Portuguese Times Eurico Mendes - EXPRESSAMENDES

 

José "Telhado" Sócrates

Dois meses depois de ter entrado em funções, o Governo de José Sócrates
concluiu que Portugal é um país pobre a viver como rico, está em falência e,
se os portugueses não resolverem o problema, ainda vão ter que devolver o
país aos espanhóis.
Que se passou? Bem, os políticos democratas pós 25 de Abril são tão
apreciadores de bons salários e outras mordomias como os seus predecessores
fascistas, estadonovistas e salazarentos.
Assumindo-se imprescindível para funcionamento do país, a classe política
tem vindo a atribuir a si própria privilégios como reformas vitalícias após
12 anos no exercício das funções e atingidos 55 anos de idade e há
ex-políticos que acumulam duas e três reformas.
Na altura em que Sócrates deu conta da situação, veio a público o caso do
ex-ministro das Finanças, Campos e Cunha, que recebe uma pensão de 15 mil
euros por mês apenas pelos seis anos em que foi vice-presidente do Banco de
Portugal e que na altura acumulava com o vencimento de ministro.
Não me preocupa o sr. Campos e Cunha ter uma pensão de 15 mil euros, o que
me preocupa é os seus compatriotas não terem.
O caso deste e outros antigos governantes é imoral porque há no país
milhares de reformados a viverem com pensões de 200 euros por mês e já se
sabe como é, não comem todos, não há moralidade.
Políticos, mangas de alpaca e fardas têm vindo a reivindicar aumentos
salariais, subsídios e outros benefícios que absorvem grande parte dos
dinheiros públicos, mas o José "Telhado" Sócrates roeu-lhes a corda.
Digo José "Telhado" Sócrates porque a decisão do actual governo, de tentar
acabar com "alguns privilégios injustificados", é própria do José do
Telhado, o Robin dos Bosques português, que roubava aos ricos para dar aos
pobres.
José do Telhado foi bandoleiro, mas é um dos meus heróis e cresci ouvindo o
meu avô Pedro contar as estórias que o avô dele contara.
José Teixeira de baptismo, chamaram-lhe do Telhado porque teve no lugar da
Lixa a primeira casa que não era de colmo. Foi lanceiro da rainha durante as
lutas liberais e depois capador, mas acabou salteador de negociantes e
proprietários com fama de ricos.
O povo fez dele herói, dizia-se que roubava aos ricos e dava aos pobres e, a
propósito dessa crença, o meu avô contou-me um dia a seguinte anedota que se
aplica ao momento que a classe política portuguesa está a viver.
Um mendigo caminhava por um trilho e José do Telhado saiu-lhe ao caminho
apontando o arcabuz e exclamou:
"Eu sou o Zé do Telhado, roubo aos ricos para dar aos pobres!"
"Eu sou um pobre pedinte que nada tem", suplicou o mendigo.
"Verdade? Então fica com estes cem mil réis que acabo de roubar a um
ricaço", exclamou José do Telhado entregando um saco de moedas ao pedinte.

O pobre nem quis acreditar e gritou alegremente:
"Cem mil réis? Estou rico, estou rico!" "Estás rico?!" estranhou José do
Telhado apontando de novo o arcabuz. "Nesse caso passa para cá o dinheiro,
eu sou o Zé do Telhado, roubo aos ricos e dou aos pobres."

É um pouco o que está a acontecer aos políticos em Portugal, o governo
enriqueceu-os e agora, segundo eles próprios dizem, quer roubá-los.


Eduardo Moniz veio a Fall River
José Eduardo Moniz, director-geral da TVI, aproveitou uns dias de férias
para vir aos EUA rever a mãe, a irmã e outros familiares residentes em Fall
River. Trouxe os dois filhos mais novos, que já tinham saudades da avó (e a
avó deles) e partiu sábado de manhã de Boston para Newark, onde embarcou na
TAP de regresso a Lisboa.
Refira-se que José Eduardo vem com frequência a Fall River, matar saudades
das sopas maternas que o criaram e esquecer o stress das audiências.
Desta vez talvez nem tenha lido as notícias do ³Expresso² sobre a sua
possível saída da TVI, que José Eduardo conseguiu colocar nos ³tops² das
audiências.
Acrescente-se que a saída está associada à compra da estação pelos espanhóis
da Prisa, empresa mediática que edita o influente diário "El País" e outros
meios em Espanha, França, América do Sul e EUA.
Em Portugal, além da TVI, em Portugal, a Prisa passará a controlar a Rádio
Comercial, Cidade FM e as revistas "Lux" e "Maximen", entre outros meios.
A partida de Moniz da TVI poderá acarretar também a da mulher, Manuela Moura
Guedes, principal "pivot" da estação, mas isso não significa que fiquem no
desemprego.
Consta que Moniz poderá ir colaborar com Joaquim Oliveira, com quem mantém
excelentes relações.
Oliveira assumiu recentemente o controlo do grupo do "Diário de Notícias" e
tem também interesses televisivos, nomeadamente na Sports TV.
Mas nesta altura não está em causa o futuro profissional do rebento mais
novo do vizinho Moniz da Rua João do Rego de Baixo, em Ponta Delgada, mas
sim o seu estado de saúde.
Alguém avistou Eduardo Moniz, pareceu-lhe escanzelado (em verdade nunca foi
gordo) e tanto bastou para se espalhar que estaria doente e veio aos EUA
procurar cura.
Esta informação chegou ao PT, mas um telefonema para a mãe esclareceu tudo.
José Eduardo Moniz está vivo, está bem e está em Carnide.
Mas não há dúvida que Clara Ferreira  Alves tem razão: se os portugueses
lessem tanto como mentem, éramos o povo mais culto.

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ESTRANHO, mas os EUA, o país com as polícias e exércitos mais poderosos do
mundo, ainda não conseguiu deitar a mão a bin Laden, um doente obrigado a
fazer diálise diária numa gruta das montanhas do Afeganistão. Mas a última
ameaça do líder da Al Qaeda pode ser-lhe fatal: bin Laden ameaçou enviar
cocaína envenenada para os EUA e dar cabo dos consumidores e já tem mais de
35 milhões de americanos a ver se lhe deitam a mão.

QUANDO da entrada das tropas americanas em Bagdade, a televisão mostrou
iraquianos agredindo imagens de Saddam Hussein com sapatos. Ficou-se então a
saber que os sapatos são símbolo de sujeito no mundo árabe e por isso, ao
entrar em casa ou numa mesquita, as pessoas descalçam-se sempre. Os
portugueses no Canadá também tiram os sapatos ao entrar em casa, será que os
árabes aprenderam com eles?

EM 9 de Outubro de 1992, os gémeos James e John Daly, 55 anos, ganharam $11
milhões na lotaria Mass Million e o prémio garante-lhes um cheque anual de
$415.451 durante 20 anos. Decidiram deixar o emprego de carpinteiros do
departamento escolar de Brockton, onde trabalhavam há 22 anos e
estabeleceram-se com uma fábrica de instrumentos cirúrgicos em East
Bridgewater, a CNC Wire Cut Inc. Mas decidiram agora voltar ao trabalho no
departamento escolar, que paga $46.000/ano. Dizem os gémeos que, nos tempos
que correm, mesmo com $11 milhões, nunca se sabe o dia de amanhã.

VÃO ao Google e confiram: o político português com mais citações na Net é
Santana Lopes, 240 mil, enquanto Mário Soares tem 180 mil, Cavaco Silva 140
mil e Durão Barroso 120 mil. A informação é do próprio Santana Lopes em
entrevista ao "Expresso" e não sabemos o que admirar mais, se a popularidade
do ex-primeiro ministro e ainda presidente da câmara de Lisboa, se a
pachorra de contar 680 mil referências na internet?

NO concurso "A Aventura do Conhecimento", apresentado por Catarina Furtado e
cujo último programa passou domingo na RTPi, uma das provas a que foi
sujeito o grupo vencedor, o Alfa, de Leiria, foi localizar na Praça do
Império, em Lisboa, a réplica da pedra de "Diguetóne", conforme disse um dos
participantes, enquanto o autor das inscrições do famoso calhau foi
identificado como "Miguel Corterreal". Já houve tempo em que os alunos do
ensino secundário saberiam escrever correctamente Miguel Corte Real ou
pronunciar Dighton, mas isso já lá vai. Com a moderna invasão dos
castelhanos, o melhor será os meninos portugueses  aprenderem espanhol.

Rolling Stones iniciam turné mundial em Boston
Os Rolling Stones, surgidos há 45 anos e que, embora sejam sexagenários e
avós, continuam uma das bandas de maior sucesso, actuaram domingo e
terça-feira no Fenway Park, em Boston, perante 72 mil pessoas, iniciando uma
digressão que inclui mais 40 shows nos EUA, antes de viajarem para a América
do Sul, Extremo Oriente e Europa, onde visitarão Portugal. Nas duas horas de
show, além de sucessos históricos, os Stones apresentaram novas faixas, como
"Oh No! Not You Again" e "Rough Justice", do álbum "A Bigger Bang", que será
lançado em Setembro. Entre as músicas, o vocalista Mick Jagger desmentiu que
seja a turné de despedida e anunciou que já estão à venda bilhetes para o
próximo show dos Stones em Boston, a 13 de Janeiro de 2006, no Banknorth
Garden. Jagger fez também piadas com o governador da Califórnia, Arnold
Schwarzenegger, presente entre o público. Schwarzenegger concorre à
reeleição em 8 de Novembro, anda a angariar fundos para a campanha e já tem
$23 milhões. "Temos aqui pessoas da Califórnia", disse o cantor,
referindo-se a Schwarzenegger. "Quando chegámos, ele estava à porta do
estádio a vender T-shirts e entradas." Schwarzenegger foi bastante vaiado
pelo público, maioritariamente democrata. Apesar disso, Jagger e companhia
não tocaram a música "Sweet Neo Con", que muita gente interpreta como um
ataque ao governo de George W. Bush. "Você se declara cristão, eu o chamo de
hipócrita / Você se declara patriota, bem, eu penso que está cheio de
merda", diz um trecho da polémica canção.

Weld volta à política
William Weld, o antigo governador de Massachusetts, tenciona voltar à
política activa e concorrer à nomeação como candidato do Partido Republicano
a governador de New York nas próximas eleições, uma vez que o actual
governador, George Patakis, não pretende candidatar-se ao quarto mandato.
Weld foi eleito governador de Massachusetts em 1987, mas resignou em 1994,
quando Bill Clinton o nomeou embaixador no México, mas o republicano senador
Jesse Helms bloqueou a nomeação. Se for eleito em Novembro próximo, Weld
junta-se a Sam Houston, o único governador de dois estados na história dos
EUA: do Tennessee de 1827 a 1829 e do Texas de 1859 a 1861.

Ana Cardoso em New York
Fixe este nome: Ana Cardoso, 27 anos, pintora, filha de uma tradutora e de
um realizador de cinema. No final do curso de belas Artes, ganhou uma bolsa
da Gulbenkian para fazer um mestrado no Hunter College, em New York e tomou
o gosto. Regressou a Portugal para se bronzear no Algarve, mas em Setembro
estará de volta a New York, onde já tem apartamento em Brooklyn e estúdio no
MFA Building, Rua 41, Manhattan. Quando não pinta, visita as galerias do
So-Ho e o Met (abreviatura de Metropolitan Museum para os iniciados). Quem
conta tudo isto é o "Expresso", de Lisboa. Agora só falta que a "Time" e a
"Newsweek" comecem a falar também da Aninhas.

Gilroy-Angra: cidades irmãs
A cidade de Gilroy, na Califórnia, geminou-se com Angra do Heroísmo, ilha
Terceira, Açores. Situada no condado de Santa Clara, vale de San Jose,
Gilroy tem uma antiga comunidade açoriana e o actual mayor, Al Pinheiro, é
um terceirense que vive desde os 12 anos nos EUA. Gilroy é a capital mundial
do alho e promove anualmente o Garlic Festival, que este ano decorreu de 29
a 31 de Julho. Al Pinheiro espera estreitar as relações entre as duas
cidades e podiam começar pela gastronomia. Que tal alcatra alhinho?

"Wine Spectator" e os portugueses
A "Wine Spectator" atribuiu 96 pontos ao vinho Touriga Nacional Douro 2001
da Quinta do Castro, a nota mais alta de sempre atribuída pela revista
norte-americana a um vinho de mesa português. A Quinta do Castro são 70
hectares próximo da Régua, no Douro e com uma produção de 300 mil
garrafas-ano, 70% da qual é exportada para os EUA. O proprietário é o
banqueiro Jorge Roquete, irmão de José Roquete, também banqueiro e também no
negócio dos vinhos com a herdade do Esporão. O mano Jorge foi administrador
do BPI, mas produzir tintos e brancos pode ser mais lucrativo que
administrar bancos. Segundo a "Wine Spectator", cada garrafa de Touriga
Nacional Douro 2001 custa 100 dólares.

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RETICÊNCIAS...

Não posso revelar o nome, mas conheço o proprietário de uma agência
funerária da Califórnia que tem a seguinte matrícula no carro: LAD 2 RST
(Laid to Rest/Descanse em Paz) e a seguinte frase: "Os cangalheiros têm a
última palavra."

Um cardeal foi abordado um dia, na catedral, por um jovem padre muito
excitado: "Eminência, uma mulher diz ter visto uma aparição de Jesus na
capela. Que devo fazer?" O cardeal respondeu: "Mostra-te ocupado."

O orador dirigindo-se à assistência: "Onde devo começar? Onde devo começar?"
Uma voz entre a assistência: "Perto do final!"

- Ferreira Moreno



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