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Outro Clinton na Casa Branca
Ao sábado, o PT está em peso na TV. Mais propriamente no Portuguese Channel.
O Augusto Pessoa apresenta Comunidade em Foco. Francisco Resendes o Teledisco.
E o Adelino Ferreira e este vosso criado resolvem problemas regionais,
nacionais, internacionais e interplanetários no Fim de Semana.
Sábado passado, o Adelino fez uma previsão para conferir futuramente: o
antigo governador de Massachusetts, Mitt Romney, será o candidato republicano
nas
eleições de Novembro de 2008, Hillary Clinton será candidata democrata,
tornar-se-á a primeira mulher presidente dos Estados Unidos.
A popularidade dos republicanos (leia-se George W. Bush) está tão em baixo
que dificilmente Romney ou Giuliani, McCain ou qualquer outro peso-pesado do
partido será bem sucedido.
Do lado democrata, Obama poderá ser um excelente vice-presidente. John
Edwards será perseguido pela bronca dos 400 dólares que terá gasto num corte de
cabelo. Assim, à partida, Hillary é a candidata melhor posicionada.
Além do mais, conta com apoio de Bill Clinton, interessado em voltar à Casa
Branca como primeiro-marido.
Nos últimos anos, Bill Clinton tem andado atarefado a proferir conferências
(chega a faturar $150.000 por cada uma), acumulou $40 milhões e parte do
pé-de-meia poderá ir para a campanha da mulher, embora não pareça que ela vá
precisar.
Nos próximos meses, Bill ficará ao lado de Hillary e isso poderá ser decisivo
nos chamados red states, os estados vermelhos, a cor do Partido Republicano.
Ohio, o estado que definiu a vitória de George W. Bush em 2004, votou Clinton
em 1992 e 1996. E a Flórida, outro estado chave na vitória de Bush em 2000,
votou Clinton em 1996.
Por essas e por outras, os republicanos já estão a desenterrar os podres dos
Clintons e uma das questões que será certamente agitada na campanha é o voto
de Hillary a favor da invasão do Iraque, ao contrário de democratas mais
contritos como Edwards.
Os republicanos estão em baixo devido à guerra e querem que Hillary seja
também penalizada pelo maior erro da política externa dos Estados Unidos nos
últimos anos.
Num editorial muito duro para com a Administração Bush, o influente New York
Times escreveu domingo que “chegou o momento de os Estados Unidos deixarem o
Iraque, sem perder mais tempo do que o necessário para o Pentágono organizar a
retirada” e que a tentativa de Washington para estabilizar aquele país é “uma
causa perdida”.
Vários senadores republicanos chegaram a essa conclusão e anunciaram durante
o fim-de-semana que retiravam o seu apoio ao conflito que até agora apoiavam.
Para o New York Times, Bush nunca se preocupou em encontrar uma solução “para
retirar os Estados Unidos do desastre que criou ao invadir o Iraque sem
motivo, apesar da oposição mundial e sem uma estratégia de estabilização”.
O jornal conclui que o plano de Bush passa por “manter a estratégia enquanto
é presidente (até Janeiro de 2009) e atirar a confusão para o seu sucessor”.
Resta saber se em Novembro de 2008 os eleitores, regra geral de má memória,
se lembrarão que foi uma administração republicana que meteu o país no atoleiro
do Iraque e dos custos tremendos que têm de pagar por isso.
Em rigor, se os EUA mantiverem as tropas no Iraque, continuarão sofrendo
baixas e a gastar $12 biliões por mês. Se retirarem, Bin Laden cantará vitória.
Clubismos
Há anos, António Alberto Costa lembrou-se de sugerir a fusão dos clubes
portugueses de New Bedford e quase o comiam vivo. Há na cidade duas dezenas de
associações portuguesas e Costa considerava que, juntando o respectivo
património
e o potencial humano, podiam formar-se três ou quatro colectividades mais
ricas e mais representativas. Mas a ideia foi de imediato rejeitada pelos
próprios
clubes zelosos do seu historial.
Em Fall River, onde também chegou a haver 20 associações portuguesas, também
se pensou várias vezes numa fusão, mas sempre surgiram vozes discordantes. Em
1923, o jornal Era Nova reconhecia em editorial que a fusão se tornara
impopular: “Vá lá a gente aventurar-se a dizer que cinco ou seis clubes em toda
a
colónia de Fall River, ou mesmo, e melhor, um só clube, que honrasse os 20 e tal
mil portugueses que aqui se encontram, seria suficiente e poderia dar-nos uma
influência que, divididos, nunca poderemos ter!”
A proliferação clubista verifica-se em todas as comunidades portuguesas nos
Estados Unidos, resulta de regionalismos e quer-me parecer que também da nossa
maneira de ser.
Em 1840, chegaram à Louisiana vários portugueses contratados para trabalhar
nas plantações de açúcar e que, em Abril de 1847, fundaram uma sociedade
mutualista, a Portuguese Benevolent Association, que garantia aos seus membros
subsídio de doença e funeral, além de organizar a sua anual festa do Espírito
Santo.
Os portugueses na Louisiana não eram muitos, mas ainda assim decorridos
alguns meses, em Agosto de 1948, alguns dissidentes sairam para formar a
Lusitanian
Benevolent Association, em New Orleans, que se manteve activa até 1960.
A clubite dos portugueses faz-me lembrar um velho provérbio judaico que li na
Rua da Judiaria, excelente blog do jornalista Nuno Guerreiro Jusoé: “Onde há
dois judeus, tem de haver três sinagogas; uma onde tu vais e eu não vou; outra
onde eu vou e tu não vais; e uma terceira onde nenhum de nós vai.”
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Quarenta mil espectadores, entre os quais Cavaco Silva, encheram sábado o
Estádio da Luz, em Lisboa, para o anúncio das novas Sete Maravilhas do Mundo,
escolha promovida pela New 7 Wonders Foundation. Convidados vindos de todo o
mundo, entre os quais o ex-secretário-geral da ONU, Koffi Annan e o antigo
astronauta Neil Armstrong. Antes das Sete Maravilhas do Mundo foram apresentadas
as
Sete Maravilhas de Portugal, eleitas localmente. A saber: Torre de Belém,
Mosteiro dos Jerónimos, Palácio da Pena, Mosteiro da Batalha, Castelo de Óbidos,
Mosteiro de Alcobaça e Castelo de Guimarães.
A cerimónia, com mais de 2 mil participantes, custou 12 milhões de euros e
foi transmitida pela TVI para mais de 170 países, uma audiência que se estimou
em 1,6 mil milhões de pessoas. Cristiano Ronaldo foi a personalidade
portuguesa mais marcante na cerimónia e Jennifer Lopez, que teria cobrado 1,5
milhão de
dólares para cantar duas canções, a estrela internacional mais aplaudida.
Finda a actuação de Jennifer, o momento mais esperado da noite, o anúncio das
sete novas maravilhas do mundo: Grande Muralha da China, Petra (Jordânia), Machu
Picchu (Peru), Chichén Itzá (México), Coliseu de Roma (Itália), Taj Mahal
(Índia) e Cristo Redentor (Brasil), para orgulho dos basileiros. Brasil e Índia
foram dois países que investiram no concurso, que despertou pouco interesse nos
Estados Unidos.
A lista representa os votos de mais de 100 milhões de pessoas através da
internet e do telefone e a votação esteve envolvida em polémicas. A primeira foi
com as autoridades egípcias, que se recusaram a autorizar a inclusão das
pirâmides de Gizé, a única das sete maravilhas do mundo antigo ainda existente.
Apesar dos problemas, a New 7 Wonders Foundation decidiu propor agora a escolha
das Sete Maravilhas da Natureza. A votação começou no passado domingo e
alargar-se-á até ao dia 8 de Agosto de 2008, altura em que um painel de
especialistas
vai recolher todas as nomeações e definir a lista dos 21 finalistas, da qual
sairão as sete maravilhas da natureza. Pode consultar na internet a página
oficial (http://www.natural7wonders.com/)
e fazer a sua sugestão. Os nomeados
terão de entrar em três categorias: local natural, monumento natural, paisagem.
Isto é válido para ilhas, rios, grutas, florestas, montanhas, vulcões, desertos,
cascatas e lagoas como as Sete Cidades, por exemplo.
Os concertos Live Earth, a maratona musical de sete concertos organizada
sábado pelo ex-vice-presidente Al Gore para despertar a consciência ecológica,
foi
um malogro para uns e um sucesso para outros. Segundo a organização, a
audiência dos concertos pode ter atingido os dois milhões, mas o concerto
realizado
no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, atraiu apenas três mil espectadores. Para os
mídia britânicos e norte-americanos, a mensagem ecológica das estrelas rock
não é convincente. Para o britânico Guardian, o Live Earth provocou três mil
vezes mais dióxido de carbono que a mesma média de cada cidadão do Reino Unido.
O New of the World vai mais longe e descreve que as nove casas, a frota de
carros e jacto privado de Madonna são "uma catástrofe ecológica". O Washington
Post também considera que a associação entre o pop/rock e a causa ambientalista
não casa muito bem. A mensagem mais realista foi transmitida em tom jocoso
pelo comediante Chris Rock: "Espero que este Live Earth acabe com o aquecimento
global tal como o Live Aid acabou com a fome em África..."
Para muitos, sábado foi apenas mais um sábado, mas para os supersticiosos foi
dia de muita sorte. Foi o sétimo dia do sétimo mês do sétimo ano do milenio,
uma data que reuniu nada menos que três setes. "O 7 é a união do 4, símbolo da
matéria e do 3, símbolo do espírito", explica o numerólogo Jean-Daniel
Fermier. A crença ou superstição no 7 vem de longe. Na Bíblia, sete são as
pétalas
da rosa, sete os dons do Espírito Santo, sete os braços do candelabro judaico,
sete os dias em que Deus criou o mundo, os sacramentos, as dores da Virgem, os
pecados capitais e as cabeças do monstro do Apocalipse. Sete são também as
chakras ou centros de energia do hinduismo e as vezes que um muçulmano deve
rodear a Kaaba, a pedra sagrada de Meca. Sete são as maravilhas do mundo e as
portas de Tebas, no Egipto. Sete as cores do arco-íris e as estrelas da Ursa
Maior. Para não falar nas sete mulheres de Barbazul, as botas de sete léguas e
os
sete anões da Branca de Neve. Sete é também, embora às vezes não pareça, a
idade do uso da razão. Nos Estados Unidos, mais de 140 mil noivos casaram sábado
na esperança de que o triplo sete traga sorte.
É português o cronista da expedição de Herman De Soto, o descobridor do
Mississippi em 1541. Ao serviço do rei Carlos V, de Espanha, De Soto percorreu
durante um ano a Florida, a Georgia, as Carolinas, o Tennessee, o Alabama, o
Arkansas, o Mississippi, o Texas e o Oklahoma. De Soto era de Badajoz e levou
consigo alguns portugueses da vizinha cidade de Elvas, entre eles o cronista da
jornada, conhecido por Fidalgo de Elvas e que se julga tratar-se de André da
Silva. A crónica do Silva foi publicada a primeira vez em Évora, em 1557 e o
título é comprido como a viagem: “Relação Verdadeira dos Trabalhos que o
Governador
Dom Fernando de Souto e Certos Fidalgos Portugueses Passaram no Descobrimento
da Florida”.
Comendadores
Venha a sátira mordente,
Brilhe viva a tua veia
Já que a cidade está cheia
Desses eternos MANEIS.
Já não temos Barões às dúzias
Com frades nos conventos,
Mas COMENDADORES, aos centos
E PAVÕES, a pontapés.
C.A. Espiganço. Providence, RI
Desejos e idade
Aos 4 anos: não fazer xixi nas calças.
Aos 15: muitos amigos.
Aos 18: carta de condução.
Aos 20: muito sexo.
Aos 35: muito dinheiro.
Aos 40: muito dinheiro.
Aos 50: muito dinheiro.
Aos 60: sexo.
Aos 70: sexo.
Aos 75: carta de condução.
Aos 80: muitos amigos.
Aos 85: não fazer xixi nas calças.
Vítor Marques, Fall River
Prevenção
O turista português não deve viajar este verão para a Flórida, nos EUA,
devido à previsão da passagem do furacão Ernesto. Segundo o Diário de Notícias,
de
Lisboa, este alerta pode ser encontrado no site da Secretaria de Estado das
Comunidades Portuguesas. Só que o furacão Ernesto passou em 2006.
Reformas
Entre reformados do sector público e privado, funcionários do Estado, das
regiões autónomas ou autarquias e beneficiários de subsídios e complementos, são
4,7 milhões de portugueses que vivem à custa do Orçamento do Estado.
É quase metade da população de Portugal a viver à custa das contribuições da
outra metade que trabalha.
ADN
Os Estados Unidos preparam-se para retirar sistematicamente uma amostra de
ADN aos suspeitos detidos pelas autoridades federais, incluindo centenas de
milhares de imigrantes clandestinos, revela o New York Times.
As novas regras, que vão ser postas em prática pelo Departamento da Justiça,
visam tornar esses procedimentos tão comuns como tirar impressões digitais às
pessoas detidas, quando actualmente as autoridades federais só retiram ADN dos
criminosos indiciados.
De acordo com o New York Times, os imigrantes clandestinos são
particularmente visados por estas disposições, autorizadas pelo Congresso em
Janeiro de 2006.
Esta medida recolhe um forte apoio junto de organizações de defesa das
vítimas de crimes e de alguns grupos feministas que acham que isso ajudará a
identificar os agressores sexuais, enquanto as organizações de defesa dos
direitos
cívicos vêem nela um atentado à vida privada.
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