Rhode Island
AUGUSTO PESSOA (Correspondente) |
Poder associativo em Rhode Island toma novas directrizes
visando a sua
continuidade
Temos vindo a acompanhar a evolução directiva dentro do poder associativo em
Rhode Island, mola real da nossa presença como grupo étnico, mas integrado e
votante.
Não temos avançado com qualquer notícia de forma a não prejudicar o
desenrolar de novas ideias que de imediato seriam aproveitadas pelos alarmistas
e
diremos mesmo derrotistas, que já vêm vaticinando o fim das associações, das
escolas, dos ranchos, das bandas, desde que chegamos a terras americanas e o que
temos visto é sim um constante aumento de entusiasmo.
Ali por Cumberland, onde se ergue imponente o Clube Juventude Lusitana, as
responsabilidades desta organização avolumam-se, dado que como diz o povo
“quanto maior é a nau, maior é a tormenta”.
O abandono de Tony Costa, por motivos de ordem profissional, fez tremer os
alicerces daquela digna presença de Portugal na Nova Inglaterra.
O indigitado seria de imediato o vice-presidente Xavier Cabo, que o levou a s
egredar-nos. Não escreva, nem diga nada. Mas eu vou assumir a presidência.
Seria uma vergonha que mesmo temporariamemte esta casa fechasse as portas. Nunca
aconteceu e não será comigo na direcção que jamais acontecerá. Tony Rodrigues
era outro dirigente e que segundo diz: “nunca o meu nome ficaria no historial
do nosso clube com uma mancha negra de um encerramento”.
“Sendo o aluguer dos salões a mais importante fonte de receita do Clube
Juventude Lusitana, o seu encerramento mesmo temporário ditaria o descrédito da
organização e dificilmente uma noiva iria proceder ao arrendamento de um salão,
correndo o risco do seu encerramento”, disse Victor Santos, que também é sócio
do Clube Juventude Lusitana.
Perante tal panorama, é de realçar o orgulho das gentes da “catedral erguida
em nome de Portugal”. Aquela associação faz parte da sua vida. É como que uma
extensão da sua própria casa, da sua pátria, da sua aldeia, da sua vila. É
mais uma lição de patriotismo com uma escola a ensinar português, um rancho e
uma
banda recheada de filhos e netos, daqueles que manter as portas abertas é
gritar bem alto a sua presença étnica, mas integrada e votante.
Mas se o Clube Juventude Lusitana é o timoneiro no sector das actividades
tivemos este domingo a tomada de posse de António Marques como presidente da
União Portuguesa Beneficente.
No caso dos Amigos da Terceira, Maria João Santos preside a uma organização
com uma forte componente sócio-cultural e onde as presidências se sucedem sem
problemas.
No caso do Clube Social Português, Jorge Azevedo não encontrou, segundo nos
disse, uma situação muito fácil, mas com possibilidades de recuperação.
Ali pelo Cranston Portuguese Club, onde se respira de boa saúde financeira e
surge um clube moderno, funcional e com uma forte componente sócio-cultural,
Carlos Lourenço ainda não passou o testemunho, mas parece estar para breve.
Joe Andrade, presidente do Clube Sport União Madeirense de Central Falls, tem
pela frente remodelações de um milhão de dólares, que encara com grande
optimismo.
Manuel Sousa, que tem mostrado uma maior abertura junto do Phillips Street
Hall aos costumes e tradições portuguesas, foi reconduzido na liderança desta
organização de East Providence e no seu “reinado” surgiu recentemente mais um
rancho folclórico a juntar às danças de Carnaval que ali se têm vindo a formar.
Na mesma cidade, temos Lídia Alves, que foi a primeira senhora a assumir a
presidência do Brightridge Club, foi reeleita para mais um mandato.
A atestar de que as organizações portuguesas na Nova Inglaterra têm futuro
relativamente assegurado, surge na centenária organização Associação D. Luís
Filipe, a mais antiga em Rhode Island, um jovem de segunda geração a apostar na
sua continuidade. Jeffrey Rodrigues, que foi reeleito pelo segundo ano
consecutivo, teima em manter viva aquela presença lusa em Bristol.
Em suma temos uma comunidade activa e com grande futuro pela frente.

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