíticos. Casos que são de certeza Genéricos, da natureza, Trazidos no nascimento! Mas hoje estou escrevendo Sem saber a quem culpar O que eu tive de passar, Como uma terrível vaza. Alguém que vinha morrendo E aos poucos se passava, Coisa que eu nunca pensava Ver passar por minha casa! Quando a pessoa falece Pensamos nós, certamente Que nunca acontece à gente, É sempre ao nosso vizinho. Mas quando a coisa acontece, Aí se embarga a voz Porque acontece a nós Seguir o mesmo caminho. Aí bradamos aos Céus, Aceitando a muito custo, Um Deus assim tão justo, Tão verdadeiro e igual. Religiosos, ateus Todos têm a mesma sorte Na mão de Deus, após morte E no juízo final. PS Desculpem minha tristeza, Não consigo ser igual Ao escrito habitual, Trazendo um pouco de humor. Compreendem, com certeza, Mesmo de maneira calma O que me vai dentro d¹alma, O sentir da minha dor!... Ideia minha, não é Distribuir minha dor, Há tanta gente, Senhor Que sofre boca calada, E em Deus cheios de fé, Que tiveram a mesma sorte, Terem por casa uma morte, Por vezes, não esperada!... Pois, a vida continua, Ninguém pode adivinhar O que se irá passar, Quem irá abrir as portas. É minha vez ou a tua, Pode ser de qualquer jeito, Deus sempre escreve direito, Por vezes por linhas tortas!... Lembro a Deus que sou devoto E que eu não sou canhoto!... |
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