Crónica de Montreal
|
Na Casa dos Açores do Quebeque
Encontro com Alzira Silva, Directora Regional das Comunidades
do Governo dos Açores
“Hoje é dia de festa e o nosso coração rejubila de alegria (...) com a
presença da Directora Regional das Comunidades do Governo dos Açores, Alzira
Silva,
e com o calor que nos trouxe dos Açores” — disse Damião Sousa, durante
recepção de boas-vindas que a Casa dos Açores do Quebeque (Caçorbec) ofereceu
àquela dirigente.
Todavia, o presidente da Caçorbec não deixou de salientar que “nem tudo são
rosas na Casa dos Açores”, ao referir-se às dificuldades financeiras que
enfrenta, pois dos 394 sócios “somente 97 satisfazem o seu dever de associados”.
Não querendo “massacrar” com pedidos excessivos o Governo regional, “o qual
– acrescentou – tem sido muito cooperativo e, de um modo particular, sem
esquecer as comunidades”, contudo, lá foi sugerindo se nos puder ajudar um
pouquinho mais, seria muito bem-vindo”.
Alzira Silva, que ali se deslocou na companhia de Carlos Oliveira, cônsul
geral de Portugal em Montreal, encontrava-se em Montreal para assistir ao XV
Encontro de Professores de Português dos Estados Unidos e Canadá.
“A presença dos Açores nesta terra, depende de vós” – afirmou, acrescentando
que os “Açores têm que vos estar gratos. Vim, pois dar uma palavra de apreço
e gratidão pelo que têm feito pelos Açores”.
Ao reconhecer o facto de a Caçorbec querer “estar com todos os açorianos”
locais, apelou à unidade e que se procure “abrir portas”, sugerindo “ajudem a
passar a palavra, para que todos se sintam bem-vindos aqui”.
Por outro lado, disponibilizou-se para apoiar sempre que possível os
projectos comunitários, mas foi adiantando a necessidade de se “reflectir nos
objectivos”.
O cônsul de Portugal, por sua vez, manifestou-se grato por esta sua nova
visita à colectividade e, ante as aspirações da mesma, achou “legítimo que a
Casa dos Açores seja o espelho dos açorianos desta comunidade”.
Alzira Silva trouxe uma mensagem da Comissão das Celebrações dos 50 Anos do
Vulcão dos Capelinhos sobre a possibilidade da realização na comunidade de
quaisquer actividades no âmbito daquelas celebrações, as quais, no entanto,
deverão ser registadas oficialmente com aquela Comissão, para o que foi deixado
na
Caçorbec um programa provisório para quem desejar consultar.
A manhã e parte da tarde do dia foram preenchidos com a exibição do rancho
folclórico da colectividade anfitriã.
A ocasião proporcionou agradáveis momentos de confraternização entre os
associados e aquela directora da DRC, tendo ainda como ponto de atracção os
cheiros e sabores regionais do bufete que a Caçorbec e alguns dos seus sócios e
amigos prepararam para esta ocasião muito especial.

Copyright © 1997/2001 The Portuguese Times
Autorizada a reprodução de artigos publicados nesta página desde que mencionada a origem