Crónica de Montreal

António Vallacorba

 

Senhor Bom Jesus da Pedra em Laval
Última festa com o padre José V. Arruda


A comunidade portuguesa da cidade vizinha de Laval e os oriundos de Vila
Franca do Camo, em particular, festejaram “abrasadoramente” a solenidade do
Senhor Bom Jesus da Pedra nos dias 15 e 16 do passado mês.
“Abrasadoramente”, porque decorreu durante o mais quente fim-de-semana
deste Verão, com temperaturas a variar entre os 30 e os 40 graus,
respectivamente no sábado e domingo.
Esta terá sido a última festa presidida pelo padre José V. Arruda na Missão
de Nossa Senhora de Fátima, de que foi responsável durante dezassete anos,
e uma festa que ele próprio ajudou a fundar com o saudoso Fernando Bento,
vilafranquense, entre outros, em 1994, completaram-se agora quinze anos.
O padre Arruda, natural da Ribeira Seca, Ribeira Grande, despediu-se na
missa do último domingo, para ir presidir igrejas de quatro paróquias
franco-canadianas, entre as quais as de Saint Arséne e Saint Edouard, em Montreal, em
zonas onde residem também portugueses.
Esta 15ª edição festiva “arrancou” com a mudança da imagem, no sábado,
tendo esta missa e a do domingo sido presididas pelo padre Clifford de Souza,
pároco convidado e que faz serviço na Missão Portuguesa Santa Cruz, em
Montreal.
A meio da tarde do domingo e sob um sol escaldante, saiu a vistosa e
singela procissão com a veneranda imagem do Senhor da Pedra, o clero, as
promessas, juventude e representações das nossas instituições, com acompanhmento pela
Filarmónica do Divino Espírito Santo de Laval.
Dignaram-se estar connosco também, Gilles Vaillancourt, presidente da
Câmara Municipal de Laval, Jocelyn Gartin, sua assessora; Alexandre Duplessis,
conselheiro municipal de Saint Martin; Alia Haddad, da Comissão Escolar de
Laval, e Yves Légaré, presidente da empresa funerária do grupo com aquele nome,
e esposa
O trajecto da procissão, pelas ruas adjacentes ao templo, foi mais curto,
em virtude do muito calor que fazia, indo depois as pessoas recolher-se onde
quer que se adivinhava uma acolhedora sombra.
Concertos pela Filarmónica do Divino Espírito Santo de Laval e actuações
pelo conjunto “Tradition”, Fátima Miguel, Kimberly Fontes, Discoteca “Entre
Nós” e Kelly M, constribuiram para os agradáveis arraiais e bailes ao ar
livre e no Centro Comunitário.
Entretanto, e dado o cada vez mais reduzido número de pessoas presentes a
esta festividade, o meu amigo Sebastião de Melo, vilafranquense, promete ir
revitalizá-la para o ano.
Desejamos-lhe muito sucesso.

 


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