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Dia do Trabalho
Na próxima segunda-feira, 5 de Setembro, é Labor Day, Dia do Trabalho nos
EUA. A celebração teve início em 1822, com uma enorme parada na cidade de
New York organizada pelos Knights of Labor (Cavaleiros do Trabalho). Mas
hoje é mais dia de piqueniques e passeios por ser o último feriado do verão.
O Dia do Trabalho assinalado nos EUA e Canadá na primeira segunda-feira de
Setembro nada tem a ver com o Dia do Trabalho comemorado em todo o mundo a 1
de Maio e que celebra a luta e os sacrifícios dos trabalhadores americanos
para conseguirem a jornada de oito horas de trabalho.
Com a revolução industrial surgiu também a desumanização nos países onde
essa revolução principiou (Inglaterra, França, Alemanha, EUA, Itália,
Bélgica, Holanda e países escandinavos). Os trabalhadores não tinham
quaisquer direitos e eram sujeitos a 15, 16 e 17 horas diárias em fábricas,
minas e oficinas, por salários miseráveis, sendo igualmente explorados
homens, mulheres e crianças.
Na Europa ocidental e nos EUA, os trabalhadores lutavam por uma jornada de
trabalho menos exaustiva, salários mais justos, abolição do trabalho das
crianças e proibição do trabalho de mulheres em tarefas pesadas ou
perigosas, mas foi nos EUA que essa luta foi mais violenta.
Em 1868, o Congresso dos EUA aprovou as oito horas diárias de trabalho e o
presidente Johnson, que sucedeu a Abraão Lincoln depois do assassinato
deste, promulgou a lei. Mas, a administração seguinte, do general Grant,
alterou a lei introduzindo uma cláusula que reduzia drasticamente os
salários e que foi combatida pelos trabalhadores.
Em 1869, fundou-se a Knights of Labor, poderosa central sindical a que
aderiu secretamente a imensa maioria dos trabalhadores organizados. Em 1885,
Knights of Labor contava 700.000 membros e, no dia 1 de Maio de 1886, mais
de 340.000 participaram numa greve nacional pela redução da jornada de
trabalho de 13 para oito horas diárias e quatro ao domingo.
O movimento foi de um modo geral pacífico, excepto em Chicago, que ao tempo
não era apenas o centro da Mafia e do crime organizado, mas também o
principal centro industrial e capital ideológica da América do Norte, onde
fervilhavam o anarquismo, socialismo, comunismo e outros ismos e
publicavam-se importantes jornais operários como o "Arbeiter Zeitung"
e o
"Verboten", dirigidos respectivamente por August Spies e Michael
Schwabs.
Os únicos incidentes foram junto à fábrica de maquinaria agrícola McCormick
Works, que tinha despedido 300 operários por adesão à greve e voltou a
admiti-los quando furaram a greve. Houve protestos, a polícia abriu fogo,
matou seis manifestantes e feriu 50.
Nessa noite, Augusto Spies imprimiu milhares de folhetos de protesto
convocando os trabalhadores para novo comício na tarde 4 de Maio, na Praça
Haymarket. Apesar da chuva, compareceu muita gente, mas o comício foi
dissolvido pela polícia, que intimou os três últimos oradores (pela ordem:
Augusto Spies, Albert Parsons e Samuel Fieldem) a deixarem a tribuna.
A dada altura, alguém (nunca se soube quem), lançou uma granada que matou 15
polícias. A repressão foi violenta, centenas de trabalhadores foram mortos,
milhares foram presos e as sedes dos sindicatos incendiadas por gangsters
pagos pelos donos das fábricas.
Muitos dirigentes sindicais foram submetidos a julgamento no chamado
Processo da Praça Haymarket, que durou até fins de Outubro de 1887. A
acusação não provou a culpa dos réus, mas cinco deles foram condenados à
morte: August Spies, George Engel, Louis Lingg, Adolph Fischer e Albert
Parsons. Samuel Fieldman e Michel Schwab apanharam prisão perpétua e
Oscar
Neeb 15 anos, apenas por defenderem as suas ideias.
Parsons tinha sido candidato à Casa Branca em 1885, pelos Socialistas e era
dirigente nos Knights of Labor. Lingg, que contava 22 anos e tinha emigrado
da Alemanha em 1884, não chegou a ser executado, suicidou-se na sua cela no
dia 11 de Novembro, véspera do enforcamento de Spies, Engel, Fischer e
Parsons.
Dois anos depois, a 14 de Julho de 1889, o Congresso Internacional
Socialista reunido em Paris proclamou 1 de Maio como Dia Mundial do Trabalho
em homenagem aos mártires de Chicago e a todos os mártires dos
trabalhadores.
Decorridos quatro anos sobre a primeira manifestação pela redução do horário
de trabalho, os operários americanos conquistavam a jornada de oito horas
diárias.
Em 1893, John P. Altgeld, governador do Illinois, tomou a defesa dos oito
sindicalistas condenados, sustentando que a sociedade os tinha assassinado.
Fez com que fosse revisto o processo, anulou as sentenças e libertou
Fieldman, Schwab e Neeb.
O 1 de Maio tem sido assinalado sobretudo nos países socialistas. Ainda
assim, a Igreja Católica incluiu a data no seu calendário como Festa do
Trabalho dos Movimentos Operários de Acção Católica e, em 1955, o Papa Pio
XII, instituiu a Festa de S. José Operário na mesma data.
Desde 2002, a OIT celebra também o Dia de Combate Contra o Trabalho Infantil
a 12 de Junho. No total, cerca de 200 milhões de crianças trabalham no
mundo, quando deviam brincar e estudar.
Talvez por recordar uma página negra da sua história ou, simplesmente, por
já terem o seu próprio Dia do Trabalho, os EUA ignoram o 1 de Maio
proclamado na convenção socialista de Paris.
A origem deste Dia do Trabalho é atribuida ao dirigente sindical Peter J.
McGuire, secretário-geral da Bortherhood of Carpenter and Joiners e
co-fundador da American Federation of Labor (AFL), mas há quem afirme que
foi Matthew Maguire, secretário da Local 344 da Internacional Association of
Machinist, quem propôs ao secretário da Central Labor Union um dia de
homenagem à classe trabalhadora, uma parada que teve lugar a 5 de Setembro
de 1882 na cidade de New York.
Hoje toda a gente concorda que o Labor Day já não é o que era há 50 e 60
anos, período áureo do movimento trabalhista nos EUA.
A AFL, a outrora poderosa central sindical fundada por McGuire, está em
crise e sofreu um profundo golpe no congresso realizado em Julho último.
Seis dos 56 sindicatos nacionais decidiram abandonar a central, que se viu
privada de um terço dos seus 13 milhões de membros e 30 milhões de dólares
em contribuições.
A AFL, que nos anos 70 possuia quase 35% dos trabalhadores sindicalizados,
hoje representa apenas 8% dos empregados no sector privado e 12% do total da
força de trabalho, incluindo a pública.
A representatividade dos sindicatos é cada vez menor, apenas 13% dos
trabalhadores americanos estão sindicalizados e há 20 anos eram 20%. A
chamada globalização alterou tudo.
Os EUA produzem cada vez menos e importam quase tudo. Há cada vez menos
fábricas e, sem fábricas, os sindicalistas não passam de D. Quixotes sem
moinhos de vento.
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OS luso-havaianos são mais divertidos do que os restantes luso-descendentes
nos EUA. Mantêm sites de portuguese jokes na internet e têm piadas
hilariantes, caso da história dos três operários, um havaiano, outro japonês
e outro português, que trabalhavam na construção de um prédio de 20 andares
em Waikiki e estavam fartos do almoço que as mulheres preparavam. Ao
meio-dia, abriram a lancheira para almoçar e o havaiano exclamou irritado:
"Outra vez peixe e poi! Se amanhã a minha mulher fizer outra vez peixe e
poi, salto lá para baixo." O japonês também não se conteve: "Sushi
outra
vez! Eu também salto se a minha mulher amanhã fizer outra vez sushi." O
português também não gostou do almoço: "Outra vez linguiça com arroz.
Se
amanhã tiver isto outra vez também me mato." No dia seguinte, ao meio-dia,
o
havaiano abriu a lancheira, viu que a mulher preparara outra vez peixe e poi
e lançou-se do vigésimo andar do prédio. Chegou a vez do japonês, a mulher
tornara a preparar sushi e ele saltou para a morte. Finalmente o português,
abriu a lancheira e exclamou: "Outra vez linguiça com arroz." E, sem
mais
comentários, o português lançou-se no espaço. No dia dos funerais, as viúvas
comentavam a tresloucada decisão dos maridos. "Se eu adivinhasse que o meu
marido detestava tanto peixe e poi, há muito que tinha passado a fazer
outra coisa para o almoço", disse a viúva do havaiano. "Eu também
podia
ter-lhe dado teriyaki ou tempura, se soubesse que ele não gostava de sushi",
desabafou a viúva do japonês. A viúva do português olhou estupefacta para as
outras duas: "Eu não tenho nada a ver com isto. O meu marido é que
preparava
o almoço dele."
PIADA luso-havaiana: é tempo de mudar de carro, quando o seu carro começar a
fazer ruídos como estes: Pacheco, pacheco, pacheco... Ou então: Teixeira,
teixeira, teixeira...
O ADVOGADO de David de Oliveira, o agente da polícia de Taunton suspenso o
ano passado por se ter envolvido num confronto com outro membro da
corporação, o sargento Kevin Medas, apresentou uma moção alegando que Medas
já agrediu outros polícias. Medas nega. Em Março de 2004, no parque de
estacionamento da farmácia CVS, no Hart Four Corner, Oliveira agrediu Medas,
segundo os autos "com arma perigosa" (o sapato). O desentendimento foi
por
causa de duas mulheres: Medas namorava a ex-namorada de Oliveira e Oliveira
namorava a ex-mulher de Medas. Os dois polícias esqueceram que não se deve
cobiçar a mulher do próximo. Sobretudo quando o próximo está demasiado
próximo.
O filão dos ilegais
Os imigrantes indocumentados são um rico negócio para os EUA, representam
mão-de-obra barata e nada reivindicativa, além de descontarem para o Tio Sam
sem qualquer contrapartida, uma vez que não têm direito a benefícios. Há uma
lei federal que proíbe dar emprego a ilegais, mas há milhões de ilegais a
trabalhar no país e chegam diariamente mais. O governo não se preocupa com a
legalização desses homens e mulheres, mas os bancos, as seguradoras e os
agentes imobiliários de 23 estados abrem contas a ilegais e negoceiam sem
qualquer problema. São tantos os ilegais e tantos os biliões de dólares a
passar a da economia informal para a formal, que começa a pesar no PIB. Só
na área dos imobiliários, diz-se que os ilegais representam um potencial de
60 biliões de dólares nos próximos cinco anos.
Família Dabney
"A Família Dabney, memória de um legado", é título do mais recente
livro de
João Gomes Vieira, agora lançado na ilha do Faial, no âmbito da Semana do
Mar. Os Dabney são uma família de Massachusetts que viveu nos Açores no
século 19, dedicou-se ao comércio e deixou um vasto património. João Gomes
Vieira, que há muito se dedica à museologia, recolheu a memória fotográfica
dos Dabney numa pesquisa que efectuou nos Açores e no Museu Baleeiro de New
Bedford.
Moraes é nome de planeta
Wenceslau de Moraes, um escritor português desconhecido da maioria dos seus
compatriotas e que viveu o Japão entre 1898 e 1927, parece ser o primeiro
português a dar o nome a um planeta. O planeta Moraes, com 10 quilómetros,
fica na constelação de Pégaso e tem uma órbita de 5,53 anos entre Marte e
Júpiter, mas não é visível a olho nu. O planeta foi descoberto pelo
cientista japonês Hiromu Maeno que decidiu homenagear Moraes para
promover
a imagem do Japão e de Tokushima, a cidade onde o escritor passou a última
fase da sua vida.
Prato do dia em Taunton
Em crónica publicada dia 19 de Agosto, Howie Carr, o conservador cronista do
"Boston Herald", resolveu meter o nariz na política de Taunton, em
particular na vida do "register of deeds" do norte do condado de
Bristol,
David Simas, do antigo mayor Joseph Amaral e do filho, o conselheiro
municipal Barry Amaral. O caso tem sido o pratinho do dia nos meios
políticos de Taunton. Até Abril do ano passado, o "register of deeds"
foi
Joe Amaral e o seu principal auxiliar era Simas, que era também conselheiro
municipal e uma das suas últimas propostas nessa qualidade foi atribuir o
nome de Joseph Amaral à nova esquadra da polícia. Para Howie Carr, Amaral
retribuiu propondo Simas para lhe suceder como "register of deeds" com
o
salário de $70.000. Quanto ao filho do antigo mayor, Barry Amaral
canidatou-se a mayor em 1999, mas tem sido mais bem sucedido no conselho
municipal, onde já vai em vários mandatos. Além de autarca, Barry Amaral é
também proprietário de um bar de Taunton, o Captain Quarter Deck e
funcionário da Lotaria Estadual com o salário de $60.000. Por coincidência,
a mulher de Simas (Shauna McCarthy), é também funcionária da Lotaria e ganha
$70.000 por ano. Howie Carr suspeita de compadrios e troca de favores e
afirma que "o rio Taunton é para Massachusetts o que o Pecos costumava ser
no Texas." Só que no rio Taunton não estarão em jogo os mesmos
interesses
que no Pecos.
A culpa é do Katrina
O furacão Katrina, um dos piores a atingir os EUA e cujos efeitos ainda se
fazem sentir numa boa parte do país, está também a afectar no preço dos
combustíveis. Devido ao furacão, as 21 plataformas de petróleo na costa da
Louisiana, no Golfo do México, foram evacuadas. Elas são responsáveis por
25% da produção doméstica de gás e gasolina. Segunda-feira, o preço do
barril de petróleo chegou a ser negociado em New York ao novo máximo
histórico de $70.80 o barril. Por outro lado, a Organização dos Países
Expor-tadores de Petróleo (OPEP) afirma que os preços devem continuar a
subir até 2007. A fraca capacidade das refinarias para encontrar outras
formas de elaborar derivados do crude, que absorvem cada vez mais
matéria-prima, está na base destes receios. Mas o mais bizarro na escalada
dos preços do petróleo é que o aumento resulta das especulações dos
intermediários, uma vez que os países produtores continuam a receber a
ninharia de cinco dólares por barril. Entretanto, no Sueste de Massachusetts
o preço da gasolina continua a subir e, em Watertown, chegou ontem aos $3.00
o galão. Tradicionalmente, os preços dos combustíveis começam a baixar
depois do feriado do Labor Day, que marca o fim do verão, mas este ano não
deverá acontecer.
Visita imprevista
A presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Berta Cabral, foi
convidada de honra das Grandes Festas do Espírito Santo da Nova Inglaterra
que tiveram lugar no passado fim-de-semana em Fall River e ficou instalada
num hotel nos arredores da cidade. Uma noite destas, já a autarca e o esposo
dormiam, abriu-se a porta do quarto e entrou outro hóspede. Foi um susto,
mas tudo se esclareceu: na recepção pensaram que o quarto estava desocupado.
Ainda assim, como estamos a menos de um mês das eleições autárquicas em
Portugal, um social-democrata que integrava a comitiva da autarca micaelense
ficou na dúvida sobre se o descuidado recepcionista não seria militante do
PS.
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