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À maldade deste mundo, quem poderá por um fim!?... Não falta gente no mundo, Que um bom coração tem E se presta a fazer bem, Com um amor bem profundo. Penso ser a maioria, Que está pronta a ajudar, Mas há sempre a empatar, Uma espécie d¹alergia. Uma máfia descarada Que só pensa no dinheiro Em cujo seu mealheiro, Só entra e não sai mais nada! São minoria, sabemos, Mas não há ninguém qu¹os torça, Eles são a lei, a força, A força que nós não temos! O povo só tem um dia Para assinar o caderno, Dando a força ao governo. Depois vêm-lhe a anemia. Anémico, braços atados, Grita, berra, gesticula, Dá viravoltas e pula. Mas são sempre ignorados! Mas o povo, nos parece, Que, ao chegar as eleições, Fica cheio de ilusões E do mal todo se esquece. Eles sabem bem do caso, Chupam-nos bem os ossinhos, Mas desfazem-se em carinhos, Quando o voto chega ao prazo! Fazem eles vista grossa Deixando subir o gás, Mesmo quando mais frio faz. Sem que defender se possa. Quando o lucro é de bilhões E mais não cabe no cofre, Gritam que o povo sofre, Investigando as razões. Reúnem-se no Senado, Culpam um qualquer que seja, Mesmo que inocente esteja, Dando-lhe como culpado. E depois a companhia, Amenizando os agravos, Desconta uns poucos centavos, Aceites com alegria. Gritam os altifalantes, Jornais e televisão Após a tal reunião Paguem menos do que antes. Sem que ponham ao dito cobro, Olhando o qu¹antes pagava O povo agora estava Somente pagando o dobro. É uma comparação, Com pitadas de verdade. Mesmo aqui nesta cidade Fala-se e com razão. Monopólio, nos nossos dias Formam estas situações, Ou então as convenções Feitas entre as companhias. Pior é que depois postos Estes preços elevados, Ficam muito habituados, Depois de tomar os gostos. E o dinheiro que é porcaria, Tão nojento, tão imundo, Dão-lhe um cuidado profundo De o guardar dia a dia. Ele anda de mão em mão, E segundo muita crença Existe muita doença Que as culpas a ele o dão! Quando no dinheiro se toca, Para o poder bem contar Costumam sempre levar O dedo a molhar à boca! Todo o dinheiro afinal, Vendo bem, ao fim ao cabo, É um veneno, um diabo, Tão bom mas que nos faz mal! Vejam o que isto encerra, Queria falar que o amor É experiência melhor Para impor a paz na Terra. Onde há amor, irmãos meus, Não pode existir maldade, Ali existe a verdade, Onde há amor, está Deus. Não interessa onde estão, Quem são ou qual sua raça O que com amor se faça Deus tem lá a sua mão. Todo o mal que o mundo tem, Virá um dia afinal O Bem a vencer o Mal. Existirá só o Bem! Com amor, tudo se acaba, Desde o ódio à ganância, Toda esta exorbitância De maldade, se desaba. Até o rico se orgulha De Deus melhor o olhar. Quem sabe, até vai passar O Camelo pela agulha! Eu penso que o homem tem, Um desvio da verdade, Tem ele capacidade De poder fazer o bem! Não o faz amigos meus, Eu penso que a razão É que o seu diapasão Não vem directo de Deus. Muitas vezes é capaz Vir das mãos de Satanás!... |
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