Portuguese Times Zé da Chica - Gazetilha



Novos tempos...
O que está acontecendo com o Moderno Natal!...

Transformou o Criador
O Universo do nada,
No vazio, no vácuo em treva.
Num Paraíso de amor,
Após a Terra formada
Colocou Adão e Eva.

Com tudo que era preciso.
Este Éden divinal
Tinha a cláusula marcada
Que dentro do Paraíso
A Àrvore do Bem e o Mal
Não devia ser tocada.

E Eva, cedendo então
A uma tentação forte,
Do diabo da serpente,
Pecou, fez pecar Adão,
Foi a sentença de morte
De todo o povo vivente.

Deus tinha dado o aviso,
Mas a ganância começa
Nos nossos primeiros pais.
Começou no Paraíso,
Vida fora se atravessa
Sem que parasse jamais.

A hereditariedade
Tem grande significado
Na vida do ser vivente.
É ela a maior verdade,
A transmissão do pecado
Com que nasce o inocente!

Por causa deste pecado,
Que vem aumentando a rodos,
Deus, amando o seu povo,
Mandou o seu filho amado
Para nos salvar a todos,
Fazer-nos nascer de novo!

Nascer de novo, não é
Voltar ao ventre materno
Numa reencarnação,
É viver em pura fé
Sentir sempre amor interno,
Trazer puro o coração.

É seguir de Deus o código
Em cada dia do ano,
Nunca pensando em si só!
Aceitando o Filho Pródigo,
Ser um bom samaritano,
Ir à Fonte de Jacó.

Regular seus pensamentos,
Numa vida satisfeita,
Respeitar quem quer que seja.
Cumprir os Dez Mandamentos,
Esmolar co¹a mão direita
Sem que a mão esquerda o veja!

Vamos pensar nas origens
Do mal que se tem aceite
Com certas ideias tontas.
Recordem as Sete Virgens
Que lhes faltou o azeite
Na hora de prestar contas!

Nascer de novo, está visto
Que é seguir outras jornadas,
Pôr um fim ao que se errou.
Ter sempre na mente Cristo,
Seguir as suas pegadas,
Pisar o que Ele pisou!

Vou, nesta quadra afinal,
Alvitrar ao nosso povo
Ser esta a melhor hora
P¹ró espírito do Natal
Nos fazer nascer de novo
E seguirmos vida fora!

Pensem bem, não custa nada,
Dá-nos um grande prazer,
Sem custos e sem esforços.
Que bom a alma lavada,
Alegria de viver
Sem cuidados nem remorsos!

E a lâmpada da nossa vida
Continuamente acesa,
Ali sempre preparada,
P¹ra que Jesus na descida
Não nos faça uma surpresa
Ao fazer nossa chamada!

Sabemos que a Providência
É amor e não castiga,
Mas há sempre um desenlace
O peso da consciência
Roída, que nos obriga
A fugir da sua face!

Daí creio que até nós
Que, quando a vida termina
E a voz de Deus escutamos,
O temor da sua voz
Traz o passado à retina,
Aí nos incriminamos!

Esta é a minha opinião
E como eu compreendo
Um Deus que é todo amor,
Là se é verdade ou não,
Quem de outro modo entende
Venha elucidar melhor!

Os Natais estão diferentes,
O povo já não se preza,
Hoje só têm no sentido
Uma troca de presentes,
Não se adora, não se reza,
Ao Menino já crescido.

Hoje, o Natal, podem crer
É a àrvore, muita luz,
Um presépio muito ufano,
Ofertas, comer, beber,
Quanto a rezar a Jesus,
Fica em segundo plano!

Perdoam-se mutuamente
Nesta quadra do Natal,
Até choram abraçados!
Após Natal, esta gente
Vai enterrando o punhal
Nas costas dos perdoados!

É uma quadra sagrada
Os pobres são bem lembrados,
(Neste dia, tudo come!)
E, após a quadra passada
São todos ignorados,
Deixam-os morrer à fome!

E, quem faz um intervalo,
Ano sem ir à igreja.
Na véspera, meio pantana,
Lá vai á Missa do Galo,
Só p¹ra que Deus o lá veja,
Julgando que a Deus engana!


PS
BOAS FESTAS meus amigos,
Vos desejo do coração,
Que Deus lhes livre dos perigos,
E nos traga a salvação!

E o velho Zé da Chica
Como sempre, às ordens fica!





      
      


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