Portuguese Times Zé da Chica - Gazetilha



A Terra tremeu de novo,
trazendo em companhia:
o Katrina, o Maria, o Ophélia,
o Rita e outros mais!...

A Terra tremeu de novo,
E desta vez meus senhores,
De novo,  foi nos Açores,
Aterrorizando o povo.

Foi nos Açores, novamente,
Esta desgraça, Deus meu,
Se bem que ninguém morreu,
Fez terror naquela gente.

Um  povo que de maneira
Traz ainda bem gravada
As mortes, a derrocada
Lá na ilha da Terceira!

Bom que não foi tão cruel,
Como em Angra se passou,
Nenhuma vida ceifou
Por enquanto em  São Miguel.

Pois, em todo o seu teor,
Só danificara casas,
Deixando algumas rasas
Mas, espalhando o terror!

Vale que a autoridade
E os peritos em vulcões,
Trazem as populações
Um pouco mais à vontade.

A rádio, a televisão
Lá estão constantemente
Instruindo aquela gente,
Desde a Vila à Povoação.

Caso se, assim não fosse,
Pessoas menos sabidas
Podiam perder as vidas
Se o terror tomasse posse.

Pior era se ficassem,
Sem saberem o que fazer,
Lá num cantinho a tremer
E as casas desmoronassem.

Tinha mesmo acontecido,
Com certa severidade,
Caso a autoridade
Não tivesse precavido.

Cá no nosso Novo Mundo,
Terra do Tio Sam chamada,
Está sendo  castigada,
Num genocídio profundo.

Nenhum humano domina
A força da Natureza,
Ela veio com tal vileza
Alcunhada de Katrina.

Furioso, num repente,
Galgou casas, galgou terras.
Como nas sangrentas guerras,
Derrubou e matou gente.

Pois toda esta vileza,
É uma demonstração
Do poder de destruição
Da força da Natureza.

Não acreditem amigos,
Nos ditos antepassados.
Qu'estes temporais são dados
Às nações como castigos.

Sempre um fenómeno vulcânico
Sobre a Terra apareceu,
E a Terra estremeceu
Deixando o povo em pânico.

Depois, com o tempo esquece,
Até outra vez voltar
Ali ou noutro lugar,
Aonde bem lhe apetece.

Ser de Deus esta vontade,
Não acho bem que se diga,
Porque decerto me obriga
A teimar não ser verdade.

Todos nós corremos perigo,
Desde os santos aos ateus,
Mas não digam que foi Deus
Que lhes mandou o castigo.

Não nos entra, nem a custo
Nem se pode conceber
Que Deus para se valer
Tenha que matar o justo.

Porque Deus Pai, o Senhor,
O grande Omnipotente,
Querendo, directamente
Castigava o pecador.

Temos o Rita em seguida,
Que entrou desaforado.
Já há algo derrubado,
Perdas de alguma vida.

Ao escrever p¹ró jornal,
Ainda estava bem vivo,
Muito furioso, activo,
Pronto a causar muito mal!...

PS
Esta abóbada infinita,
A Terra, este Planeta,
Onde o humano vegeta,
De vez em quando se agita.

Segundo a Bíblia Sagrada,
Tal obra maravilhosa,
Quer com ou sem nebulosa,
Por Deus ela foi formada!

Desde o nosso Pai  Adão,
Primeiro homem que vegeta
Este nosso planeta,
Fala-se em erupção.

O frio, calor,  desiguais,
Pois toda esta mistura,
Mexe co'a temperatura,
Provocando os temporais.

Pois, cientificamente,
Tudo isto está provado.
Mas melhor, mais explicado,
Só  alguém  mais experiente.

Que fique bem no sentido
Isto tudo que se passa,
Toda esta grande desgraça,
Deus não está lá metido.

Deus  não suja o Planeta,
Não polui, não envenena,
Tudo isto Deus condena,
A quem tal acto cometa.

Este Deus que imploramos,
Não castiga na verdade,
Porque Deus é só bondade,
Nós é que nos castigamos!...

Emporcalham toda a banda,
E depois, é Deus quem manda!...


      
      


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