A ser lançado em Abril de 2006
Sarah Pacheco lança disco com temas da Broadway sendo acompanhada pela Mississauga Phillarmonic
- A jovem luso-canadiana é atracção no espectáculo "Operação Natal Feliz", 3
de Dezembro em Fall River


Esteve recentemente por estas paragens a actuar em restaurantes portugueses,
Sarah Pacheco, talentosa jovem cantora luso-canadiana, 21 anos de idade e já
com uma carreira artística de 16 anos plena de sucessos.
Com seis CD's gravados e vários festivais ganhos (a imprensa em Portugal um
dia chamou-lhe de "papa festivais"), Sarah começou a cantar desde muito
nova, com apenas 5 anos de idade e um ano depois foi notícia em Portugal e
nas comunidades ao vencer o festival "Chaminé d'Ouro", em Portimão, no
Algarve, para dois anos mais tarde vencer o festival "Gala Internacional dos
Pequenos Cantores", na Figueira da Foz. Aos 9 anos foi convidada a cantar no
álbum de homenagem à equipa de beisebol "Blue Jays" ("Blue Jays Salute To
The Champions"), distribuído pela Sony Music e que foi disco de ouro.
Em 2000 participou no Festival Jovem das Comunidades, realizado em
Matosinhos, promovido pela Secretaria de Estado das Comunidades e
transmitido para todo o mundo pela RTP Internacional. Ganhou este festival
com a canção "Eu Sou". Mais recentemente ganhou o festival da canção
organizado pela estação de rádio portuguesa de Toronto CIRV-FM 88.9 com o
tema "Farrapos de Gente", música de sua autoria e letra de Rui Balsemão da
Silva. Tem actuado em diversos eventos de índole cultural e para várias
entidades, incluindo o Presidente da República portuguesa, Jorge Sampaio.
Ainda em 2000 recebeu o prémio "The Arts Acclaim", de Brampton, Canadá.
Tem actuado por várias cidades canadianas (Calgary, Vancouver, Victoria,
Montreal, Winnipeg, Toronto, etc.), nos EUA, em Portugal Continental e
Açores (S. Miguel, Terceira, Faial e Pico), Bermuda, Repoública Dominicana e
Cuba.
O seu reconhecido talento, sobretudo na faceta de intérprete, não deixa
despercebidos grandes nomes do showbiz norte-americano. Desperta neste
momento a atenção e interesse de grandes produtores, nomeadamente Narada
Michael Walden (que tem trabalhado com Whitney Houston, Mariah Carey, Aretha
Franklin. O compositor e produtor Evanson Chung e ainda Eddie Bullen, Terry
Henry e Gary Laranja, nomes sobejamente conhecidos no mundo artístico
canadiano, designadamente pelo seu envolvimento nos prémios Juno têm
trabalhado com a nossa jovem.
Nos últimos dois anos tem-se deslocado, juntamente com os seus produtores, a
New York, Califórnia e Nashville, para sessões de gravação e recentemente
foi convidada a gravar duas canções com o produtor Keith Thomas (que já
trabalhou com o grupo 98º e Vanessa Williams). Recentemente foi concluído um
projecto a nível de televisão e até mesmo as famosas etiquetas Sony e Warner
propuseram-lhe contratos. A nível português tem trabalhado com o conceituado
compositor e músico Hernâni Raposo.

"Poderei um dia conquistar novos horizontes no mundo da música
internacional, mas jamais esquecerei todo o apoio e carinho que a comunidade
portuguesa me tem dispensado, tanto no Canadá, como nos EUA, pelo que
continuarei paralelamente a esses projectos mais ambiciosos a gravar em
português", disse visivelmente emocionada Sarah, em entrevista na passada
semana ao PT e ao programa "Contacto EUA Nova Inglaterra", a ser transmitido
em breve na RTPi.
"A minha casa foi na realidade o meu primeiro palco: tinha apenas 3 anos de
idade e cantava para a família... Sempre senti em mim este enorme desejo de
cantar", começou por nos dizer a talentosa jovem luso-canadiana, na
companhia de sua mãe, momentos antes de um espectáculo nesta área.
"Recordo-me que no meu primeiro espectáculo em público senti-me
perfeitamente à vontade, não estava nada nervosa e a primeira canção que
cantei em público foi 'O amor é um bichinho', de Carmen Silva", diz-nos
Sarah, filha de pais açorianos (o pai é de S. Miguel e a mãe do Faial).
"Ai Ai Crianças" e "Tchu Tchu Tchu" foram os seus primeiros grandes sucessos
e que a tornaram muito popular nas comunidades portuguesas radicadas no
Canadá e EUA, paralelamente a um início de carreira bem sucedido,
comprovadamente através de actuações brilhantes culminando com vitórias em
festivais diversos:
"Com seis anos de idade ganhei o festival "Chaminé d'Ouro", em Portimão, no
Algarve e isso foi uma experiência muito rica e que jamais esquecerei e o
mesmo posso dizer em relação à Gala dos Pequenos Cantores, na Figueira da
Foz, em que fui a vencedora da 14ª edição", sublinha Sarah.
Em 2000, com 16 anos de idade, foi a grande vencedora do I Festival Jovem
das Comunidades, promovido pela Secretaria de Estado das Comunidades e
transmitido para a RTPi para uma audiência calculada em 35 milhões de
telespectadores.
"Isso foi uma outra experiência fantástica e que jamais esquecerei, onde fui
acompanhada por uma orquestra e tive o privilégio de conhecer muitas outras
jovens concorrentes e provenientes de outras comunidades radicadas noutros
continentes... Ganhei esse concurso com o tema "Eu Sou" e sinceramente não
esperava ganhar", confidencia, para acrescentar que se sente muito orgulhosa
das suas raízes portuguesas. "Actuar na ilha do Faial, terra da minha mãe e
onde ainda tenho família foi para mim um sensação muito especial e que
guardo religiosamente na memória...".
Nos seus espectáculos gosta de apresentar música variada, indo assim de
encontro aos gostos de todos. "Gosto de cantar de tudo um pouco, música
popular, jazz, clássica, romântica, para que possa agradar a todos... Ainda
canto algumas canções que me tornaram popular mas já não dá para cantar "Ai
Ai Crianças" e "Tchu Tchu Tchu", se bem que as rádios portuguesas ainda passam
esses temas", diz-nos a jovem no meio de risos.

"Gostei muito do meu último trabalho discográfico, "Quero Mais", onde todos
os músicos e equipa técnica se empenharam a fundo para um produto de
qualidade e penso que conseguimos isso", diz-nos Sarah, que anda agora muito
ocupada com o seu próximo grande projecto e que poderá lançá-la
definitivamente para outros horizontes bem mais promissores.

"Sarah Pacheco on Broadway"
Um disco com 11 temas da Broadway é o seu próximo grande projecto e que
deverá concretizar-se com o lançamento a 8 de Abril de 2006.
O disco, que nos foi oferecido pela jovem, inclui os seguintes clássicos:
- Gold (de "Camille Claudel")
- On The Street Where You Live (de "My Fair Lady")
- "I Want More" (de "Big Time")
- "I Am What I Am" (de "La Cauge Aux Folles")
- "Big Time" (de "Big Time")
- "The Impossible Dream" (de "Man Of La Mancha")
- "Some People" (de "Gipsy")
- "What Kind Of Fool Am I" (de "Stop The World I Want To Get Off")
- "Don't Rain On My Parade" (de "Funny Girl")
- "A New Life" (de "Jekyll of Hyda")
- "Man of La Mancha" ("I, D. Quixote") (de "Man Of La Mancha")

"Assinei um contrato com uma companhia nos Estados Unidos, que faz
orquestrações para grandes sinfonias, um projecto que me levou seis meses a
concluir e que deverá ser lançado a 8 de Abril em Toronto, onde serei
acompanhada pela Mississauga Phillarmonic (50 músicos), um dos mais
categorizados agrupamentos do género no Canadá, o que é para mim uma grande
honra", afirma a jovem luso-canadiana, para acrescentar: "Gravar este disco
é para mim uma enorme responsabilidade, porque estão envolvidos neste
projectos grandes músicos e produtores que têm trabalhado com famosos
artistas internacionais... Confesso que cresci e enriqueci bastante a fazer
este trabalho, aprendi coisas novas e diferentes, uma vez que estas canções
não são fáceis de cantar, há que ter em conta o controlo de respiração e
outros pormenores técnicos da voz", sublinha.
As suas referências actuais no plano da música portuguesa são Mariza e Dulce
Ponets. Na música internacional admira Celine Dion e Lara Fabian. "Tive o
privilégio de conhecer pessoalmente Celine Dion, uma pessoa fanástica,
simples, humilde e afável. Recordo que esse contacto surgiu quando fiz parte
do álbum de homenagem aos Blue Jays de Toronto", afirma, para pouco depois
nos revelar outro grande projecto, para o qual já começa a dar os primeiros
passos.

"Vou gravar um disco de fados"
"Gosto do fado e a nível português é esse o meu próximo grande projecto,
para o qual neste momento efectuo recolhas de fados muito antigos, alguns
dos quais já esquecidos", confidencia-nos a jovem, para acrescentar logo de
seguida: "Como já referi antes, tenho grande orgulho nas minhas raízes lusas
e sendo o fado a música mais identificativa de Portugal é para mim uma
homenagem que presto ao seu povo e à comunidade que me tem apoiado desde o
início da minha carreira... Para além disso, o fado é um género musical que
sempre me fascinou, com uma entrega total do intérprete, cantado com alma e
sentimento e gosto disso", sublinha Sarah Pacheco.

Sarah Pacheco, um verdadeiro talento e um dos nossos grandes valores
artísticos!  A par disso uma grande capacidade de cantar com emoção e alma,
cativando e predendendo o público que a ouve, rendido à sua categoria e
classe! Os grandes produtores internacionais estão atentos! Um dia vai ser
orgulho dos portugueses na América do Norte! É uma questão de tempo! Estamos
certos.


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