Rhode Island

AUGUSTO PESSOA (Correspondente)
Delegado em Rhode Island
Tel. (401) 728-4991

 

Viagem de estudo
Alunos da escola do Clube Juventude Lusitana “descobrem” Portugal e
regressam maravilhados


Um grupo de alunos da escola do Clube Juventude Lusitana de Cumberland, a
mais antiga por estas paragens americanas, foram em descoberta das origens.
A ideia foi de Fernanda Silva, professora e orientadora pedagógica daquela
escola, que conseguiu um apoio do Governo português face ao projecto
apresentado.
A escola do professor Amadeu Casanova Fernandes encontrou em Fernanda Silva
uma feliz continuadora e que formada com ideias mais inovadoras tem arriscado
projectos mais arrojados cuja concretização tem sido recheada do maior sucesso.
A esfarrapada ideia do tudo vai acabar está certa quando se refere à
longevidade natural do ser humano, mas começa a ser arriscada quando se refere à
comunidade, uma comunidade que leva os alunos da escola a conhecer as origens de
pais e avós.
Mas são alunos aqui nascidos que falam português graças ao entusiasmo de
professoras como Fernanda Silva e de comissões escolares que pintam as salas de
aulas, preparam o perú para o Thanksgiving, o Halloween, a récita de Natal e com
representação de alto nível.
Este passeio de estudo foi recheado do maior êxito, tal como nos disse
Fernanda Silva.
“Desde a Torre de Belém, aos Jerónimos, ao Cristo Rei, ao castelo de Sintra.
Para mais à frente surgir Fátima, Nazaré. E ainda mais à frente Viseu,
Mangualde, Penalva do Castelo, Gouveia, Serra da Estrela foram entre muitos outros
pontos visitados pelos alunos que à medida que se ia progredindo no terrreno
“descobriam” um novo mundo que tentavam gravar no cérebro jovem, para trazer de
volta aos EUA”, disse Fernanda Silva, que tem desenvolvido um meritório
trabalho tendo em conta o ensino e divulgação da língua portuguesa.
“Tenho de sublinhar a forma como fomos recebidos na escola de Penalva do
Castelo onde os alunos foram postos ao corrente de como se administra ali o
ensino”, prosseguiu Fernanda Silva, que concretizou mais um meritório projecto que
deu a conhecer aos alunos uma faceta importante da origem de pais e avós.
São estes projectos e incentivos que despertam no aluno o gosto pela língua e
pelo país de cujos pais são naturais.
Sofia Baptista, de quinze anos de idade e que finalizou a nona classe da
escola portuguesa do Clube Juventude Lusitana, viu assim o passeio: “Foi uma
experiência única. Tive oportunidade de visitar monumentos e como tal foi uma
grande lição prática. Adorei ver o cortejo etnográfico em Aguiar da Beira, quadro
vivo de cultura e traduição. Vi como fazem o queijo, o vinho, o chouriço, o
pão, o azeite. Aprendi como se fazem as colheitas dos cereais, como o trigo,
milho e centeio. Foi uma forma extraordinária de finalizar a escola, falando
português, conhecer Portugal e viver a nossa cultura”, concluiu Sofia Baptista, que
não perderá a próxima oportunidade de um regresso e reviver o seu e nosso
Portugal.
Daniel Baptista tem onze anos e foi mais outro dos alunos que fez parte do
grupo que foi “descobrir” terras de Afonso Henriques que agora até querem
entregar de mão beijada aos espanhóis. “No decorrer da visita o Mosteiro dos
Jerónimos foi o meu favorito. Gostei de ver os túmulos dos reis portugueses e
principalmente de Vasco da Gama, dado ter lido a sua viagem marítima à India”.
Padrão dos Descobrimentos, Mosteiro da Batalha, Universidade de Coimbra,
Portugal dos Pequeninos, Ruínas de Conimbriga, Fátima, Nazaré foram outros pontos
de interesse para Daniel Batista.
Este exemplo da escola do Clube Juventude Lusitana de Cumberland deverá ser
seguido por outras escolas envolvendo professores, pais, comissões escolares e
alunos como forma de incentivo aos nossos jovens.

 


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