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A Terra tremeu de novo, trazendo em companhia: o Katrina, o Maria, o Ophélia, o Rita e outros mais!... A Terra tremeu de novo, E desta vez meus senhores, De novo, foi nos Açores, Aterrorizando o povo. Foi nos Açores, novamente, Esta desgraça, Deus meu, Se bem que ninguém morreu, Fez terror naquela gente. Um povo que de maneira Traz ainda bem gravada As mortes, a derrocada Lá na ilha da Terceira! Bom que não foi tão cruel, Como em Angra se passou, Nenhuma vida ceifou Por enquanto em São Miguel. Pois, em todo o seu teor, Só danificara casas, Deixando algumas rasas Mas, espalhando o terror! Vale que a autoridade E os peritos em vulcões, Trazem as populações Um pouco mais à vontade. A rádio, a televisão Lá estão constantemente Instruindo aquela gente, Desde a Vila à Povoação. Caso se, assim não fosse, Pessoas menos sabidas Podiam perder as vidas Se o terror tomasse posse. Pior era se ficassem, Sem saberem o que fazer, Lá num cantinho a tremer E as casas desmoronassem. Tinha mesmo acontecido, Com certa severidade, Caso a autoridade Não tivesse precavido. Cá no nosso Novo Mundo, Terra do Tio Sam chamada, Está sendo castigada, Num genocídio profundo. Nenhum humano domina A força da Natureza, Ela veio com tal vileza Alcunhada de Katrina. Furioso, num repente, Galgou casas, galgou terras. Como nas sangrentas guerras, Derrubou e matou gente. Pois toda esta vileza, É uma demonstração Do poder de destruição Da força da Natureza. Não acreditem amigos, Nos ditos antepassados. Qu'estes temporais são dados Às nações como castigos. Sempre um fenómeno vulcânico Sobre a Terra apareceu, E a Terra estremeceu Deixando o povo em pânico. Depois, com o tempo esquece, Até outra vez voltar Ali ou noutro lugar, Aonde bem lhe apetece. Ser de Deus esta vontade, Não acho bem que se diga, Porque decerto me obriga A teimar não ser verdade. Todos nós corremos perigo, Desde os santos aos ateus, Mas não digam que foi Deus Que lhes mandou o castigo. Não nos entra, nem a custo Nem se pode conceber Que Deus para se valer Tenha que matar o justo. Porque Deus Pai, o Senhor, O grande Omnipotente, Querendo, directamente Castigava o pecador. Temos o Rita em seguida, Que entrou desaforado. Já há algo derrubado, Perdas de alguma vida. Ao escrever p¹ró jornal, Ainda estava bem vivo, Muito furioso, activo, Pronto a causar muito mal!... PS Esta abóbada infinita, A Terra, este Planeta, Onde o humano vegeta, De vez em quando se agita. Segundo a Bíblia Sagrada, Tal obra maravilhosa, Quer com ou sem nebulosa, Por Deus ela foi formada! Desde o nosso Pai Adão, Primeiro homem que vegeta Este nosso planeta, Fala-se em erupção. O frio, calor, desiguais, Pois toda esta mistura, Mexe co'a temperatura, Provocando os temporais. Pois, cientificamente, Tudo isto está provado. Mas melhor, mais explicado, Só alguém mais experiente. Que fique bem no sentido Isto tudo que se passa, Toda esta grande desgraça, Deus não está lá metido. Deus não suja o Planeta, Não polui, não envenena, Tudo isto Deus condena, A quem tal acto cometa. Este Deus que imploramos, Não castiga na verdade, Porque Deus é só bondade, Nós é que nos castigamos!... Emporcalham toda a banda, E depois, é Deus quem manda!... |
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