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Do que a televisão traz, Usem só o que é capaz!... Televisão, a escola Que muita cabeça vira. Dando volta a muita tola Com verdades de mentira! Hoje, politicamente, É de se encher o saco, Impinge-se a toda a gente O bacalhau a pataco. Anúncios comerciais, Outra tristeza horrenda. São artigos divinais Todos os que estão à venda. Notícias, não há que ver, A coisa é comparada, Antes de acontecer, Já a notícia está dada!S Quanto a qualquer folhetim, Com novelas de espantar. São em moral, quanto a mim, Bem pouco de desejar. Os autores, quanto ao amar, Usam muita liberdade. Que, bem pode alguém pensar Ser aquilo tudo verdade! Quem escreve, na verdade, Sempre ajeita, volta e meia, Conforme a necessidade, O que lhe vem à ideia. E quem assiste afinal, Ao folhetim, dia a dia, Confunde o que é real Com o que é fantasia! Há cenas representadas Cujos artistas são belos, Com umas cenas forçadas Empurradas a martelos. Algum enredo da peça, Nem tem nada de moral, Quando alguém se atravessa No meio de qualquer casal. Claro que alguns actores Das novelas principais. São talentosos valores, Mas os papéis imorais! Chega até não ter sentido. O mudar-se de parceiro, Como quem muda um vestido, Como quem troca dinheiro. Há sempre algo de moral, Mas é muito necessário Ver onde é que está o mal, Vendo a história ao contrário! Hoje ninguém sofre o desgosto, Nos filmes, principalmente! Há o rei morto, rei posto, Dum modo tão indiferente. O certo é que os folhetins, Uns menos e outros mais, Têm argumentos ruins, Mais ou menos imorais. Fácil de trocar marido Ou mulher, é um momento. Mostrando ser preferido Um amor sem casamento. São maneiras que provocam Sem amores e sem afectos. Mulher e homem se trocam Como sendo uns objectos! Alguma imoralidade Exposta p¹ráli à toa, Impingindo à sociedade Como sendo coisa boa. Entre esta imoralidade, Qual história que se tira Para a nossa sociedade Desta história de mentira?!S Há quem vai compreender O que isto pode causar. Que, p'ralém de não fazer, Vai a outros evitar. Mas se o mundo não se atreve A deitar nisto um travão, O mundo vai ao de leve Caindo em prostituição. Muitos p'raí, à vontade, Vivem entre uma ilusão, Julgando esta liberdade, Ser uma renovação. Que quem tiver o poder, Ponha cobro a isto e corra, Ou então vai suceder Nova Sodoma e Gomorra!... PS Deitei a bílis p'ra fora, Sem nunca vos explicar, Que há cenas que se adora, Com moral exemplar. Por isso, o que me interessa, Não é falar de ninguém, Mas sim da moral da peça, Dos exemplos que ela tem. Falam de amor, com fartura Que nos deixa perplexo. Quando o amor que perdura, Não é amor, mas sim sexo! Não é amor, são manias. Cá na minha opinião Ter um amor todos dias, Não está lá o coração! Se os exemplos são ruins, Por favor, não queiram crer, Vejam nestes folhetins O que não devem fazer!... Ali é bem necessário Ver a moral ao contrário!... |
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