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Mocidade olha o espelho Como vai ser após velho!... (O fim do chamado idoso!) Eu dou-vos o meu conselho Mocidade, com carinho Defendem vocês o velho, Enquanto vão a caminho! Ao menino e ao idoso No princípio e fim da vida Rquer trato carinhoso Na subida e na descida. A criancinha procura Carinho e amor dos pais, P'ra se sentir bem segura. (Os velhinhos são iguais! ) A criança, todo o dia, Tudo perguntando vem. E o velho que lhe dizia, Pergunta agora também! A diferença é quase nada, Entre criança e idoso. A criança é bem tratada, Na velhice é mais penoso! Mas onde quero chegar, Não é à comparação, Nem tão-pouco criticar O que às criancinhas dão! Aceito e com muito afã Que o melhor lhes seja dado, P¹ra que os homens de amanhã Formem um mundo primado. Todos estes meus cuidados São, quando chegar as datas, P'ra pôr fim aos explorados, Tratados como sucatas. Eles são o braço forte, Enquanto cheios de vida. Ao aproximar-se a morte, Abreviam-lhe a partida! Eu sou um destes cansados Do trabalho, que se abeiram Para serem ajudados, Mas que de ajuda, só cheiram! Sou daqueles, p'ra ser franco, Por ser regrado, poupado, Juntou três 'dolas' no banco, Tudo agora é lhes negado. Errei... não ouvindo a voz Do Pai Nosso que nos guia. O teu Reino venha a nós E o pão de cada dia! Se eu não fosse guardando Quitando-me, sem ter gozado, Hoje não estava cramando, Estava sendo ajudado! Neste país verifico, P'ra viver, actualmente, Tem que se ser rico, rico, Ou então, ser-se indigente. Ser rico, em seu conteúdo, Nada terá que temer, Com o dinheiro compra tudo, Não tem receio de viver! O indigente em questão, (Sem que eu queira criticar!) Dão-lhe medicina, pão, Dinheiro, casa p'ra morar! Quem sempre trabalhou bem, Economizou, poupado, Tem que gastar o que tem P'ra poder ser ajudado! Quem trabalha a vida inteira Neste país que aclamam, Se foi poupado, só cheira, Os outrosS cospem e mamam! Não vou falar p'ra que mudem A eles, nem uma palha! Ajudem, ajudem, ajudem, Sem esquecer quem trabalha! Quem trabalhou como escravo, Trabalho bom ou ruim E poupou algum centavo P'ra poder gozar o fim. Quando a doença lhe vem, Ao chegar a esta data, Tem que gastar o que tem Ou então, já não se trata! Gastando o dinheiro, em suma, Naquilo que aos outros dão, Não vai p'ra parte nenhuma, Nem de pé, nem de avião! Quem nada fez, de verdade, Com verdade ou aldrabice, Tem bem mais facilidade De gozar sua velhice! Pois, quem não produziu nada, Nada fez para a nação, Tem uma melhor mesada, Mais o resto que lhe dão! Quem trabalhou, vida inteira, Paga tudo e se poupou, Tudo sai da algibeira, Até que se acabou! A ajuda é diferente Quando o dinheiro termina, Fica o homem um indigente, Aí dão-lhe a medicina!... PS Eu acho que esta gente Deve ser bem ajudada, Principalmente a doente, De saúde limitada! Mas também não esquecer Aquele que trabalhou. Qu'o ajudem sem mexer Nos centavos que poupou! Vida inteira a trabalhar, Passando necessidade, Para poder viajar Chegando à Terceira Idade. Quando a doença domina, Se ele não for ajudado No preço da medicina, Tudo estará acabado!... A vida inteira a sonhar, P'ra Tudo o Vento Levar!... |
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