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Ten Downing Street

Uma das figuras internacionais que ficaram na História pela sua distinção
foi o Sir Winston Spencer Churchill (1874-1965), pessoa emblemática e um
herói!
Durante a Segunda Guerra Mundial (de 1939 a 1945) a sua notável oratória e
excepcionais qualidades de líder fizeram dele um símbolo de resistência
britânica.
A sua residência na rua Downing número 10, em Londres, ficou famosa. Desse
lugar, quantos despachos decisivos não terão sido emitidos. Quantas
mensagens de encorajamento não foram redigidas!...
Embora muito novo, tornei-me admirador dele. Guardo ainda hoje, por mais de
setenta anos, algumas das suas notáveis comunicações:
“O optimista vê oportunidade em cada dificuldade. O pessimista vê
dificuldade em cada oportunidade”.
Em Junho de 1940, num dos seus célebres discursos, depois da capitulação da
sua aliada França, dizia:
“Combateremos no mar, combateremos em terra e no ar. Defenderemos a nossa
ilha, por que preço for. Combateremos nas praias, combateremos nos campos e
nas ruas. Combateremos nos montes e nunca renderemos!...”
Dirigindo-se aos corajosos jovens pilotos da R.A.F. (Real Força Aérea) ao
elogiá-los, diz:
“Nunca tantos deveram tanto a tão poucos”.
Em 1970 visitei a cosmopolita cidade de Londres pela primeira vez. Num giro
turístico pude apreciar o majestoso Buckingham Palace; passei pelos Houses
of Parliament, pela St. Paul’s Cathedral, pela Westminster Abbey. Escutei as
badaladas do infalível Big Ben. Demorei-me no Trafalgar Square e permaneci
por bastante tempo no indescritível British Museum, fundado em 1753, único,
pelas suas coleções de peças egípcias, sírias, gregas, romanas, chinesas e
cambodjanas. Mas a Ten Downing Street teve um particular interesse para mim.
Ali morou o eminente estadista, Sir Winston Churchill.
A RTPi, na sua emissão do dia 14 de fevereiro passado, incluiu uma notícia
incrível: a Ten Downing Street foi invadida por um “exército” de ratazanas
e arma mais poderosa para lhes combater é um gato, que passa a ser mais um
ocupante do histórico edifício.
O meu amigo Bana, no seu “bom” português, dirá:
“Assim as coisas é”.
E eu digo, quão frágeis e vulneráveis os nossos “palácios” e “castelos”!

António Nobre Leite
Brockton, Mass.


 


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