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Novos tempos... O que está acontecendo com o Moderno Natal!... Transformou o Criador O Universo do nada, No vazio, no vácuo em treva. Num Paraíso de amor, Após a Terra formada Colocou Adão e Eva. Com tudo que era preciso. Este Éden divinal Tinha a cláusula marcada Que dentro do Paraíso A Àrvore do Bem e o Mal Não devia ser tocada. E Eva, cedendo então A uma tentação forte, Do diabo da serpente, Pecou, fez pecar Adão, Foi a sentença de morte De todo o povo vivente. Deus tinha dado o aviso, Mas a ganância começa Nos nossos primeiros pais. Começou no Paraíso, Vida fora se atravessa Sem que parasse jamais. A hereditariedade Tem grande significado Na vida do ser vivente. É ela a maior verdade, A transmissão do pecado Com que nasce o inocente! Por causa deste pecado, Que vem aumentando a rodos, Deus, amando o seu povo, Mandou o seu filho amado Para nos salvar a todos, Fazer-nos nascer de novo! Nascer de novo, não é Voltar ao ventre materno Numa reencarnação, É viver em pura fé Sentir sempre amor interno, Trazer puro o coração. É seguir de Deus o código Em cada dia do ano, Nunca pensando em si só! Aceitando o Filho Pródigo, Ser um bom samaritano, Ir à Fonte de Jacó. Regular seus pensamentos, Numa vida satisfeita, Respeitar quem quer que seja. Cumprir os Dez Mandamentos, Esmolar co¹a mão direita Sem que a mão esquerda o veja! Vamos pensar nas origens Do mal que se tem aceite Com certas ideias tontas. Recordem as Sete Virgens Que lhes faltou o azeite Na hora de prestar contas! Nascer de novo, está visto Que é seguir outras jornadas, Pôr um fim ao que se errou. Ter sempre na mente Cristo, Seguir as suas pegadas, Pisar o que Ele pisou! Vou, nesta quadra afinal, Alvitrar ao nosso povo Ser esta a melhor hora P¹ró espírito do Natal Nos fazer nascer de novo E seguirmos vida fora! Pensem bem, não custa nada, Dá-nos um grande prazer, Sem custos e sem esforços. Que bom a alma lavada, Alegria de viver Sem cuidados nem remorsos! E a lâmpada da nossa vida Continuamente acesa, Ali sempre preparada, P¹ra que Jesus na descida Não nos faça uma surpresa Ao fazer nossa chamada! Sabemos que a Providência É amor e não castiga, Mas há sempre um desenlace O peso da consciência Roída, que nos obriga A fugir da sua face! Daí creio que até nós Que, quando a vida termina E a voz de Deus escutamos, O temor da sua voz Traz o passado à retina, Aí nos incriminamos! Esta é a minha opinião E como eu compreendo Um Deus que é todo amor, Là se é verdade ou não, Quem de outro modo entende Venha elucidar melhor! Os Natais estão diferentes, O povo já não se preza, Hoje só têm no sentido Uma troca de presentes, Não se adora, não se reza, Ao Menino já crescido. Hoje, o Natal, podem crer É a àrvore, muita luz, Um presépio muito ufano, Ofertas, comer, beber, Quanto a rezar a Jesus, Fica em segundo plano! Perdoam-se mutuamente Nesta quadra do Natal, Até choram abraçados! Após Natal, esta gente Vai enterrando o punhal Nas costas dos perdoados! É uma quadra sagrada Os pobres são bem lembrados, (Neste dia, tudo come!) E, após a quadra passada São todos ignorados, Deixam-os morrer à fome! E, quem faz um intervalo, Ano sem ir à igreja. Na véspera, meio pantana, Lá vai á Missa do Galo, Só p¹ra que Deus o lá veja, Julgando que a Deus engana! PS BOAS FESTAS meus amigos, Vos desejo do coração, Que Deus lhes livre dos perigos, E nos traga a salvação! E o velho Zé da Chica Como sempre, às ordens fica! |
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