Rhode Island

AUGUSTO PESSOA (Correspondente)
Delegado em Rhode Island
Tel. (401) 728-4991

 

Cônsul de Portugal em Providence faz entrega de 3.000 dólares à comissão do Dia de Portugal/RI

A comissão do Dia de Portugal/RI 2005, que foi presidida por Isabel Reis,
recebeu na passada quarta-feira um cheque no valor de 3.130 dólares entregue
pelo cônsul de Portugal em Providence, Ricardo Cortes e proveniente da
Secretaria de Estado das comunidades.
Este montante reverterá para a comissão que assumir a presidência das
celebrações para 2006.
Estiveram presentes representantes das principais organizações de RI sem as
quais é impossível o sucesso daquelas celebrações.
A reunião teve lugar num dos salões do Clube Juventude Lusitana, em
Cumberland e onde se reuniram representantes do Clube Social Português,
União Portuguesa Beneficente, Amigos da Terceira, da cidade de Pawtucket;
Cranston Portuguese Club, Cranston; Penalvenses, Cumberland; Irmandade do
Espírito Santo da Igreja de Santo António, Pawtucket.
As celebrações em Rhode Island que foram o rastilho para iniciativas
semelhantes no seio de outras comunidades, continuam a manter os princípios
em que foram criadas da união das organizações lusas.
Ricardo Cortes, que convocou a reunião de forma a alertar para a necessidade
de arranque, até porque a atribuição de subsídios está sujeita a nova
legislação, tenta ainda uma maior aproximação e colaboração das diferentes
organizações como forma de entendimento entre todos. Se bem que isto não
seja uma prática inédita nunca é de mais uma nova tentativa onde por vezes
se torna difícil ultrapassar situações de ordem pessoal que se reflectem
negativamente no sucesso das iniciativas.
Foi proposto a apresentação de uma calendário de actividades de todas as
organizações de forma a evitar que no mesmo fim de semana se realizem duas e
três iniciativas, situação que vem prejudicar o número de presenças que se
dividem o que não aconteceria se fosse só uma organização em actividade.
As celebrações pela mão de Tony Costa na qualidade de coordenador dos
penalvenses arriscou trazer as celebrações para Cumberland onde a Broad
Street mostrou ser o local ideal para o arraial bem à portuguesa.
A rua foi encerrada e a artéria que recebeu os primeiros portugueses que se
radicaram em Valley Falls transformou-se numa avenida portuguesa quando os
ranchos folclóricos, bandas de música, marchas populares começaram a
desfilar pela noite dentro. Ladeando a rua surgiram as barracas de petiscos,
exposições de artesanato e actuação de conjuntos musicais fazendo ali surgir
um sabor de Portugal em terras americanas.
Estava traçado o que promete ser uma das maiores manifestações populares
luso-americanas quando nos deixarmos de barrismo doentios que acabam por se
refletir negativamente na vida comunitária.
Não vou, porque não gosto do presidente... Não vou porque o meu clube não
desfila em primeiro lugar... Não vou porque a jovem que representou o meu
clube não ganhou o concurso Miss Dia de Portugal... Não vou porque o meu
clube é que devia ter ganho o concurso de gastronomia e não ganhou...
Basta meus senhores.... Foi em Cumberland que o professor Casanova Fernandes
lançou a ideia das celebrações do Dia de Portugal quando levantou a bandeira
portuguesa no Rock Point Park com guarda de honra formada pelos alunos da
escola portuguesa.
Mais tarde seria Rogério Medina a conseguir que as celebraçõs tivessem por
palco os jardins da "State House" em Providence.
No "reinado" da cônsul Anabela Cardoso deixou-se a "State House" e entrou-se
em sentido rotativo pelas organizações.  Na presidência de Tony Costa este
arrisca por um local neutro de grande visibilidade e traz as celebrações
para a Broad Street em Cumberland.
A iniciativa foi coroada de êxito. As más condições atmosféricas
prejudicaram os anos seguintes se bem que demonstrando o patriotismo das
nossas gentes desfilando debaixo de chuva torrencial.
Isabel Reis arriscou a continuidade na Broad Street pelo que nos resta
aguardar quem assuma a responsabilidade das celebrações para 2006. Mas
façam-nos um favor. Não comecem com especulações que está dificil encontrar
um presidente. Que ninguém quer fazer parte das celebrações. Porque os
especuladores são sempre aqueles que nada fizeram, que procuram um motivo de
conversa e sempre negativo.
Podemos garantiar que o Dia de Portugal nunca deixará de ser celebrado
enquanto houver elementos activos que não vão deixar de dar continuidade à
obra de Amadeu Casanova Fernandes e Rogério Medina.


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