Rhode Island

AUGUSTO PESSOA (Correspondente)
Delegado em Rhode Island
Tel. (401) 728-4991

 
Coral Herança Portuguesa virou mais uma página do vasto historial

O Coral Herança Portuguesa festejou no passado domingo 32 anos de existência.
O banquete e concerto tiveram lugar no salão da União Portuguesa Beneficente
organização a que o coral se encontra ligado como sucursal.
Fundado a 13 de Março de 1976 pela mão de Rogério Medina, Dionísio da Costa e
Paulo de Carvalho, recentemente falecido, o coral tem sabido cantar os feitos
dos nossos ilustres por terras da diáspora e tem merecido projecção quer a
nível de Portuguese Channel e Portuguese Times e este ainda por todo o mundo via
internet.
Caso contrário por melhores e mais significativas que sejam as iniciativas
comunitárias se não forem aqueles dois orgãos de comunicação social tudo ficará
retido entre as quatro paredes das organizações. E tudo não passa de tempo
perdido, tendo em conta todos os esforços despendidos na concretização dos
projectos.
Mas os responsáveis pelo Coral Herança Portuguesa querem que as suas notas
musicais se propaguem no mundo da diáspora e todos fiquem a conhecer as suas
potencialidades e mensagem que as pautas musicais conseguem transmitir.
Nunca é de mais realçar o contributo dado pelo maestro Arnaldo Bettencourt, o
primeiro a reger o coral que aos poucos foi conquistando um lugar de eleição
no mundo comunitário.
Foi este lugar que uma vez mais veio ao de cima na tarde do passado domingo
quando as vozes acompanhadas pelos acordes musicais da viola de Dionísio da
Costa e o piano de Alvaro Pereira se fizeram ouvir num reportório, “de encher o
ouvido”.
Entre os presentes o veterano Manuel Pedroso, advogado Paul Bettencourt,
filho do primeiro maestro do coral, o industrial Al Anjos, que ao longo dos anos
tem sido um grande apoiante do coral e outras iniciativas que visam o bom nome
da comunidade e ainda Nuno Puim, da Azores Express.
Esta manifestação face ao Coral Herança Portuguesa é mais um exemplo de que a
diminuição do fluxo migratório em nada afectou as iniciativas da nossa gente,
mas pelo contrário é notório um maior entusiasmo, dado que somos todos nós os
aqui radicados os responsáveis por manter a chama lusa cintilante em terras
amercanas.
Rogério Medina foi o mestre de cerimónias tendo sido apresentado por José
Alberto Silva, presidente do coral.
A tónica de Rogério Medina tem o condão de atrair sobre si as atenções de
multidões reunidas em salões como sucedeu no passado domingo. Falando do que se
acredita, se criou, e se teima em projectar é feito com um entusiasmo de tal
forma contagiante que acaba por envolver todos os presentes na mesma forma de
pensamento.
É este o Rogério Medina que conhecemos como vice cônsul, que conhecemos como
fundador das celebrações do Dia de Portugal na “State House” em Providence,
como fundador do Coral Herança Portuguesa e como membro activo de uma
comunidade de que se orgulha e da qual tem recebido o mais vivo apoio.
Dionisio da Costa é um musicólogo de experiência feito. Dispensa comemtários.
Subiu ao palco trazendo com ele a viola que desdilhou com mestria.
Adaptou as canções ao seu gosto. Tocou e comunicou.
Viu-se rodeado de gente das nossas gentes que cantaram com ele. Fizeram coro
onde sobressaia a voz de um Dionisio que foi um ponto alto do aniversário do
coral de que ele foi co-fundador.
Depois regeu o agrupamento em tarde de aniversário num suceder de excelentes
interpretações.
Mas o elenco musical não ficaria completo sem Alvaro Pereira a última achega
de grande relevo ao piano e na direcção musical do coral. Desde o Vinho Verde
até ao “Chorus of the Hebrew Slaves” foi um suceder de excelentes
interpretações de gente da música.
Depois da I Gala Musical em Fall River realçando os valores musicais da
diáspora fomos encontrar na UPB um coral alegre e com interpretações de grande
nível. Na noite anterior tinha sido o grupo Raízes a mostrar o seu valor na
convívio para celebrar o 25 de Abril. Como se depreende música para todos os gostos
e sempre presenciada por algumas centenas de pessoas.
E tudo isto vem confirmar aquilo que temos vindo a dizer. A diminuição do
fluxo migratório não impede que a nossa gente se manifesta e fá-lo ainda com mais
entusiasmo dado que sabe que são os que cá estão que têm tal como o Coral
Herança Portuguesa a responsabilidade de cantar bem alto o nosso Portugal em
terras americanas, mas integrados e votantes.

 


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