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O Zé agora, tem que arregaçar as mangas!... Agora, festas passadas, Em frente, vamos lutar, Mangas bem arregaçadas, Cabeça no seu lugar. Com a idade avançando, O tempo nos faz mais mossa, Lá vamos sempre deitando Por vezes o pé na poça. Mas vamos, cabeça erguida, Correr p'rá meta final, Dar outro valor à vida, Sempre dentro da moral. Sabemos que ela anda Hoje em dia mal tratada, Fingida por toda a banda, De bondade disfarçada. O mundo agora é miséria, Tudo anda fora da lei. Toda a gente é gente séria. (Desculpem se me enganei!...) Vamos ter que aguentar O que chamamos de danos, Com paciência levar Os desvios e os enganos. Despedimentos precários Os cortes sobre quem sofre, Aumentos desnecessários Só para atestar o cofre. Tudo que o mundo encerra, Coisas más e coisas boas. Alimentar uma guerra Que enriquece seis pessoas! Tudo que o mundo faz, Para aí a cada instante, Como a subida do gás Sem um motivo importante. E a subida de milhões Dos seguros alterosos, Que ninguém sabe as razões, Cujo lucros são fabulosos. Sobem as contribuições Engorda o mealheiro. Abrem a bolsa os patrões, Mas quem paga é o rendeiro! E o pobre desanima Com a carga tão pesada. Tudo vai caindo em cima, O rico não paga nada! Tudo que ao rico dão, De despesas a pagar, Ele faz a transição E o pobre é que vai gramar!... Mas vamos no Ano Novo, Ver o que está destinado Pelo governo e o povo, Como irá ser tratado. Está programada a ajuda Do remédio receitado. Ninguém sabe se isto muda, Tudo está muito embrulhado! Creio até ser necessário Que as pessoas, com razão, Precisem dum secretário, P¹ra resolver a questão. Mas agora há que pensar, De novo no nosso povo Tentar tudo melhorar Ao entrar o Ano Novo! E o Ano Novo entrou!... Já entrou o Novo Ano, Deus queira que ele seja De Paz, Justiça e Humano, Tal como o mundo o deseja! Todos anos, nesta data, Tento a paz advertir Mas, por mais que eu nisto bata, Ninguém pensa no porvir. Anda o mundo a rezar, Preces por todos os lares, Pedindo paz e parar As armas nucleares. Pedem a Deus, todos os crentes, Mas eu algo verifico, Não pedem aos presidentes Para acabar o fabrico. Longe de mim ultrajar Alguém que tem fé em Cristo, Mas se alguém tem que parar, Não é Deus, que é contra isto!... Não sei como pode ser Que biliões de viventes Tenham vida a depender De cinco ou seis presidentes. Mas, não pensar no pior, Vai ser um Ano na altura, Cheio de paz e amor, Saúde e muita fartura. Ano de muita virtude, Em que os senhores mandões Nos vão tratar da saúde Por todas estas nações. Não haverá mais cobiça, Irá vingar a razão E ter na mão a justiça A espada de Salomão. Vai haver fartura aos molhos, Dar ao dinheiro outro emprego, Irá abrir mais os olhos O rico que anda cego. Ai quanto rico anda em treva, Sem que ao menos preveja Que por morte ele não leva Nem um centavo que seja. É bem triste cego ser Mas também estamos certos Ser mais triste não querer ver E tendo os olhos abertos. O cego com sua calma, Ao contrário do que vê bem, Vê com os olhos da alma, O outro, nem alma tem!... É mais cego, podem crer, Aquele que não quer ver!... A terminar!... Com maneiras bem modestas, Aqui ou qualquer país, Deus vos dê as Boas Festas E um Ano muito Feliz... É o que o Zé vos deseja, Muita saúde, assim seja!... |
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