Portuguese Times Zé da Chica - Gazetilha



À maldade deste mundo,
quem poderá por um fim!?...

Não falta gente no mundo,
Que um bom coração tem
E se presta a fazer bem,
Com um amor bem profundo.

Penso ser a maioria,
Que está pronta a ajudar,
Mas há sempre a empatar,
Uma espécie d¹alergia.

Uma máfia descarada
Que só pensa no dinheiro
Em cujo seu mealheiro,
Só entra e não sai mais nada!

São minoria, sabemos,
Mas não há ninguém qu¹os torça,
Eles são a lei, a força,
A força que nós não temos!

O povo só tem um dia
Para assinar o caderno,
Dando a força ao governo.
Depois vêm-lhe a anemia.

Anémico, braços atados,
Grita, berra, gesticula,
Dá viravoltas e pula.
Mas são sempre ignorados!

Mas o povo, nos parece,
Que, ao chegar as eleições,
Fica cheio de ilusões
E  do mal todo se esquece.

Eles sabem bem do caso,
Chupam-nos bem os ossinhos,
Mas desfazem-se em carinhos,
Quando o voto chega ao prazo!

Fazem eles vista grossa
Deixando subir o gás,
Mesmo quando mais frio faz.
Sem que defender se possa.

Quando o lucro é de bilhões
E mais não cabe no cofre,
Gritam que o povo sofre,
Investigando as razões.

Reúnem-se no Senado,
Culpam um qualquer que seja,
Mesmo que inocente esteja,
Dando-lhe como culpado.

E depois a companhia,
Amenizando os agravos,
Desconta uns poucos centavos,
Aceites com alegria.

Gritam os altifalantes,
Jornais e televisão
Após a tal reunião
Paguem menos do que antes.

Sem que ponham ao dito cobro,
Olhando o qu¹antes pagava
O povo  agora estava
Somente pagando o dobro.

É uma comparação,
Com pitadas de verdade.
Mesmo aqui nesta cidade
Fala-se e com razão.

Monopólio, nos nossos dias
Formam estas situações,
Ou então as convenções
Feitas entre as companhias.

Pior é que depois postos
Estes preços elevados,
Ficam muito habituados,
Depois de tomar os gostos.

E o dinheiro que é porcaria,
Tão nojento, tão imundo,
Dão-lhe um cuidado profundo
De o guardar dia a dia.

Ele anda de mão em mão,
E segundo muita crença
Existe muita doença
Que as culpas a ele o dão!

Quando no dinheiro se toca,
Para o poder bem contar
Costumam sempre levar
O dedo a molhar à boca!

Todo o dinheiro afinal,
Vendo bem, ao fim ao cabo,
É um veneno, um diabo,
Tão bom mas que nos faz mal!

Vejam o que isto encerra,
Queria falar que o amor
É experiência melhor
Para impor a paz na Terra.

Onde há amor, irmãos meus,
Não pode existir maldade,
Ali existe a verdade,
Onde há amor, está Deus.

Não interessa onde estão,
Quem são ou qual sua raça
O que com amor se faça
Deus tem lá a sua mão.

Todo o mal que o mundo tem,
Virá um dia afinal
O Bem a vencer o Mal.
Existirá só o Bem!

Com amor, tudo se acaba,
Desde o ódio à ganância,
Toda esta exorbitância
De maldade, se desaba.

Até o rico se orgulha
De Deus melhor o olhar.
Quem sabe, até vai passar
O Camelo pela agulha!

Eu penso que o homem tem,
Um desvio da verdade,
Tem ele capacidade
De poder fazer o bem!

Não o faz amigos meus,
Eu penso que a razão
É que o seu diapasão
Não vem directo de Deus.

Muitas vezes é capaz
Vir das mãos de Satanás!...


      
      


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