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NASCEU EM TAUNTON, MA, E TEM ORIGENS AÇORIANAS
Sarah Borges aposta na música pop com novo álbum 'The Stars Are Out'
- Disco, com selo da etiqueta Sugar Hill Records, arranca elogios da revista
'Rolling Stone' e do 'New York Times'

Por HENRIQUE MANO
Nova Iorque
Especial para o
PORTUGUESE TIMES


Na senda de Nelly Furtado, o 'furacão' musical que nos trouxe ventos do
Norte, atenção: vem aí Sarah Borges!
Para a 'Rolling Stone', a Bíblia da indústria discográfica, o terceiro álbum
da cantora, 'The Stars Are Out', lançado dia 24 de Março deste ano, "revela
um assalto amigável ao género pop-rock" e merece - do crítico da revista - 3
estrelas, numa escala de 5.
No 'New York Times', Nate Chinen lembra, na secção 'Playlist', que Borges
fez nome como compositora com "tendências modernas" enamorada por viagens ao
passado da música. E destaca, no álbum agora à venda, da etiqueta Sugar Hill
Records, de Nashville, TN, as suas qualidades de compositora, evidentes - na
opinião de Chanen - nas faixas OBetter at the End of the Day' e 'Symphony'.
Desde a luso-canadiana Furtado, que se deu a conhecer ao mundo com 'Whoa,
Nelly!', no início da década, que o universo português não conhecia a
ascensão de um dos seus na esfera musical.
Curiosamente, o que não faltam são semelhanças nos trajectos de vida
marcados por uma ou por outra, im-postas pelo destino ou adquiridas por
opção...
Tal como a intérprete de 'I'm like a Bird', Sarah Borges também nasceu no
seio de uma colónia  açoriana estabelecida na América do Norte - no seu
caso, a cidade com características industriais de Taunton, em Massachusetts.
"Os meus bisavós maternos vieram da Terceira já casados para a América",
conta a cantora de 30 anos, em entrevista exclusiva ao PORTUGUESE TIMES.
"Já do lado do meu pai, temos raízes no Faial".
A cantora é filha de Sandra (Barros) Borges e de Ron Borges. Nasceu em
Taunton, Massachusetts, e cresceu numa atmosfera familiar que não podia ter
sido mais portuguesa...
"Em nossa casa come-se bacalhau, caldo verde e linguiça", diz Borges, que,
para terminar os estudos no Emerson College, onde seguiu rádio, até bolsas
do Portuguese-American Civic Club de Taunton recebeu.
Foi na escola que despertou o 'bichinho' pela música, embora "aos 6 anos já
cantarolasse o hino. No liceu", continua Sarah Borges, "comecei a escrever
poemas".
Quando foi preciso dar título ao seu primeiro álbum de carreira, em 2005,
Sarah Borges não virou as costas às origens e foi buscar o nome de 'Silver
City' - a alcunha de Taunton, onde prosperava a indústria de transformação
da prata.
Entretanto surgiu 'Diamonds in the Dark' - já enquadrada em 'Sarah Borges
and the Broken Singles' e agora 'The Stars Are Out', ambos com a chancela da
etiqueta musical Sugar Hill Records, de Nashville, Tennessee.
"O nosso estilo de música é decididamente o rock, mas já passámos pelo
country e agora enveredámos pelo pop/rock", explica a cantora.
Em Maio, seguem em digressão "pelo país, de costa a costa, durante pelo
menos um mês", adianta Borges.
Já gravado está o vídeo-disco da faixa 'Do It for Free', do primeiro single
extraído do terceiro disco da luso-americana.
"Queremos crescer o máximo, como grupo, e esse objectivo passa por ganharmos
muita experiência de estrada, actuando ao público".
Borges, que agora vive em Cambridge, MA,  assume com naturalidade as suas
origens modestas (o pai era carteiro e a mãe assistente social) e diz não se
importar nada em ser comparada a Nelly Furtado, antes pelo contrário...
"Gostaria de ser a próxima Nelly Furtado e um dia conhecer Portugal".



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